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Do mesmo partido, Maria Elena avalia governo Paulo Câmara: 'não acertou o passo'

por Redação Nossa Voz 8 de Março de 2018 às 09:54

Após saída do cargo de secretária de Cultura de Petrolina, Maria Elena Alencar (PSB) agora assume a pré-candidatura a deputada estadual e afirma que deixará o PSB na busca de apoio para o projeto político. Ela tem abril deste ano para trocar de partido, conforme orientação do grupo do senador e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho (MDB).

Aos 64 anos de idade e cinco mandatos como vereadora de Petrolina, ela se diz experiente e garantiu “não dar um tiro no escuro” nas escolhas. Entretanto, ela sabe que deixar o PSB tem um grande peso. Com a filiação a um novo partido, ele perde o total apoio do atual governado de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) e pode até mesmo, caso seja a decisão do partido, perder o mandato como vereadora na Casa Plínio Amorim.

Ela nega que a saída da legenda esteja relacionado ao chefe do executivo do estado. “Eu tenho um comportamento parlamentar prudente sobre defender as bandeiras do partido e o PSB me atendeu por muito tempo. É um partido que tem a ver com a minha personalidade, mas se for necessário eu saio do partido. Devo deixar o PSB. Estou analisando, vou conversar com o prefeito. Eu preciso olhar para o meu futuro. É o ano da minha oportunidade”, explicou.

A pré-candidata apoiou Paulo Câmara nas últimas eleições, mas criticou a atual administração, principalmente no que se refere às promessas de campanha que não foram cumpridas. Ela tenta amenizar fazendo uma comparação com o ex-governador Eduardo Campos, falecido em período de pré-campanha à presidência da República. “Meu ressentimento foi a questão do Hospital da Mulher. Foi uma promessa de campanha e infelizmente não saiu do projeto. Ele é um técnico, ele foi para colocado para gerir o estado e logo veio o falecimento de Eduardo Campo e ali mexeu com o Governo e o entendimento. Completou os quatro anos e ele não acertou o passo”, explicou.

Agora, ela apoiará Fernando Bezerra Coelho ao governo do estado. Explicou que as coisas mudaram e que não se arrepende de já ter sido aliada a Paulo Câmara. “Eu não teria dificuldade se o grupo decidisse ficar. Mas as coisas mudaram. Paulo Câmara se juntou com Lula, fica difícil ter um discurso. A gente estava acostumado com um governo proativo como o Eduardo Campos. Nós temos tanta história de trabalho prático na gestão de Eduardo e tudo isso a gente tem que olhar”, criticou.