asdasdasdasd

Audiência pública debate trabalho infantil na Câmara de Petrolina

por Karine Paixão 6 de Dezembro de 2018 às 17:53

Abordando o tema “Um Mundo sem Trabalho Infantil”, membros do Tribunal Regional do Trabalho participaram na manhã desta quinta-feira (07) de uma audiência pública na Câmara Municipal de Petrolina. Durante o evento, desembargadores, vereadores e membros do judiciário debateram ações voltadas para o  combate ao trabalho infantil no estado e de estímulo à aprendizagem.

Responsável por coordenar e gerir a iniciativa, o desembargador Paulo Alcântara falou sobre as inciativas necessárias para alcançar as metas estabelecidas. “O objetivo da audiência é estimular esse trabalho que vem sendo feito, Petrolina tem um trabalho muito bom nessa área e o nosso papel aqui é estimular esse trabalho, é fazer com que as pessoas possam prestar atenção: os juízes saindo dos seus tribunais e conhecendo as realidades”, afirmou.

Durante a audiência, os representantes do Tribunal Regional do Trabalho também apresentaram o plano de trabalho do programa que, para obter êxito, necessita da cooperação de todos os membros da sociedade e dos três poderes constituídos (Legislativo e Executivo). O presidente do TRT, Ivan Valença explicou algumas das ações do tribunal. “O Tribunal tem adotado ações para combater o trabalho infantil, nos últimos anos o Tribunal instituiu um grupo interinstitucional para combater esse tipo de trabalho. Lugar de criança é na escola e não trabalhando“, decretou.

Além dos órgãos da Justiça e membros do Legislativo Municipal, participaram representantes da das forças policiais locais, da Prefeitura de Petrolina e membros da sociedade civil organizada. (Fotos: Wesley Lopes)


Num embate histórico com Gilmar Santos, Ronaldo Cancão ameaça: “Resolvo o seu problema fora daqui”

por Karine Paixão 5 de Dezembro de 2018 às 13:10

A votação da Lei Orçamentária Anual foi tumultuada na sessão desta terça-feira (04) na Câmara Municipal de Petrolina, mas nada comparada a discussão sobre a Reforma Administrativa da casa. Este episódio superou qualquer outra rusga já registrada nessa legislatura, onde Ronaldo Cancão (PTB) e Gilmar Santos (PT) protagonizaram cenas assustadoras. Cancão inclusive ficou tão exaltado, que todos os parlamentares temeram que ele infartasse no local.

Primeiro a se pronunciar, o vereador Gilmar Santos criticou a alteração dos membros da comissão formada para acompanhar as alterações no regimento da casa. “ Próximo ano será por mês R$ 1,5 milhão, a previsão é essa. A pergunta é: esses R$ 1,5 milhão está sendo usado e apresentado para a população de forma transparente ou está tendo esquema, arrumadinho? A pergunta é: a Lei que vai ser votada aqui hoje vai garantir que a população tenha melhores serviços a partir dessa casa? Os profissionais que serão contratados, serão contratados porque o vereador que é presidente desta casa vai indicar os seus amigos, correligionários, cabos eleitorais ou serão servidores que estão com qualificação que estão com formação adequada para servir a nossa população?”

O parlamentar além de levantar esses questionamentos sobre supostos arrumadinhos na casa entre o presidente da mesa, Osório Siqueira, e seus apoiadores Santos também criticou a falta de transparência na gestão dos recursos da Câmara. “Essa casa suportaria um minuto de investigação do Ministério Público? São perguntas. Eu encaminhei outro dia um ofício solicitando cargo a cargo dessa casa e queria saber onde estavam localizados esses cargos. A informação que chegou foi uma lista de cargos, mas omitiram onde estava cada cargo. Eu tenho o direito como representante da população de explicar a população onde está cada cargo e se realmente está trabalhando. Se não são funcionários fantasmas, se não são Laranjas”.

O que Gilmar usou para arguir Osório, pegou em Ronaldo Cancão. Sentindo-se atingido, o situacionista pediu direito de resposta e aos gritos exigiu respeito. “Quando vossa excelência diz que junta comissão para fazer acordos, arrumadinho, vossa excelência insinua que sou corrupto. (…) Senhor é indisciplinado, o senhor não tem moral de colocar corretivo em ninguém. Respeite. O senhor não tem moral, eu estou afirmando e sabe por quê? Porque faz acusações levianas. Cale a boca, o senhor não está onde imagina não”, disparou.

Cancão mandou Gilmar “calar a boca”, mais de uma vez, afirmou que o colega não merecia ser chamado de vossa excelência e ainda declarou que poderia resolver as coisas fora da Câmara assumindo ter com Gilmar uma questão pessoal. “O senhor usa máscara. Ele quer transformar a gente em bandido. Eu resolvo o seu problema fora daqui. Está aqui um homem, viu?! Estou cansado de assistir essas agressões e depois vê-lo se fazer de vítima. Tire a máscara. Vamos abrir, eu e você as contas. Vamos pegar os carros da Câmara eu e você? Tire a máscara. Você usa máscara. (…) Eu nunca tive aqui um problema pessoal com ninguém. Mas eu me cansei hoje de ser ofendido. Hoje o problema é pessoal eu e você. Eu não vou te chamar de vossa excelência não que o senhor não merece porque o senhor não tem respeito a ninguém. (…) A partir de primeiro de janeiro eu sou o primeiro-secretário (da mesa diretora). Rodrigo é o segundo, Osório é o presidente. A página está virada. A mesa hoje é essa, a mesa a partir de primeiro de janeiro será outra e eu estarei nela. E aí nós vamos nos encontrar”, determinou.


Em discussão de Lei Orçamentária, vereadora deixa plenário e vai direto ao MP: 'não confio nessa Mesa'

por Gabriela Canário 4 de Dezembro de 2018 às 12:30



A vereadora Cristina  Costa (PT) acabou de deixar o plenário e foi ao Ministério Público conversar com o Promotor de  Justiça, Carlos Carlan, sobre a condução  da sessão ordinária de hoje, dia 04, durante a votação da Lei Orçamentária Anual, quando o presidente Osório Siqueira  dispensou a discussão das emendas. 

Uma das emendas foi propostas pela vereadora Cristina Costa, que sugere que o prefeito Miguel  Coelho  disponha de apenas 20% do orçamento  municipal  sem consultar a Casa  Plínio Amorim  e não 40% como diz o projeto  do executivo. "Não confio nessa mesa", disse a parlamentar ao se retirar do plenário.


Debate sobre o matadouro se estende e tem acusações com disparos de “canalhice” e “safadeza”

por Karine Paixão 23 de Novembro de 2018 às 12:52

 

Quem pensou que o debate sobre a interdição do matadouro de Petrolina havia encerrado na sessão da última terça-feira (20) se enganou. O assunto voltou a Câmara de Vereadores nesta quinta-feira (23) através do discurso contundente de Gabriel Menezes. Voltando a taxar o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho de coronel, o oposicionista declarou que o gestor tentou reabrir o matadouro por birra, revanchismo por Júlio Lossio ter fechado o equipamento e por isso a população vai pagar o preço:



“Tudo isso que está acontecendo é fruto da pequenez, do revanchismo do coronel Miguel Coelho, prefeito da Miguelândia. (…) E quando eu digo pequenez, revanchismo do prefeito Miguel Coelho é justamente porque ele poderia ter marcado um gol de placa se em vez de correr atrás de reabrir o Matadouro, que não tem a mínima condição de ser reaberto ali, uma área com tantos imóveis, tantas famílias residindo, a frente de uma estação de tratamento de esgoto e ao lado de um centro de zoonoses para onde são levados todos os animais apreendidos nessa cidade inclusive animais doentes, enfim, se o prefeito Miguel Coelho não tivesse essa pequenez política não tivesse hipocrisia como um dos lemas da sua forma de praticar a política, (…) se não tivesse tentado reabrir o matadouro só para ter o prazer de dizer que reabriu o que foi fechado na gestão anterior, Petrolina não estaria a mercê desse seu comportamento tão baixo”, criticou.



Ronaldo Cancão não gostou das colocações de Gabriel e rebateu o ataque. Fazendo mais uma vez o histórico sobre o fechamento do matadouro, Cancão apontou as falhas da gestão de Lossio mas também alfinetou a decisão da Justiça Federal de suspender as obras de reforma do abatedouro de Petrolina. “Se teve um canalha, se teve um coronel que perseguiu marchante foi o ex-prefeito Júlio Lóssio. (Espingarda) 12 (calibre), pistola, ameaça de morte a marchante. Porque dirigir e chamar o prefeito Miguel de coronel é desrespeitoso porque Miguel Coelho veio fazer uma correção das mazelas do passado. (…) Ele (Júlio Lóssio) fechou o matadouro para vender, uma área de 110 mil metros quadrados. Vocês tem ideia de quanto o ex-prefeito Júlio Lóssio investiu no matadouro em oito anos de governo? R$ 1. Ele sucateou para fechar e vender a área. Eu fico aqui a pensar: moram 200 famílias no condomínio Portal das Águas, moram juiz, promotor, procurador federal... Fica a interrogação e a pergunta: Petrolina vai continuar comendo carne clandestina? Vou fazer a pergunta também: Por que não saiu a decisão da liminar quando saiu a reforma?”, questionou



Atento as declarações de Cancão, o líder da oposição, Paulo Valgueiro não deixou barato. Partiu em defesa de Júlio Lossio, reforçou o discurso de Gabriel Menezes e atribuiu o desmonte do matadouro a gestão de Fernando Bezerra Coelho. “O matadouro é um caso de polícia há muito tempo. Há muito tempo começaram a rouba, depredar, dilapidar o matadouro e não foi na gestão de Júlio não. Foi muito mais atrás que começaram a esculhambar o matadouro. Então querer culpar Júlio pela safadeza no matadouro, os roubos, pelo que aconteceu no matadouro é uma leviandade. Chega a ser uma canalhice”, classificou.


Matadouro terá abate com preço dobrado e Ronaldo Cancão revela: “Pode ser terceirizado”

por Karine Paixão 13 de Novembro de 2018 às 16:47

Mesmo depois de toda celeuma que marcou a aprovação do Código Tributário em Petrolina, quando a bancada de oposição se retirou alegando que o projeto chegou de última hora e foi aprovado sem a devida tramitação, a matéria ainda rende panos para as mangas. Destrinchando os valores das taxas regulamentadas, está a tabela de abate do Matadouro Municipal que ainda nem entrou em funcionamento. 

Regulamentado em UFM (Unidade Financeira Municipal), que custa aproximadamente R$ 3,05, os valores convertidos em moeda corrente apontam o preço em R$ 119,73 para o abate de bovinos. O beneficiamento da carne de suínos, caprinos e ovinos também tiveram seus valores delimitados em UFM. Após a conversão para real, os valores serão R$ 45,76 e R$ 30,50 respectivamente por animal. Na  época do seu fechamento, em 2012, os abates de bovinos custavam em torno de R$ 60, caprinos e ovinos R$ 9 e de suínos R$ 18 po cabeça. 

O líder da oposição, Paulo Valgueiro comentou tal situação e classificou a elevação de preços como presente de grego. “O matadouro nem foi entregue ainda de volta a população, mas já está previsto um aumento significativo nos preços praticados. Quando ele abrir, os marchantes vão voltar a abater seus animais no matadouro, vão ter a surpresa de pagar bem mais caro do que era pago anteriormente. A maioria desses valores dobraram, triplicaram e os marchantes terão essas surpresas, esse presente de grego para os marchantes. (…) Prometeu a reabertura do matadouro, vai ser cumprido, mas não pode cumprir sacrificando as pessoas que precisam do matadouro e os consumidores que terminam pagando por uma carne mais cara”. 

Ao Nossa Voz, o marchante Gilberto de Castro informou que o valor para abate bovino está semelhante ao praticado no abatedouro de Juazeiro (BA), que cobra R$ 120 por cabeça. O que chama atenção no caso é que na vizinha cidade, o processo é feito em uma unidade privada. Em Petrolina o matadouro pertence ao município. 

Questionado sobre os preços aprovados no novo Código Tributário de Petrolina, o vereador Ronaldo Cancão os reconhece como justos. Em entrevista concedida nesta terça-feira (13) na Câmara de Petrolina, o parlamentar revelou que o Matadouro Municipal pode ser terceirizado, após a reforma com o dinheiro público, fruto de emendas parlamentares. “Acho que vai ser terceirizado, ele vai ser terceirizado. Petrolina consome hoje 7 mil caprinos clandestinos, consome 1.500 suínos clandestinos, consome 1.500 bovinos clandestinos e tem que continuar comendo na clandestinidade. O prefeito toma a iniciativa, através da emenda do deputado federal Fernando Filho. O que estou dizendo é que pode ser terceirizado. E que hoje eu acho que a terceirização é o melhor caminho para o matadouro de Petrolina”, definiu. 


Integrante do Conselho Municipal de Educação denuncia oito meses de espera para apreciação de Lei da entidade

por Karine Paixão 31 de Outubro de 2018 às 11:03

 

Com o Projeto de Lei que regulamenta o Conselho Municipal de Educação preso na Comissão de Educação desde abril deste ano, a entidade segue sem legitimidade de atuação em Petrolina. Solicitando a aprovação da matéria, Magda Feitosa, representante dos futuros conselheiros que regula o setor, foi à Câmara de Vereadores e fez uma detalhada explanação sobre a importância da aprovação dessa Lei. Segundo Feitosa, a insegurança gerada por essa situação já foi alvo de questionamento do Ministério Público Estadual, que pode até instaurar um processo de improbidade administrativa contra a gestão Miguel Coelho. 

“Esse projeto de Lei diz respeito a reestruturação do Conselho Municipal porque a Lei que rege o nosso conselho era antiga e estava desatualizada. Então nos reunimos para colocar nela instrumentos importantes de controle social, incluir no conselho segmentos muito importantes como o  Fórum Municipal de Educação que monitora o Plano Municipal de Educação. De lá para cá nós estamos tentando, mas o conselho está sem atuação e isso é muito grave. Para vocês terem uma ideia, nós recebemos um documento e o Ministério Público já estava prestes a entrar com um processo de improbidade administrativa contra a gestão municipal por conta de não ter um ofício respondido porque o órgão que tem que responder é o conselho municipal de educação, mas as penas do que não foi cumprido vai para a gestão municipal”, reforçou. 

Alegando que o projeto de Lei encaminhado à Casa Plínio Amorim precisa de esclarecimentos acerca da sua composição, a vereadora Cristina Costa, que é presidente da Comissão de Educação, revela não ter recebido as informações solicitadas para dar o parecer favorável necessário para a apreciação da matéria no plenário. Além disso, chegou até Costa a informação de que o projeto havia sido retirado de tramitação. “Eu fiz alguns questionamentos e fiquei surpresa quando me disseram que o Executivo retirou o projeto de Lei. É preciso que a gora a gente tenha melhores esclarecimento sobre o que está acontecendo, se esse processo foi retirado ou não de tramitação”. 

Questionado se a matéria havia sido retirada, o líder da situação, Aero Cruz negou, mas apontou para uma reformulação do projeto após uma reunião agendada para esta quarta-feira. “A gente começou com um conselho composto por cinco membros, agora já vai em 14. Precisa desses 14 mesmo? O projeto está aí na casa e não foi votado há nove meses. E por que não foi votado nos oito anos passados? Por que não foi reestruturado nos oito anos passados? Nós estamos analisando, aqui tem projetos mais antigos. E por que não foi feito pelo prefeito passado?  Nos organizamos para quarta-feira às 15h uma reunião na Secretaria Municipal de Educação com a Comissão de Educação da Câmara, com o Conselho Estadual de Educação e com a secretaria de Educação para ajustar e mandar (para apreciação)”, definiu Cruz. (Foto: Wesley Lopes)


Lagartixas ou não, vereadores aprovam Código Tributário enviado há poucos dias após retirada da oposição

por Karine Paixão 31 de Outubro de 2018 às 06:30

A sessão desta terça-feira (30) foi repleta de participações  com o uso da tribuna livre feito  pela representante da família de Stefany Dantas assassinada há 16 dias em Petrolina, Tereza Silva, que cobrou empenho da Câmara de Petrolina no caso e a ajuda da população que tenha testemunhado algo relacionado ao crime. Também houve o debate com a representante do Conselho Municipal de Educação, Magda Feitosa, que solicitou a aprovação do Projeto de Lei que regulamenta a existência da entidade. A proposta foi enviada à Casa Plínio Amorim há oito meses, mas nunca foi apreciada. 

Mas o que chamou atenção mesmo foi a aprovação de duas matérias enviadas pelo Executivo, que não estavam na pauta, foram protocoladas na última quinta-feira (25) e distribuído para os vereadores na sexta-feira (26). De última hora foram votados e aprovadas por 14 votos a zero e com direito a retirada dos integrantes da bancada de oposição. 

Na berlinda estavam o Projeto de Lei Complementar nº 03/2018 que altera o Código Tributário do Município e o Projeto de Lei nº 068/2018 que  institui o PROREFISIS – Programa de Regularização de Débitos Fiscais com o Município de Petrolina. Segundo Osório Siqueira, tais propostas foram enviadas em regime de urgência urgentíssima e deveriam ser aprovados até o dia 31 de outubro para entrar em vigor já em 1º de novembro. Os vereadores de oposição não gostaram da situação.

 Cristina Costa afirmou não ser vereadora lagartixa pra aprovar um projeto dessa importância sem um estudo aprofundado. “Fui eleita e estou vereadora para analisar as Leis e não para ser lagartixa. O projeto chegou sexta-feira, nem lemos ainda, eu vou ler primeiro, tem um código tributário, não sei nem quais serão os impostos que foram aumentados para a população, que tará que pagar a partir   de 2019. Já fico até vendo que veio de última hora justamente para não dar prazo para ler, para que a gente tome conhecimento e possa passar para a população”, analisou Costa. 

O líder da situação, Aero Cruz, tentou convencer os oposicionistas a participarem da votação. “Tenho muito respeito a oposição, mas como líder do governo sei da preocupação do governo com algumas situações. E a gente sabe que esse projeto é de urgência urgentíssima até porque a gente precisa dar andamento a arrecadação do município”. 

Paulo Valgueiro também contestou a apreciação das propostas e disse não ser pau mandado pra acatar uma votação sem conhecimento do projeto. “Eu até entendo o nível de subserviência do líder da situação, mas eu acho que fica feio a gente assumir aqui que somos meros lagartixas. Você não dar a oportunidade sequer de ler o projeto. Pra amanhã já é complicado porque você precisa ler e ver o que está sendo votado, aí você chega aqui e propõe que seja votado agora sem sequer o projeto ser lido é realmente assumir que é lagartixa, assumir que é pau mandado de prefeito e eu Paulo Valgueiro e nenhum membro da oposição vai servir de pau mandado, servir de lagartixa pra prefeito”, disparou em protesto. 

Inicialmente, Osório Siqueira havia proposto que a sessão que deveria ocorrer na próxima quinta-feira (01) fosse antecipada para hoje, mas em seguida sugeriu que as propostas fossem votadas logo na sessão desta terça. O presidente da mesa fez questão de frisar que o projeto já estava em poder dos vereadores desde a última sexta-feira e por isso houve tempo para leitura. “Os projetos estão com os pareceres, eu vou colocar aqui respeitando o plenário o pedido do vereador Aero”. 

Ronaldo Cancão se mostrou ofendido com o apelido de vereador lagartixa. “Eu entenderia até se o projeto tivesse chegado ontem. O projeto chegou dia 25, foi para os gabinetes dia 26. Você teve sexta, sábado, domingo e segunda. São 26 páginas. Compreendo, respeito, agora não venha aqui achar que sou lagartixa não porque  nem sou lagartixa e nem bato a cabeça com a sua”. 

A mesma queixa foi feita pela vereadora Maria Elena que questionou se Paulo Valgueiro se fazia de doido ao não lembrar como atuava a bancada de vereadores do ex-prefeito Julio Lóssio na provação das matérias enviadas a casa. “Parece até que o líder da oposição, Paulo Valgueiro não estava na base, não companhou. Parece até que ou se faz de doido, não companhou como a situação agia aqui (na gestão passada), inclusive com sarcasmo. Portanto não aceito, acho desrespeitosa, principalmente Paulo Valgueiro, que passou pela experiência de ser gestor, de ver como o ex-prefeito tratava e mandava aqui desrespeitosamente. Essa casa aqui era tratada no grito. Então Paulinho, tome tento do que vocês diz quando se referia aos vereadores dessa bancada chamando eles de lagartixa porque lagartixas nós não somos não. Lagartixas eram vocês, que eram subservientes”, disparou.

Com os dois projetos de Lei aprovados, a Câmara de Petrolina não tem nenhuma sessão marcada para esta semana, retornando os trabalhos apenas na próxima terça-feira (06). 


Vereador critica duplicação da Avenida Sete de Setembro, "Avenida Picolé", mas situação rebate

por Adriana Rodrigues 25 de Outubro de 2018 às 13:46

Várias indicações apresentadas na sessão desta quinta-feira (25), na Casa Plínio Amorim foram aceitas pelos vereadores, inclusive um requerimento proposto pela petista Cristina Costa, que pede informações sobre gastos na duplicação da Avenida Sete de Setembro. O fato causou estranheza já que não é costume da base do prefeito, aprovar requerimentos da oposição, e principalmente sem discussão.

O vereador Paulo Valgueiro também teve um requerimento contemplado, que solicita informações sobre contratos de empresas prestadoras de serviços na locação de veículos no município de Petrolina. Os parlamentares não titubearam e aprovaram o pedido, tanto que receberam elogios de Paulinho por suas posturas. "Hoje sabiamente a Câmara não fez mimimi. A bancada da situação entendeu o papel do vereador que é legislar. Essa bobagem de que se está antecipando o pleito de 2020 não passa de mimimi. Todos nós estamos aqui fazendo política. É demagogia, é mimimi, é bobagem dizer que é diferente".

Apenas um projeto estava em pauta, o que concede Medalha de Honra ao Mérito Legislativo Dom Malam à Universidade de Pernambuco Campus Petrolina - Curso de Letras, de autoria de Elismar Gonçalves, que foi também aprovado de maneira rápida e sem debates.

Tudo parecia calmo até Paulo Valgueiro acabar com o clima amistoso. No mesmo momento em que teceu elogios a situação na Câmara, criticou a duplicação da Avenida Sete de Setembro, denominando-a como "Avenida Picolé". "Eu vou aguardar a duplicação da Avenida Sete de Setembro. Eu vou até corrigir a vereadora Maria Elena; não são dez anos sem obra aqui. A última obra que teve foi daquele teatro que Fernando construiu, ao lado do Centro de Convenções. Foi a grande obra de infraestrutura que Julio Lóssio pagou durante os oito anos uma obra que não foi realizada e outras grandes obras que não foram realizadas com o recurso do BNDS. Realmente Julio Lóssio não fez duplicação de grandes Avenidas, mas também não desvio recurso de duplicação de grandes avenidas. E Julio costumava dizer que queria trabalhar da Sete de Setembro pra fora e aí da forma que foi feita, vai ficar mais clara essa separação da Sete de Setembro pra dentro com a Sete de Setembro pra fora. A muralha que foi feita, separa a população mais pobre. População do Ouro Preto, fica totalmente sem acesso direto a parte de dentro da Sete de Setembro. Tem que ir lá no contorno da Gontijo se quiser voltar. Ou então sair por trás, entrar pelo Cassimiro dois, passando por dentro de esgotos se quiser passar por dentro da Avenida, mas é assunto pra depois da inauguração. A gente tem agora a nossa Avenida Picolé, porque não contemplou toda Sete Setembro, ela morreu no posto São Francisco, e é importante lembrar que ela vai até o contorno da Gontijo, e ficou um pedacinho do palito do picolé para o povo de Petrolina", criticou. 

Aerolande Cruz, líder da situação rebateu o opositor citando várias obras de Fernando Bezerra, como também, fez questão de lembrar do processo de investigação de desvios nos São João de 2009 e 2013, época em que Júlio Lóssio era prefeito da cidade. "Eu quero dizer que Petrolina voltou a sorrir, de ver as grandes obras do tempo de Fernando Bezerra Coelho. Quero dizer que não houve desvio de dinheiro. As obras estão aí. Quem for ao Hospital de Traumas, nós temos o prazer de dizer que foi uma ação de FBC. O vereador que aqui falou, esqueceu do desvio do São João de 2009 e 2013 que em uma ação corajosa do Vereador Ronaldo Cancão está nos tribunais, está na Polícia Federal. Isso é que está sendo apurado. Quero convidar a todos para inauguração dessa Avenida que depois de dez anos, nós vamos ter uma grande obra de mobilidade urbana em Petrolina. Muita gente chegou a dizer que não saía e quero aqui aproveitar a oportunidade para convidar cada um vereador, principalmente os que duvidaram que não saía. Quando é que nós vamos começar uma grande obra nessa cidade que a oposição não vai achar um defeito? Nem se sequer começamos um viaduto, já estão pedindo a ciclovia e as vias laterais", argumentou.


Requerimento cobra concessão de táxis e mototáxis de Petrolina causa tumulto e acusações na Câmara de Petrolina

por Karine Paixão 23 de Outubro de 2018 às 16:10

Um novo requerimento apreciado na Câmara de Petrolina voltou a causar embate entre as bancadas de situação e oposição na sessão desta terça-feira (23). Proposto pelo vereador Paulo Valgueiro (MDB), o documento solicitava a relação de todas as permissões concedidas a taxistas e mototaxistas e a listagem de pontos existentes no município. Diante disso, o líder da situação, Aero Cruz (PSB) fez questão de se antecipar e apresentou dados relativos a gestão do prefeito Miguel Coelho (PSB) e apontou uma suposta “farra” de concessões no final da gestão passada. Após intermináveis minutos de discussão, o requerimento foi aprovado por unanimidade.

Lamentando tanto tumulto, Paulo Valgueiro chegou a afirmar que os integrantes da situação facilitam o trabalho da oposição ao questionar se havia suspeitas sobre corrupção eleitoral através da concessão de licenças para transporte de passageiros na cidade. “Até agora não consigo entender toda essa discussão em torno de um requerimento tão simples. Até porque é uma obrigação que já está prevista em Lei, infelizmente o Município não está cumprindo com a sua obrigação de informar à Câmara a relação de permissionários da categoria mototáxi e além deles pedi também que fossem relacionados quais são os permissionários com seus condutores auxiliares na categoria táxi. Algo simples, eu sequer dei destaque no requerimento. Fiz o pedido e aguardei a aprovação, mas infelizmente o líder do governo pediu destaque no requerimento trazendo uma discussão desnecessária. Inclusive eu dizia ontem que o governo Miguel Coelho não precisa se preocupar com a oposição, ele tem alguns vereadores na sua bancada que conseguem desestabilizar o governo sem que a oposição se movimente para isso”, criticou.

Rebatendo as colocações do adversário, Aero Cruz nega irregularidades na gestão atual. Segundo o líder da situação, poucas autorizações foram concedidas no governo Miguel Coelho ao contrário do que ele teria constatado na administração de Júlio Lóssio (REDE), aliado de Valgueiro. “Vocês estão de testemunha que a situação aprova os requerimentos da oposição, mas a gente não vai aceitar que a oposição venha fazer carnaval em cima de requerimento. Quando ele coloca esse requerimento solicitando o número de permissão de táxis e mototaxis que o nosso governo tem distribuído, eles estão colocando para a população como se o nosso governo estivesse fazendo farra de permissão de mototáxi e táxi. E pensando nisso, antecipei e solicitei do nosso colega vereador licenciado Edilsão do Trânsito, que me trouxesse o levantamento de permissões de táxi e mototaxis que nós passamos nesses dois anos, mas não esqueci de pedir os últimos seis meses da época da campanha de prefeito. E nós constatamos que em dois anos nós autorizamos, demos a permissão, de oito pontos de mototáxis e três pontos de táxis. Aí você vem para a administração passada na qual o vereador que fez o requerimento era o braço direito do prefeito, em seis meses, estranhamente em ano de eleição, eles distribuíram 15 pontos de mototáxis e 40 pontos de táxi. Então isso a população tem que saber”, denunciou. 


Oposição cobra explicações sobre vagas de concurso, mas situação diz que requerimento visa palanque político

por Karine Paixão 17 de Outubro de 2018 às 11:26

Os vereadores de situação derrubaram mais um requerimento de autoria do vereador Gilmar Santos (PT) na sessão desta terça-feira (16). O oposicionista solicitava a convocação dos secretários das pastas responsáveis pelo concurso público municipal para prestar esclarecimentos acerca da falta de vagas para professores de artes e porque  foram oferecidas apenas sete vagas para os cargos de professor Matemática, língua portuguesa, história, educação física, geografia, língua inglesa e ciências.

A derrota da solicitação feita por Gilmar foi questionada pelo vereador Paulo Valgueiro (MDB) que inclusive fez um comparativo de tal situação com uma suposta falta de valorização dos professores, homenageados nesta segunda feira (15). “Quero aqui lamentar que foi reprovado um requerimento simples de pedido de informação, um dia depois que os professores foram feitas. Homenagens feitas em redes sociais, mas parece que apenas feitas da boca pra fora. (…) A gente que conhece a rede sabe que é uma área carente como professores de matemática, da língua portuguesa e por que tão poucas vagas colocadas no edital? É pra continuar com a massa de manobra do contrato temporário? Então não vejo porque impedir que a secretária de educação pudesse vir a essa casa trazer essa informação”, questionou

Após o pronunciamento de Valgueiro, o líder da situação, Aero Cruz, defendeu a derrubada do requerimento afirmando ter combatido a formação de um palanque político disfarçado de cobrança de informações. “Entendemos que não são necessários esses esclarecimentos, não necessita que o secretário venha aqui para que vereador A ou vereador B venha fazer palanque político em cima disso. Foi feito um levantamento e essa solicitação e essas vagas estão sendo colocadas de acordo com a demanda. Alguns professores que estão com desvio de função, fora da sala de aula serão reconduzidos à sala de aula. Com isso só foram abertas as vagas para os professores que vão precisar suprir aquelas vagas”, justificou.