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Reajuste de servidores municipais é aprovado em meio a embates e acusações de corrupção

por Karine Paixão 20 de Abril de 2017 às 16:42
categoria: Política

 


O Projeto de Lei nº 011/2017 aparentemente não traria nenhuma polêmica entre os vereadores de Petrolina. Ele foi aprovado na sessão desta quinta-feira (20) por 17 votos favoráveis, nenhum contrário e repassou o reajuste salarial de 6,29% (reposição da inflação 2016) aos servidores municipais com retroativo calculado desde janeiro deste ano. Segundo o presidente da mesa diretora, Osório Siqueira (PSB), todas as dúvidas já estavam solucionadas, o entendimento entre o Sindicato dos Servidores Municipais de Petrolina (Sindsemp) e o Poder Executivo foi consolidado e  mesmo assim, os parlamentares entram num forte embate antes de validarem a proposta. 

Tudo começou quando o vereador Gilmar Santos (PT) citou a reforma administrativa aprovada na Casa Plínio Amorim que prevê que os funcionários de outros órgãos convocados para assumir uma secretaria no atual governo, teriam seus salários originais conservados acrescidos de 80% em seu valor final. Para o petista, isso seria uma injustiça com as demais categorias do funcionalismo público local. “Vamos votar esse projeto já que é de entendimento da classe, mas chamamos atenção para o fortalecimento das categorias para que essa luta seja contínua. O cenário que nós temos internacional, nacional e municipal não é dos melhores e daí a importância da continuidade da luta”. 

Ao ouvir as declarações do colega, o vereador Ronaldo Cancão (PTB) pediu a palavra para justificar tal decisão do prefeito Miguel Coelho (PSB). Segundo o situacionista, a remuneração desses secretários é uma prova da transparência da atual gestão, alegando que no governo anterior, integrantes da gestão eram contratados por salários menores, mas mantinham empresas de consultoria no nome de parentes prestando serviço à prefeitura e complementando seus salários de forma irregular. “Contratos de R$ 5 mil, R$ 4 mil, R$ 7 mil. Você paga os 80% e tem um bom técnico. Porque teve contrato sim dos secretários que vieram de fora, do Rio de Janeiro, do Recife, colocando consultoria dentro da prefeitura e autarquias para usurpar o dinheiro público. Transparência é isso”. 

Após as afirmações de Cancão, o líder da oposição, Paulo Valgueiro (PMDB) fez questão de rebater. O peemedebista fez questão de frisar que altos salários não evitam a corrupção no país e foi além, questionou a politica de remuneração no município, cobrando mais atenção para os servidores que executam o planejamento feito pelo secretariado municipal. “A gente fala muito que precisa pagar bem a secretário, mas, na verdade, quem faz com que o município ande bem é o servidor de ponta que ganha um salário-mínimo”. Ronaldo então voltou a pedir a palavra e mais uma vez destacou irregularidades na gestão da qual Valgueiro fez parte. “O governo anterior era um governo de corrupção”.

Ao perceber os ânimos exaltados, Osório Siqueira, cortou os microfones dos parlamentares envolvidos no embate. Nesse momento a vereadora Cristina Costa (PT) ironizou. “Calma Cancão, calma vereador Cancão, um dia vossa excelência vai conseguir colocar Júlio Lóssio na cadeia. Tenha calma, ó o coração”.