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Gabriel Menezes não se licencia para cuidar de campanha a estadual como havia anunciado

por Karine Paixão 7 de Agosto de 2018 às 16:12

No programa Nossa Voz desta terça-feira (07), o presidente da mesa diretora da Câmara de Petrolina, Osório Siqueira revelou que o vereador Gabriel Menezes não havia concretizado o pedido de licença anunciado antes do recesso do legislativo municipal. Segundo Siqueira, Menezes o informou, num encontro nas dependências da Casa Plínio Amorim, que não havia se decidido. Na sessão de hoje, que marcou o retorno das reuniões plenárias, lá estava Gabriel Menezes ocupado seu assento e participando ativamente. Tal cena pegou muitos de surpresa, mas ele, à reportagem do Nossa Voz, justificou tal situação.

“Devo confessar que não trata-se de uma desistência, mas de uma reavaliação pelo fato de depois de dizer que me licenciaria ter passo a ser vítima de fake news. Estou reavaliando, não desisti dessa questão de me licenciar para tocar a nossa campanha para deputado estadual, mas vou reavaliar. A campanha começa dia 16 oficialmente e até lá certamente tomarei alguma decisão”, revelou.

O parlamentar havia garantido que faria sua campanha longe dos recursos e estrutura proporcionados pelo mandato  de vereador por considerar injusto a utilização de tais benefícios. Porém, ao ser acusado de fazer um acordo com o grupo do senador Fernando Bezerra Coelho para que o suplente Alvorlande Cruz assumisse, resolveu recuar. “As fake news das quais estou afirmando que fui vítima foi de que fiz acordo com o governo (Miguel Coelho), que estaria passando para o grupo do senador Fernando Bezerra e eu quero reafirmar que não quero acordo. Não estou na bancada do prefeito porque não quero. O prefeito Miguel Coelho contará sempre com meu respeito, não nada absolutamente contra a sua pessoa, mas eu tenho a obrigação porque fui eleito vereador para fiscalizar o seu governo e dessa obrigação eu jamais me furtarei”.

Sobre a questão em torno do retorno de Alvorlande Cruz, que deve enfraquecer a bancada de oposição, recuando de cinco para quatro membros, Gabriel Menezes demonstra não estar preocupado. “Isso não me diz respeito. Se Alvorlande é da situação ou da oposição não me diz respeito. Eu tenho que tratar do meu afastamento. Muitas pessoas me perguntam se eu me sentei com Alvorlande. Eu vou sentar com Alvorlande por quê? Não preciso sentar ou tratar com Alvorlande. Ele é o primeiro suplente. Poderia não ser, poderia ser qualquer outra pessoa. Se ele está no grupo do prefeito ou  permanece no grupo pelo qual foi eleito, isso não me diz respeito, não é da minha conta. Eu tenho satisfação a dar ao povo de Petrolina”.

Sendo assim, a previsão é que Gabriel Menezes só comunicará sua decisão após o fim do prazo para registro de candidatura a deputado estadual junto ao Tribunal Regional Eleitoral, fixado em 15 de agosto. Se me afastar terei a minha justificativa e se permanecer também a terei.


Gaturiano prega a política como transformação e critica brigas na Câmara: “É triste”

por Karine Paixão 27 de Julho de 2018 às 11:40

Cobrando mais disciplina na condução da mesa diretora e assumindo a dor e a delícia do mandato legislativo municipal, o vereador Gaturiano Cigano (PRP) avalia positivamente os quase dois anos de atuação na Câmara de Petrolina. Em entrevista ao Nossa Voz desta sexta-feira (27), o segundo secretário da mesa diretora garante fazer a política despretensiosa, lutando pela melhoria de vida das pessoas, apesar de assegurar que buscará a renovação do mandato em 2020. 

“Muito feliz e às vezes um pouco triste porque sou muito recente na política, estou há quase dois anos, não tenho sangue de político nas veias, faço a politica com o coração. E às vezes a gente quer que as coisas realmente aconteçam com agilidade, então deixa a gente um pouco triste porque sabemos que o processo. Mas estou gostando do desafio, como eu falei, não foi um sonho foi um desafio porque o desafio dos políticos é tornar o sonho das pessoas realidade. Para mim política é isso, não é o sonho de estar na Alepe, de estar no Senado, até mesmo na presidência”. 

Ao relembrar as polêmicas na Casa Plínio Amorim, o parlamentar garante que a rusga com a vereadora Cristina Costa (PT) foi superada. “Minha relação com a vereadora Cristina Costa é muito boa, tenho um grande respeito. Mas realmente aconteceu isso, eu sou o relator da comissão. (parecer) Foi rasgado, creio que passou despercebido e ela poderia retirar a assinatura dela, mas rasgar mesmo... Falou só uma conversa, eu como o relator e o vereador Cícero Freire como secretário pra que ela pudesse retirar a assinatura dela e apresentar outro parecer contrário. Mas quero dizer que minha relação com ela é supertranquila, assim como todos os vereadores na verdade”. Na aprovação do Projeto de Lei denominado “Escola sem Partido”, de autoria de Osinaldo Souza, Gaturiano confirmou para a imprensa que Costa, presidente da comissão de educação, rasgou o parecer em que tinha assinado, favorável a apreciação do projeto no plenário na Casa Plínio Amorim.

“Não entro em embate, fico no meu canto só observando, faço o meu trabalho, faço o que tem que ser feito na verdade. A população não quer briga na Câmara, a população quer ser beneficiadas com obras, até uma certa limpeza que é de obrigação da Prefeitura e a gente fica cobrando pra que isso chegue com mais agilidade nos bairros e esse é o meu papel e o papel de todos os vereadores na Casa Plínio Amorim”, definiu. 

Questionado sobre como avalia a condução dos trabalhos no legislativo municipal, Gaturiano reforça a necessidade de melhorar o controle para evitar embates. “Osório é um grande amigo, amigo da minha família, desde que tenho cinco anos, Osório já era amigo do meu pai e do meu avô. Mas, tem que ter mais pulso. Não é que ele não tenha moral, mas tem que colocar mais. Às vezes acontecem alguns embates ali e deveria cortar o microfone e acabou, tchau. Coloque moral, é isso que tem que acontecer, colocar mais punho para acabar com essas brigas na Casa Plínio Amorim. Desligar o microfone e acabou. Se der a parte a um e ao outro e você vê. Agora mesmo teve a briga de dois vereadores e é triste”.

Observando a descrença do eleitorado na política partidária, o vereador de primeiro mandato evita ostentar o cargo que exerce. “Se eu chegar em outra cidade não me apresento como político em momento algum. Não é vergonha, é porque a gente sabe que os políticos estão bastante desacreditados, a política muito suja no nosso país, então quero que me trate como qualquer outro cidadão. Até aqui mesmo aqui na cidade, quando entrego a habilitação em blitz e sou reconhecido, faço questão de ser fiscalizado. Se estiver errado, tá errado. Essa é a minha visão da política, eu venho do eleitorado”. 


Gabriel Menezes perde a paciência com Zenildo Nunes e nomeia colega como “gerente da bodega do SUS”

por Karine Paixão 24 de Julho de 2018 às 10:15

Ainda na Sessão Extraordinária realizada nesta segunda-feira (23) na Câmara de Petrolina, em meio ao debate sobre a alteração da Lei que viabiliza o empréstimo com a Caixa Econômica para a pavimentação de ruas em Petrolina, uma discussão paralela se formou. Ao comentar a posição contrária de Gabriel Menezes à solicitação da Prefeitura, o vereador Zenildo do Alto do Cocar questionou a conduta do colega que é pré-candidato a deputado estadual. Irritado com tal associação, o vereador Gabriel Menezes cobrou respeito do colega, chamou Zenildo de “dono da bodega do SUS” e afirmou que a polícia federal está investigando o suposto uso do Sistema Único de Saúde para angariar votos, insinuando que o parlamentar seria o “fura fila”. 

“Dizer ao vereador gerente da bodega do SUS de Petrolina, Zenildo do Alto do Cocar, que eu sou casado vereador. Eu percebo que parece que o senhor é apaixonado por mim ou por Júlio Lóssio que também é casado e nossas esposas são ciumentas. Sou pré-candidato sim, mas diferente do senhor não faço campanha aqui dentro não. Eu sou limpo. Quem compactua com canalhices aqui é vessa excelência e vou ganhar a eleição, com fé me Deus. Então o senhor trate de me respeitar e saiba que aqui ou lá na Assembleia, o sonho de lhe ver preso não cairá por terra. E sua batata está assando. (…). O senhor me respeite, me repeite. Em toda sessão que me cita o senhor vem com piada, com chacota. (…) E sua batata está assando, volto a lhe dizer. Em breve o senhor vai ter novidades. O papel de vereador não é tá furando a fila do SUS não, negociando cirurgias que já são do povo. A Polícia Federal está no caso. Em breve o senhor vai ter notícias”. 

Zenildo Do Alto do Cocar rebateu, desafiando o oposicionista a provar tal acusação garantindo que renuncia ao mandato caso achem alguma prova contra ele. O parlamentar ainda disse não temer a Polícia Federal e desafiou os colegas a convocarem a equipe de regulação na gestão de Júlio Lóssio para averiguarem os verdadeiros fura filas. “Em nenhum momento desrespeitei vossa excelência. Apenas disse que no governo passado vossa excelência defendia porque tinha cargos. Não desrespeitei a sua conduta e nem a sua pessoa. E eu desafio vossa excelência e gostaria que essa casa fizesse um requerimento e eu assino, chamando os diretores dos hospitais para saber quantas vezes esse vereador fez pedido a um dos diretores. Tanto ao IMIP quando ao Hospital Universitário. Eu renuncio ao me mandato. Agora, o povo não acredita mais em vossa excelência não. Disse que ia acabar o Nova Semente na gestão de Miguel Coelho, o Nova Semente está aí, funcionando graças a Deus. Ele também disse que Avenida Sete de Setembro não ia, estava parado e está funcionando. Vossa Excelência disse que não ia votar mais em ninguém e que não ia mais se candidatar de jeito nenhum, agora se candidata. Um homem desse não tem personalidade”, disparou.

No final do embate, o vereador Cícero Freire tentou apaziguar os ânimos mas não perdeu a chance de dar uma lição de moral nos colegas, convocando até Nossa Senhora para abençoar Zenildo e Gabriel Menezes. “a gente pede aqui aos dois vereadores, dois edis respeitados, que vamos para o campo do projeto. Esta sessão ordinária foi convocada pelo nosso presidente, a pedido do prefeito, para que a gente possa fazer a correção do projeto que foi aprovado em janeiro e esse projeto é que tem que ser debatido e discutido aqui e não o campo pessoal em que os senhores estão. Eu quero pedir a Nossa Senhora, a mãe de Jesus, para abençoar essas duas vidas e que vocês se abracem e se respeitem e respeitem também essa plateia que está aí”. 


Alteração que autoriza empréstimo de R$ 60 milhões traz acusações de “cheque em branco” e “desinformados”

por Karine Paixão 24 de Julho de 2018 às 07:10

Na sessão extraordinária convocada para votar na Câmara de Petrolina a uma proposta de emenda à Lei Orgânica dispensando o prefeito de Petrolina a solicitar autorização do Legislativo Municipal para viagens ao exterior com prazo inferior a 15 dias e a alteração na Lei 3.004/2018 que autorizou o Executivo Municipal a contratar um empréstimo junto a Caixa Econômica para investir na pavimentação de ruas da cidade, o clima esquentou quanto tratou-se da matéria financeira com mais um forte embate entre os vereadores da situação e da oposição.

Tal alteração ao projeto foi necessária porque na proposta original a prefeitura apresentou contrapartidas a partir de convênios firmados com o Governo Federal e a instituição credora solicitou a apresentação de receita própria do município.

Os oposicionistas, desfalcados com a ausência de Cristina Costa e Domingos de Cristália, aproveitaram o momento para relembrar que foram contrários a aprovação do empréstimo desde o começo e cobraram à prefeitura de Petrolina que buscasse fontes alternativas ao endividamento. O vereador Gilmar Santos foi um deles. “Não existe nenhuma transparência e moral desse governo para dizer que defende o povo. E desafio os vereadores, desafiei e ninguém me apresentou. Apresente o projeto, apresente uma foto dizendo que o prefeito Miguel Coelho foi para ps bairros, se reuniu com o povo e discutiu como vai ser a pavimentação”, disparou.

Em resposta, o vereador Ronaldo Silva relembrou que o empréstimo já foi aprovado e nada pode ser feito além de aprovar a alteração na Lei. “ Eu queria dizer que os vereadores estão desinformados porque esse projeto já foi aprovado, o vereador Gilmar está desinformado. Foi aprovado e promulgado no dia 11 de janeiro de 2018. Os R$ 60 milhões já foram a provados, o que o prefeito é garantindo aqui e mudando o artigo dois do Projeto N° 3.004. Se veio cobrar algum nome de rua o senhor deveria ter cobrado na época em que o projeto estava sendo discutido aqui”. 

Paulo Valgueiro também se posicionou contra a viabilização do empréstimo, garantindo que aprovar tal situação é dar um cheque em branco na mão do prefeito. Ele ainda considerou que a obra de pavimentação seria duas vezes eleitoreira. “A gente se posiciona contra o endividamento do município. Acho que Petrolina gasta muito dinheiro com publicidade para dizer que o município tem condição de atrair dinheiro. Tem senadores, deputados, amizade com o Governo Federal e consegue trazer dinheiro. Então se tem todo esse poderio junto ao Governo Federal pra que endividar o município? Pra que realizar a obra agora num período pré-eleição onde o prefeito tem vários pré-candidatos em sua família? Aí você endivida o Município, deixa para o próximo gestor para pagar essa conta e você vai realizar obras eleitoreiras. Nós entendemos que quer se fazer uma propaganda agora com a contratação do empréstimo e a contratação das ruas e essa obra vai vir lá próximo a nova eleição. Então será uma obra que será usada eleitoralmente duas vezes porque não há tem hábil para construir isso esse ano”. 

Ao defender o governo, o vereador Aero Cruz questionou se a oposição assumiria a culpa, caso a pavimentação proposta pela prefeitura fosse cancelada pela negativa da alteração da Lei necessária para sua viabilização. “Nós estamos modificando um artigo. E aí deu um tipo de confusão que a população não consegue entender. Agora eu quero perguntar a todos os populares que aqui estão: Se a gente não aprovar esse projeto hoje e essa pavimentação não sair, quem é o vereador de oposição que vai na rádio para dizer que não saiu porque pediu para não aprovar? Não vai nenhum. Vai falar do prefeito, mas não vai dizer que a população não vai ser beneficiada. Porque as duas coisas que os comunitários nos pedem são saneamento e pavimentação e alguns vereadores chegam aqui dizendo que vão votar contra, que é para votar contra”. 


Gaturiano revela que Cristina rasgou parecer e vereadora cobra discrição: “Debater dentro da Comissão”

por Karine Paixão 20 de Junho de 2018 às 11:56

Em meio a esse processo da apreciação do projeto da Escola Sem Partido, outra polêmica surgiu. Segundo o relator da Comissão de Educação, Gaturiano Cigano, a vereadora Cristina Costa, presidente dessa mesa comissão permanente, assinou o parecer favorável ao projeto de Lei n° 067/18, que institui nas escolas municipais o Programa Escola sem Partido,, mas rasgou para entregar outro contrário ao projeto onde constava apenas com a assinatura da petista. 

“Esse projeto teve o parecer da vereadora Cristina Costa também que é a presidente da comissão. Deu parecer favorável, eu como secretário dei o parecer e o vereador Cícero Freire que é o secretário também esse parecer favorável. (…) E aí num certo momento esse parecer que foi dado pela vereadora Cristina Costa e demais membros da comissão foi rasgado. E a vereadora está apresentando outro parecer contrário. Tem que perguntar a ela porque rasgou e apresentou um novo parecer, agora contrário (ao projeto)”, alegou. 

Questionada pela reportagem, Cristina Costa reforçou ter assinado o primeiro parecer aguardando que antes da apreciação do projeto houvesse a audiência pública para discutir a propostas com as entidades representativas. “Em primeiro lugar, eu tenho um parecer da Comissão de Justiça e Redação assinada pelos três pareceres solicitando uma audiência pública. Como é que eu tenho um parecer da Comissão de Educação solicitando uma audiência pública, onde a gente não dizia que era inconstitucional e nem constitucional o projeto, mas para ouvir a UPE, ouvir o Sindsemp, Conselho Municipal de Educação em que nós discutimos, o vereador Gaturiano quase não participa do conselho de educação. Então se nós tivemos isso aqui para pedir o diálogo para ouvir o pensamento porque necessariamente eu ia dizer que sou contra a esse projeto? É direito do debate. Em momento algum eu entrei na questão do conteúdo”. 

De acordo com Costa, nada a impedia de rasgar o parecer e solicitar que a secretaria imprimisse uma cópia para que nela constasse apenas as assinaturas do relator Gaturiano e o secretário, Cicero Freire, integrantes da Comissão de Educação. “Eu acho que o vereador Gaturiano, como membro da comissão, como relator da comissão de educação, se ele viu eu rasgar esse documento, se ele tem conhecimento desse rasgar de documento que ele possa seriamente debater dentro da comissão de educação. Aqui eu tenho um exemplo, eu jamais colocarei o exemplo de chegar ao vereador Gaturiano e dizer ' olha você tem toda a possibilidade'. Eu posso aqui dar um parecer e dizer que eu quero que retire a minha assinatura, eu posso tirar, rasgar o documento e dizer aqui: 'secretaria, faça outro documento com o mesmo conteúdo, agora só coloque os dois membros que concordam com isso”, porque eu tenho que respeitar”. 


Após protesto conta Escola sem Partido, Osinaldo ataca manifestantes: “Se desse um fuzil saiam matando”

por Karine Paixão 20 de Junho de 2018 às 10:22



Durante a apreciação do projeto de Lei n° 067/18 de autoria do vereador Osinaldo Souza deixou a plateia composta por educadores, estudantes e representantes dos trabalhadores em educação exaltada na sessão desta terça-feira (19). Segundo a ementa apresentada ao plenário da casa, “cria no âmbito do sistema de ensino do Município, o Programa Escola Sem Partido e dá outras providências”, instituindo a “neutralidade política, ideológica do Município”.

A proposta foi duramente criticada pela bancada petista. Vereador Gilmar Santos, que também é professor, ressaltou tratar-se de um retrocesso no sistema educacional de Petrolina, convocando inclusive a manifestação da Secretaria Municipal de Educação acerca dessa alteração nas diretrizes do ensino local. 

A presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal, Cristina Costa solicitava uma audiência pública para debater com as entidades, mas também não atendida. O público presente endossava a necessidade do debate com a sociedade, revindicando que o projeto de Lei não fosse votado naquela manhã. Não foram ouvidos. 

Em meio a embates sobre ter ou não a discussão do projeto, o presidente da mesa diretora Osório Siqueira tentava restabelecer a ordem. Em meio ao tumulto, o secretário da mesa, Manoel da Acosap citou o regimento interno da Câmara e alegou desconhecimento da bancada petista sobre a possibilidade de pedir vistas do projeto antes que fosse anunciada a segunda votação da proposta no plenário. Já o vereador Ronaldo Cancão, reforçou que o projeto de nº067/18 tramitou na casa por 60 dias e nesse período nenhum pedido de audiência pública foi protocolado na casa. Cristina Costa rebateu ter solicitado, mas Cancão refutou. Após a sessão a vereadora mostrou a imprensa a solicitação protocolada por volta das 10h daquele mesmo dia. 

Ainda sob forte protesto da plateia, o líder da situação Aero Cruz discursou cobrando respeito do público presente. Recebeu uma saraivada de vaias em resposta. Acusando os oposicionistas de “jogarem para a plateia”, ele convocou sua bancada a votar a favor da Escola Sem Partido. 

A proposta foi aprovada por 14 votos a 04. Decepcionado com a situação, Robson Nascimento, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, regional Petrolina, afirmou que se o projeto da Escola Sem Partido for sancionado pelo prefeito Miguel Coelho a entidade ingressará um uma ação no Ministério Publico. “O projeto é inconstitucional, o vereador não tem competência nem intelectual e nem legal para legislar sobre essa matéria. Por isso estamos aqui na Câmara de Vereadores, para combater esse tipo de projeto. (…) O que está sendo colocado é uma visão unilateral de um seguimento autoritário e conservadora das elites brasileiras. Esperamos que o prefeito vete esse projeto e que esse veto seja mantido aqui na Câmara de Vereadores. Caso isso não ocorra nós vamos recorrer as instâncias judiciais, vamos fazer denuncia ao Ministério Público”. 

Autor do projeto, o vereador Osinaldo Souza garante que sua proposta é legal, criticou a bancada petista por não ter protocolado o pedido de audiência pública solicitada pelos manifestantes antes que o projeto fosse aprovado. “Estranha-me que queiram jogar para a opinião pública que tivesse qualquer vício de inconstitucionalidade  ou qualquer cosia que fosse ruim a sociedade. Pelo contrário. (…) Esse projeto está há 67 dias na casa, ninguém solicitou a audiência pública”.E

Osinaldo foi além: disse que a plateia exaltada fazia parte de uma claque orquestrada composta por pessoas, que se tivessem um fuzil, entrariam em uma sala de aula atirando. “Não já contaram não? Os mesmos 15 de hoje são os mesmos 15 que estão sempre gritando contra Petrolina. Eles ficam falando em democracia, mas são os mesmos 15 que ficam gritando aqui. Quero dizer que quem respeita Petrolina é essa casa. 15 pessoas que chegam aqui gritando são justamente as 15 pessoas que se desse um fuzil saiam matando todo mundo em sala de aula e no meio da rua”. 


Vereadores questionam projeto mas proposta é aprovada por unanimidade

por Karine Paixão 13 de Junho de 2018 às 10:32

O Projeto de Lei Complementar nº 002/2018 que Cria o Programa Municipal Saúde em Dia foi alvo de debates na Câmara de Petrolina na sessão desta terça-feira (12). A proposta dá continuidade a um projeto de Lei já aprovado na Casa em 2017 e  autoriza a Prefeitura de Petrolina a transformar os débitos das unidades particulares da cidade com o fisco municipal em prestação de serviço para os usuários da rede SUS.

Os vereadores da oposição questionaram o motivo pelo qual não foi repassado para os parlamentares qual o valor da dívida atualmente e a quantidade de serviços que serão revertidos para a população. “Esse projeto onde a gestão municipal procura transformar as dívidas das clínicas e hospitais particulares em serviços para comunidade. Até aí a gente acredita que é uma saída razoável da gestão municipal em atender as pessoas que estão em fila e espera em questão de exames, cirurgias, enfim. A preocupação que nós temos é que até hoje não temos informação de qual é a dívida dos hospitais, das clinicas, quantos milhões eles devem exatamente”, questionou o vereador Gilmar Santos (PT). 

Mas tal questionamento não ficou restrito aos oposicionistas. O vereador Ronaldo Silva (PSDB), que integra a situação, também questionou a falta de informações e garantiu que vai solicitar que estas sejam enviadas pela Secretaria de Finanças. “É um projeto que vem numa hora boa. Mas eu quero adiantar que eu como presidente da Comissão de Finanças para que a Prefeitura possa nos encaminhar a conta de cada hospital desses que é conveniado para a troca de serviço. (Prefeitura) Está de parabéns, é um projeto que vem numa boa hora, o interessante é quem deve troca em serviço e quem não deve e quer trocar em serviços não pode”, avaliou Silva. 

O vereador Ruy Wanderley foi mais um a cobrar o fornecimento de dados sobre o montante do débito dos hospitais e clínicas particulares com o município. O parlamentar ainda levantou a dúvida se tal modalidade de pagamento não incentivaria a inadimplência. “É importante, sabemos que há uma carência muito grande na área de saúde, mas o que era exceção está virando regra. É muito fácil para os grandes grupos da saúde privada não pagarem o que é devido para amanhã pagarem em serviço. Deixam de computar e aí a gente tem que ter muito cuidado, na receita líquida do município. É importante saber desse encontro de contas, de que forma que é feito, quanto é esse montante para que amanhã a gente não tenha também o duodécimo da Câmara defasado em relação a isso”. 

Para sair em defesa do projeto de lei do executivo, o vereador Ronaldo Cancão foi bastante enfático no seu discurso e afirmou que os colegas não leram a proposta antes de entrar no plenário para a votação. Na ânsia de defender, o parlamentar até trocou o nome de Ruy Wanderley por Manoel da Acosap, que ainda nem tinha se pronunciado sobre essa questão. “Parece que os vereadores Manoel da Acosap e Ronaldo Silva não leram o projeto. Todo encontro de contas do ISQN (Imposto sobre qualquer natureza) é pela tarifa SUS e vai ter a nossa autorização sempre. Está aqui no projeto, a dívida do ISQN é só até 2017. Nós aprovamos o projeto aqui na Câmara em 2017 e o prefeito Miguel Coelho vai fazer o encontro de contas do ISQN com a tabela SUS, seja médica, seja consultas, seja cirurgias de média e alta complexidade porque estão contidas no projeto”. 

Apesar de todos os questionamentos o projeto foi aprovado por unanimidade pelos vereadores. 


Prefeitura busca reversão de terreno para Call Center que nunca saiu do papel

por Karine Paixão 8 de Junho de 2018 às 10:50

A posse dos membros da associação de moradores do bairro Caminho do Sol permeou os discursos dos vereadores na sessão desta quinta-feira por causa de uma das principais reivindicações dessa comunidade: a solução para o terreno doado pela gestão Julio Lóssio (Rede) a uma empresa de Call Center para a construção de uma unidade em Petrolina que geraria mais de cinco mil empregos. Não há sinais de edificação no local e o terreno tem abrigado usuários de drogas e a criminalidade que atua naquela região.

Diante da situação, o vereador Ruy Wanderley (PSC) relembrou um requerimento da sua autoria que solicitava à gestão a devolução daquele local para o patrimônio municipal. “Todos nós vereadores, e eu tive a oportunidade de estudar lá, toda Petrolina conhece o Colégio Motiva. Aquela área está limpa, porque tiraram os restos de construção que tinha, mas a população pede que aquela área seja revertida o município e o prefeito Miguel Coelho possa fazer lá alguns equipamentos públicos. Nós entramos com esse requerimento pedindo a reversão daquela área porque ela é grande e cabe um posto de saúde, uma quadra ou academia da cidade ou associação de moradores para aquela comunidade que não tem a atenção devida por parte do poder público”, cobrou o ex-líder do governo. 

Tal proposição foi apoiada por Ibamar Fernandes (PRTB), que relembrou sua participação na aprovação da doação do terreno para a empresa de Call Center. “Nós temos uma área nobre no centro daquela comunidade e ela está lá ociosa onde a própria Câmara de Vereadores fez uma doação para a empresa que construiria um call center. Infelizmente essa empresa não foi instalada em Petrolina e o terreno lá está servindo de esconderijo para marginais, ladrão e etc, fazendo usos indevidos. Inclusive eu votei para a doação do terreno para aquela empresa acreditando que iria ser instalado para gerar renda e emprego”. 

Para Ronaldo Silva (PSDB), que ao discursar na tribuna fez um resgate de todo trâmite adotado até a doação do terreno, o local deveria ser mantido em posse da empresa de Call Center.  “Eu fui para Campina Grande, João Pessoa, estive em outras cidades do Brasil vendo a empresa chamada AeC. Tive o prazer da companhia da vereadora Cristina Costa, o vereador Elias Jardim, o vereador Ibamar e o vereador Pedro Felippe. Não teve o interesse do poder público, na época do prefeito Júlio Lóssio, porque se ele quisesse, como gestor, tinha adquirido essa empresa para Petrolina para gerar emprego e renda para os nossos jovens”. 

Para isso, o parlamentar solicitou que o prefeito buscasse os empresários responsáveis para a concretização do empreendimento. “O tempo foi passando e agora eu soube que a Procuradoria do Município mandou procurar o projeto para reverter novamente o terreno para o município. Eu queria que a gente pudesse convencer o prefeito Miguel Coelho para não deixar esse sonho acabar, que possa trazer novamente para Petrolina. Não vamos deixar reverter esse terreno novamente para a prefeitura”, solicitou. 


Sobre demissões, Maria Elena sugere a Osório um curso de gestão pública “urgentemente”

por Karine Paixão 30 de Maio de 2018 às 12:07

Para a vereadora Maria Elena, a demissão dos 161 funcionários da Câmara de Petrolina reflete diretamente no problema de gestão vivenciado pela Casa Plínio Amorim. Em entrevista ao Nossa Voz a parlamentar garante que o presidente da mesa diretora, Osório Siqueira, conta com seu apoio irrestrito, mas demonstra não se conformar com os cortes feitos pelo gerente do Poder Legislativo.

“Embora eu tenha dado toda a força eu aconselho o nosso presidente a fazer uma capacitação, um curso de gestão pública urgentemente. Porque tantos mandatos e levar a Câmara a tudo isso aí é uma coisa... Agora, só nos resta apoiá-lo. Não vamos deixar absolutamente que o erro prevaleça”, determinou.

Para Elena, a dívida com o INSS contraída por Siqueira é resultado de uma administração que gasta mais do que recebe. “Tudo que passa na Câmara de Vereadores, todos os erros e acertos que houve nos dois anos no ano em eu fui presidente, eu sou responsável porque a gente acata e tudo passa pela presidência. Quero que ele aceite com essa humildade, com essa franqueza que eu tenho, porque ele conta com meu apoio, mas eu acho que foram muitas gestões com problemas desencadeados por uma falta de gestão. A gente não tem que gastar mais do que a gente tem. Qualquer leigo, qualquer pessoa por mais humilde que seja reconhece isso”.

Apesar as críticas, a vereadora revela ter fé na atuação do presidente da Casa. “Ele vai consertar, está muito consciente disso, já fez a mea-culpa”. Porém não deixa de destacar os problemas relacionados às demissões. “A gente vê com uma tristeza muito grande. Ao invés da Câmara oferecer um certo conforto como eu sempre defendo para os vereadores dentro da legalidade, aí veio um aperto terrível desse. Onde a gente precisa manter um motorista, manter as pessoas, mas com que dinheiro se agora vamos ter que nos limitar a sermos vereadoras de um município como Petrolina, com mais de 500 km2 quadrados para a gente cobrir, principalmente quem tem votos em todos os lugares, com apenas quatro assessores?”, questionou.


Mesmo com sessão suspensa, vereadores vão ao plenário e deliberam pelo fim da pane seca na cidade

por Karine Paixão 29 de Maio de 2018 às 12:09

Mesmo com a suspensão da sessão plenária desta terça-feira (29), vereadores foram à Câmara de Petrolina para dar expediente. Gabriel Menezes, Maria Elena, Paulo Valgueiro, Rodrigo Araújo, Ronaldo Silva, Ronaldo Souza e Ruy Wanderley permaneceram no plenário da Casa Plínio Amorim confirmando que não concordam com a decisão do presidente da mesa diretora, Osório Siqueira, que num comunicado enviado a imprensa confirmou a suspensão das atividades do Poder Legislativo “até o restabelecimento da normalidade”, referindo-se a falta de combustível devido a greve dos caminhoneiros em todo o país. 

Segundo o vereador Ronaldo Souza, a decisão tomada por Siqueira foi unilateral. “Fui contra o fechamento dos serviços da casa tendo em vista as dificuldades ali enfrentadas, mas vou respeitar a decisão unilateral do presidente e da mesa diretora, mas não concordei, como também tiveram alguns vereadores que não concordaram. Fica aqui esse registro, estou com meu gabinete aberto trabalhando, é minha atividade. Sabemos que o país tem o seu enfrentamento, mas a Câmara tem que estar aberta até porque o momento exige que a gente possa dar uma resposta a sociedade das nossas ações e do nosso trabalho”. 

E garantindo a produtividade mesmo sem sessão plenária, os parlamentares se reuniram com os proprietários dos postos de combustíveis para buscar uma solução para a pane seca instalada na cidade. Quase 100% desses estabelecimentos não dispõem de gasolina, etanol e poucos ainda comercializam diesel em Petrolina. Em contato com a redação do Nossa Voz, o vereador Ronaldo Silva explicou que o plano é ingressar com uma ação popular buscando a expedição de um mandato de segurança contra o bloqueio instalado na Central de Distribuição de Combustível, no bairro João Paulo II, em Juazeiro.