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Requerimento de Cristina Costa sobre reajuste de Agentes de Saúde irrita Manoel da Acosap

por Karine Paixão 14 de Março de 2019 às 14:21

Mais um requerimento na lista de polêmicas da Câmara Municipal de Petrolina. Registrado sob o número 056/2019, o documento formulado pela vereadora Cristina Costa solicita ao prefeito Miguel Coelho que interceda “junto ao secretário municipal de planejamento e gestão administrativa, Plínio Amorim, bem como a Secretaria de Saúde”, para o repasse de informações sobre a previsão de aumento salarial destinados aos agentes comunitários de saúde, instituído através da Lei Federal nº 13.708 de agosto de 2018. Tal proposição parece ter surpreendido o vereador Manoel da Acosap, que se assume como representante dessa categoria. Em discurso no plenário da casa, o situacionista partiu pra defesa imediata do prefeito, o que causou estranheza em Cristina Costa.

“Até eu estou sem entender”, afirmou em entrevista a imprensa. Segundo a parlamentar, recebeu de agentes comunitários de saúde a simulação de contracheques com valores de reajuste escalonados para 2019, 2020 e 2021. “Não se está havendo algum atrito ou descrédito da categoria em relação a atuação do representante deles aqui na Casa Legislativa, mas me estranhou a postura. Me estranhou vírgula, porque ele é um vereador que não tem postura, a falta de cavalheirismo muito grande. Acho que ele tem um problema pessoal com a minha pessoa”.

Costa também negou ter ofendido o Executivo Municipal. “Eu acho que ele vai ter que fazer uma consulta com um psicólogo, com um analista ou um analista porque em nenhum momento eu ofendi o prefeito Miguel Coelho, no meu requerimento estou pedindo informações ao secretário Plínio Amorim”. Diante da postura do opositor, a vereadora garantiu que vai a fundo nessa investigação. “A atitude dele me chamou atenção. Algo contraditório, algo de errado tem nisso aqui”.

Questionado sobre a atitude, Manuel Acosap defendeu sua atuação alegando que Cristina Costa está “atrapalhando”. “Ela não está ajudando a categoria. E quem mais entende das demandas da categoria sou eu que estou a frente da luta há mais de 16 anos”. Fazendo uma retrospectiva da tramitação da Lei que assegura o piso da categoria, o vereador alega que a presidente Dilma Rousseff vetou o trecho que tratava do reajuste anual do piso. “Do mesmo partido da trabalhadora”, fixou. “No que nós derrubamos o veto, ficou a seguinte redação - que o piso salarial do ACS seria de R$ 1.550 com a seguinte intercalação: R$ 1.250 a partir de 1º de janeiro de 2019, R$ 1.400 em 2020 e R$ 1.550 em 2021 independentemente de quem seja o prefeito ou presidente. Já conversei com o prefeito e com o procurador, já está tudo acertado (…) O projeto do piso está entrando de hoje para amanhã e vai ser votado na semana que vem ”.

O vereador ainda assegurou agir de acordo com a legalidade em relação aos supostos contracheques apontados pela oposicionista. Não é contracheque, é um demonstrativo de quanto vai impactar em cada orçamento e para que cada companheiro saiba o que vai ganhar depois do reajuste. Não tem nome de ninguém, timbre de ninguém. É um modelo de contracheque que a gente faz no nosso meio e que apresenta as categorias para as negociações. Ela pode procurar o direito dela até na Lei dos Estados Unidos. Eu estou pronto e preparado para responder onde ela quiser”.

 

 

 

 


De fusca ou no camburão: moção de aplauso causa polêmica e troca de farpas

por Karine Paixão 11 de Março de 2019 às 15:22

 

As opções não eram as melhores: andar de fusca ou de camburão a depender do lado escolhido na batalha pela aprovação de uma moção de aplausos na Câmara Municipal de Petrolina. Proposta pelo vereador Aero Cruz, a homenagem foi destinada a equipe organizadora do Carnaval da cidade. Os oposicionistas protestaram contra o requerimento e relembraram o incidente no Polo da Orla, quando no show de Devinho Novaes, a população superou as expectativas e após os portões fechados pela organização do evento, foliões retiraram partes do fechamento e invadiram o local.

Ao justificar a moção de aplausos, o líder da situação assegurou ter ouvido elogios do publico que compareceu ao evento e que sua realização quebrou o tabu da cidade realizar apenas os festejos juninos. “Graças a essa equipe, Petrolina mostrou tanto para a população da cidade quanto para a população de fora e os turistas que Petrolina também tem Carnaval”, reforçou Aero.

O líder da oposição, Paulo Valgueiro, impediu que a homenagem fosse votada em bloco, com os demais requerimentos, pedindo destaque da proposta. Apreciada em separado, a moção foi alvo direto de críticas do oposicionista. “A gente entende que a realização de eventos, obras é uma obrigação do gestor. Ele não está fazendo nenhum favor para a população na hora que ele está fazendo qualquer coisa. Eu não vejo porque a gente fazer puxassaquísmo com moção de aplausos pela simples realização de um carnaval, quando a está vendo a cidade totalmente esburacada”.

A declaração de Valgueiro foi contra-atacada imediatamente por Zenildo Nunes. “Na gestão passada cansei de ver aqui colega colocando moção de aplauso para o São João”.

Após a manifestação de Zenildo, Gabriel Menezes cobrou a contagem do tempo que a mesa diretora colocasse para falar apenas os vereadores inscritos. Na ordem, o próximo a se manifestar seria Aero Cruz. Mas ele cedeu a vaga. “Pode colocar a oposição que ela já está ensaiada na sequência”.

A declaração de Aero atiçou ainda mais a saraivada de críticas. “O líder da bancada situacionista deveria apresentar um projeto aqui para modificar o regimento da casa para permitir aqui as moções de bajulação. (…) Ninguém venha aqui com bajulação, com babação, querer nos usar como cortina de fumaça não”, disparou Gabriel Menezes relembrando o episódio do Polo Orla. Cristina Costa estava no local e reiterou. “O Polo da 21 (de Setembro) parabéns, mas naquele Polo da Orla eu estive presente. (…) Carnaval é uma festa popular, é uma festa liberal. A gente não pode selecionar quem vai assistir a banda e quem vai ficar fora da banda porque todos os cidadãos e cidadãs pagam seus impostos”. Para Gilmar Santos, o povo foi tratado como gado. “Quando se pensa nesse curral que foi feito no Polo da Orla a lembra que é uma representação de como o governo trata o povo”.

Mesmo diante do discurso unificado da oposição, ao se pronunciar, Cruz manteve o foco em Gabriel Menezes. E atacou. “Vem os veadores de oposição, que até ontem estavam bajulando Júlio Lóssio, que até ontem estavam em cima do palanque gritando o nome de Júlio Lóssio e o abandonou (sic). Graças a Deus fizemos o carnaval, está tendo o reconhecimento da população e só tem quatro ligado a Julio Lóssio falando mal e esses quatro cabe dentro do fusca porque hoje ninguém quer saber de Julio Lóssio”.

Em resposta, Gabriel Menezes relembrou até dívida de cachê antigo. “Eu não fui apresentador somente do São João de Júlio Lóssio não. Em 2004 eu fui apresentador do São João de Fernando Bezerra. E se vossa excelência procurar lá algum recibo do meu cachê de locutor não vai achar, sabe por quê? Porque eu levei um calote do seu senador”. Sobre a ironia disparada por Aero, sobre a oposição caber num fusca, Menezes devolveu. “Prefiro mil vezes voltar a dirigir o fusca de Júlio Lóssio do que me arriscar a andar no camburão da Lava Jato”.


Audiência pública debate sobre preço da gasolina e suspeita de Cartel em Petrolina

por Karine Paixão 28 de Fevereiro de 2019 às 09:48

Uma audiência pública realizada na manhã desta quarta-feira (27) reuniu representantes de diversas entidades para debater o preço dos combustíveis praticados em Petrolina. Entre os presentes estava o representante do Sindcombustíveis, o advogado Luiz Ricardo Guerra, a promotora de defesa do consumidor, Ana Cláudia Sena,  a diretora do IPEM Petrolina, Susan Turunda, o  diretor do Prodecon Petrolina, Diego Serra, o representante da Polícia Federal , delegado  Enzo  Rebelo, o presidente da Associação dos Mototaxistas, Valter Carlos Pereira,  vereadores integrantes da Câmara Municipal de Juazeiro , além dos parlamentares Petrolinenses.  Alguns dos vereadores da casa anfitriã do evento chegaram com mais de duas horas de audiência pública em curso. 

Rebatendo as críticas do presidente do Sindcombustíveis sobre a convocação da audiência pública, Ronaldo Cancão, autor do requerimento que proporcionou  aquela reunião na Câmara de Petrolina, fez o comparativo do preço da gasolina praticado  na cidade com outras regiões do Estado e do país e negou estar atingindo a honra dos proprietários de postos ao divulgar sua disposição de investigar se existe cartel na cidade:

O advogado do Sindcomubustíveis, Luiz Ricardo   Guerra  sugeriu que outros agentes econômicos deveriam ter sido convocados para aquele debate e rebateu a fala de Cancão afirmando que apenas as informações colhidas no site da ANP  - Agência Nacional do Petróleo , não são suficiente para explicar o processo de formação de preço da gasolina.

A promotora, Ana Cláudia Sena , falou sobre as constantes acusações de formação de cartel entre os postos de combustíveis de Petrolina  e  afirmou que segue investigando .

Entre os encaminhamentos obtidos através da audiência pública foi a promessa de que Ministério Público e  Polícia Federal reforçarão a fiscalização no combate a formação de cartel. 


Após vazamento de áudio: Oposição entra com ação no MP para investigar denúncia de favorecimento político no Nova Semente

por Redação Nossa Voz 27 de Fevereiro de 2019 às 07:11

Depois da vazamento do áudio, onde supostamente do vereador Elias Jardim (PHS) admite que indicou profissionais para o programa Nova Semente e demitiu uma funcionária porque ela não era agradecida a ele pelo cargo que tinha, na sessão de terça-feira (26), o vereador Paulo Valgueiro (MDB), líder da oposição da Câmara, disse que a bancada oposicionista entrou com uma ação no MInitério Público para que seja investigado favorecimento político no programa. "Já fiz uma representação junto ao Tribunal de Contas, junto ao Ministério Público pra que seja feita uma investigação", afirmou.

Inclusive a denuncia levanta dúvidas no certame realizado pelo poder público municipal no último domingo (24). " Como é que esse pessoal tava fazendo a prova. com que cabeça a pessoa tava lá fazendo a prova e pensado: será que esse cargo que eu tô disputando aqui já tem um dono indicado por um vereador?", questionou Paulo Valgueiro. 

Sobre o aúdio

No áudio, supostamente extraído de uma conversa de WhatsApp do vereador Elias Jardim, fala-se sobre os motivos do desligamento de uma funcionária do programa Nova Semente. “(...) Não caiu de paraquedas, ela precisa entender que deve ser agradecida, e não me dá nem um bom dia, nunca veio em meio gabinete agradecer...”.

Em outro trecho, o aúdio fala de satisfação. “(...) A questão é política, não vou sustentar ninguém de graça. (...) Eu trocando para colocar pessoas de confiança. A gente não vai ficar com esse tipo de gente. Eu não tenho nada com esse povo não, por isso é que está saindo...”.

Foto: Divulgação

 


Manifestantes interrompem a sessão e comunitário questiona cessão de terreno público no Terras do Sul

por Karine Paixão 26 de Fevereiro de 2019 às 11:16

Cansados dos problemas existentes no bairro, moradores do Terras do Sul ocuparam a plateia da Câmara Municipal de Petrolina e interromperam a sessão desta terça-feira (26). Os comunitários compareceram à Casa Plínio Amorim no mesmo dia em que o secretário-executivo de serviços público, Álisson Oliveira fez o uso da tribuna a convite do vereador Ronaldo Cancão, que preside o plenário hoje, prestando contas das ações desempenhadas por sua pasta. Liderados por Pedro Elias, os manifestantes cobravam melhorias em setores do Terras do Sul e denunciaram uma autorização concedida pela Câmara Municipal para uso de uma área pública local. 

“Não é justo ficarmos sem água nas torneiras, sem melhorias, sem equipamentos públicos. E as decisões sobre o que vai para aquela comunidade são decididas aqui, não são decididas pelas pessoas da comunidade. Precisamos ser ouvidos. Estamos aqui questionando a respeito das decisões tomas sobre uma área pública, que sete vereadores da situação foram, tomaram ciência e deram o aval para o padre construir um muro na única área que tem no bairro Terras do Sul. Estamos aqui reivindicando por essa comunidade que há 20 anos é esquecida por essa força que tem senador, deputado federal que foi reeleito e foi ministro de Minas e Energia e só trouxe conta alta para nós”, criticou.

Após ouvir as declarações do líder comunitário, o presidente em exercício, Ronaldo Cancão aconselhou que Elias fizesse um documento à Câmara Municipal solicitando o uso da tribuna livre para que pudesse expor as questões levantadas. “Faça o documento encaminhe para a casa e será permitido o uso da tribuna posteriormente para o senhor debater o assunto”. Em seguida, Cancão deu prosseguimento à sessão ordinária e os manifestantes foram ouvidos pela imprensa. Em seguida deixaram o local. 


Situação diz que audiência pública é desnecessária e oposição questiona: “Tem medo?”

por Karine Paixão 22 de Fevereiro de 2019 às 12:20

Um requerimento formulado pelos integrantes da bancada de oposição da Câmara Municipal que propunha a convocação de uma audiência para detalhar e debater o processo de concessão dos serviços de água e esgoto em Petrolina, que está em debate para renovação do sistema praticado na cidade, seja por municipalização ou privatização, agitou a sessão desta quinta-feira (21).

 

Alegando que seria uma atuação político partidária, o líder da situação Aero Cruz orientou sua bancada que votasse contra. A oposição tentou convencer os vereadores da importância de abrir um novo debate sobre o tema. Cristina Costa inclusive lembrou os colegas de que Câmara Municipal não é extensão da Prefeitura. “Câmara de Vereador é um pode autônomo e independente do Executivo e harmônico com o Executivo. (…) A gente vai rasgar aqui a nossa autonomia, o nosso papel de legislador? Eu vou ter que engolir de goela a baixo o projeto de Lei do Executivo porque não podemos debater com a população?”

A parlamentar foi rebatida por Maria Elena, que afirmou tratar-se de um exagero da oposição, que desvalorizaria o trabalho feito pela Prefeitura Municipal. “(…) Aqui não estou criticando a oposição e sim os exageros da oposição e nesse caso eu considero um exagero. (…) Primeiro exagero: descredenciar, desvalorizar, menosprezar as reuniões convocadas porque simplesmente foram convocadas pelo Poder Executivo, como só quem tivesse tradição e fizesse boas audiências, boas intervenções seria a oposição. Primeiro equívoco. Então auto lá oposição, quando quiserem aqui desvalorizar aquilo que se faz com transparência”. 

Ronaldo Cancão também enquadrou a audiência como desnecessária e apontou o ex-deputado estadual, Odacy Amorim como o responsável pelo caos no saneamento na cidade. “É muito fácil posar do bom moço, todo esse caos que está instalado na Compesa, quem fez o acordo em 1998 foi o ex-prefeito Odacy Amorim. (…) Ele que negociou com o ex-governador Eduardo Campos, recebeu valores para continuar estadual (a concessão de saneamento)”.

Aero Cruz, justificou a derrubada do requerimento argumentando que os oposicionistas estiveram em sua maioria, ausentes das discussões propostas pela prefeitura e estariam propondo a audiência para politizar uma questão administrativa. “Já tiveram as plenárias na cidade, a audiência pública, dos vereadores de oposição, participou apenas o vereador Gilmar. Os vereadores de oposição não foram para as audiências, não foram para a plenária pra depois chegar aqui colocando requerimento como palanque político”. 

Ao rebater o líder da situação, Paulo Valgueiro questionou qual seria o medo dos situacionistas em levar o tema para ser debatido com a população. “A gente tem propriedade (para falar) porque estávamos extremamente bem representada a bancada de oposição na audiência pública quando o vereador Gilmar foi nos representar, naquele momento, naquela discussão. Discussão que nem houve, foi mais um monólogo porque a população, os vereadores, os comunitários que estavam lá presentes não direito a voz, não podiam fazer perguntas aqueles engomadinhos que estavam no auditório da Fundação Nilo Coelho. (…) A gente tem interesse em discutir com a população de Petrolina, nós não nos escondemos da população de Petrolina, a bancada de oposição gosta do cheiro de povo, diferente da situação que quer ter uma redoma, que ser se isolar da população”. 


Maria Elena comenta briga pela Comissão de Diretos Humanos e pede mais atenção governo estadual para mulheres

por Redação Nossa Voz 20 de Fevereiro de 2019 às 07:58

Em entrevista ao programa Nossa Voz desta quarta-feira (20), a vereadora Maria Elena (PRTB) comentou sobre a reivindicação do vereador Osinaldo Souza (PTB) que quer assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos na Câmara de Vereadores de Petrolina-PE. De acordo com Maria Elena, antes de viajar o vereador manifestou a sua vontade. "Ele deixou dito que queria a presidencia da Comissão de Direitos Humanos. (...) Ele vem de uma bancada de três partidos, mas eles não se articularam bem".

Ainda segundo a vereadora do PRTB, apesar de ter votado em Osinaldo Souza, o nome de Gilmar Santos (PT) para assumir o cargo foi bem aceito entre os membros da comissão. "A gente sabe que a comissão passou esses últimos dois anos trabalhando de uma forma, digamos assim, vagarosa em relação às demandas que chegavam. (...) E diante da vontade de Gilmar, a gente sabendo do afinco dele, da vontade de fazer, porque tem muitas pautas desde o ano passado. Pautas inclusive que não foram resolvidas no seio da comissão (...) porque não houve um empenho dos integrantes. Essas coisas todas levaram o nome de Gilmar a ficar forte. O próprio líder do partido dele (Osinaldo) disse que seria uma incoerência o nome de Gilmar não ser avaliado", pontuou Maria Elena.

Na opinião da vereadora, não vale a pena brigar para reorganizar a comissão. "Se ele (Osinaldo) tiver direito e os líderes aceitarem... mas eu não estimulo ele a fazer isso. Não estimulo porque o voto já foi dado. Eu até pedi a ele ontem pra deixar isso pra lá", contou.

Diferente da maioria dos vereadores, Maria Elena disse que não enfrentou problemas para garantir espaços nas comissões. "Sobre a Comissão das Mulheres existia uma brincadeira velada. 'Deixa com Maria Elena, deixa com Cristina...' Mas aí eles se tocaram porque nós não podemos admitir que os homens tratem as lutas das mulheres como uma coisa menor", declarou a vereadora.

E por falar em luta pelos direitos das mulheres, a vereadora conseguiu aprovar um requerimento para promover uma audiência pública e discutir como asseguar que as leis protetivas (Lei Maria da Penha e Lei do Feminicídio) cheguem a todas as mulheres no município. "A gente sabe que essa violência vem ganhando uma notoriedade, mas não amenizou. Mesmo a grande mídia reservando espaço pra noticiar isso, as mulheres da periferia têm dificuldades. (...) Se os agentes suavizam na ponta, o crime não vai ser julgado com o peso que precisa ter", explicou. 

Maria Elena também teceu críticas ao Governo do Pernambuco. "O governador não inaugura mais delegacias, não tá acontecendo plantão 24 horas na gestão de Paulo Câmara. Cadê o Hospital da Mulher? Nós temos severas queixas e muitos pontos pra cobrar do Governo do Estado", reclamou.

Segurança da Mulher em Petrolina

A vereadora Maria Elena destacou na entrevista ao Nossa Voz o trabalho da Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em Petrolina, que tem como juiz titular Sydnei Alves Daniel. Segundo ela, está tendo mais celeridade na tramitação processual da grande demanda de crimes contra as mulheres na cidade. "São sendo expedidas 12 medidas protetivas por semana em Petrolina. Esse é um número muito expressivo", comemorou.  

A vereadora também cobrou que prefeitura coloque nas ruas a Patrulha Maria da Penha. "A Patrulha não tá circulando. Eu conversei com o secretário Silvestre e ele disse que os Guardas Municipais estão em treinamento para fazer as abordagens. Ele me garantiu que, até março, esse treinamento vai ter terminado e a viatura vai estar nas ruas", informou.

Foto: Milena Pacheco


Osinaldo Souza diz que vai brigar pela presidência da Comissão de Direito Humanos

por Redação Nossa Voz 19 de Fevereiro de 2019 às 14:54

É difícil acreditar, mas depois de uma semana da formação das Comissões Permanentes,  essa novela na Câmara de Vereadores de Petrolina-PE vai ganhar um novo capítulo. É que o vereador Osinaldo Souza (PTB) não gostou de ter perdido a presidência da Comissão de Direitos Humanos para Gilmar Santos (PT).

O vereador contou que no dia da formação das comissões ele não participou da reunião porque precisou viajar para cuidar de problemas pessoais. "Deixei que o líder partidário resolvesse isso. Ele (Manoel da Acosap) disse que na hora não resolveu, não conseguiu resolver a demanda depois e eu agora vim pra resolver", declarou.  

O vereador disse que está insatisfeito com o resultado da comissão. "O PTB tinha a presidência da Comissão de Direitos Humanos, da qual eu estava presidente. Viajei e quando cheguei aqui (...) colocaram o vereador Gilmar Santos como presidente e a mim como secretário. (...) Então não concordei! Eu reivindiquei porque o regimento diz que tem que se obedecer a proporcionalidade. Alguém entende que a proporcionalidade é número de vagas, eu entendo que a proporcionalidade tem que seguir o número de vagas e tem que seguir os cargos principais nas comissões", explicou o vereador.

Osinaldo Souza ainda disse que está reivindicando o espaço que o partido merece na Casa Plínio Amorim. Questionado sobre qual o legado deixado por ele quando esteve à frente da Comissão de Direitos Humanos o vereador respondeu apenas que fez "a defesa intransigente do direitos humanos de verdade. Sempre defendi os direitos dos cidadãos de Petrolina e quero continuar defendendo", afirmou o vereador do PTB.

O vereador Osinaldo Souza declarou ainda que não fez acordo com o PT sobre as comissões e que não vai desistir do cargo. "Eu não fiz acordo nenhum com o PT pra poder compor essas comissões. Se alguém do meu partido fez e vai ter que responder por isso", finalizou.


Apesar de denúncias do "laranjão" do PSL, vereador Gabriel Menezes garante que não sai do partido

por Redação Nossa Voz 19 de Fevereiro de 2019 às 14:20

As denúncias de supostas candidaturas laranja do PSL aqui em Pernambuco é um dos assuntos mais comentados da imprensa em todo o Brasil e na Câmara de Vereadores de Petrolina não é diferente. Na sessão desta terça-feira (19) vários veículos de imprensa tentaram uma declaração do vereador Gabriel Menezes (PSL) sobre o caso, afinal além de integrar o partido, ele também foi canditado a deputado nas últimas eleições.

Famoso por não fugir de debates, Gabriel Menezes preferiu não se manisfestar sobre o caso. O vereador anunciou apenas que na próxima sessão, na quinta-feira (21), ele traria para a tribuna "fatos novos". 

Questionado se um dessas novidades seria a sua saída o PSL, Menezes disse com exclusividade ao Nossa Voz que isso não está nos planos dele. É que, segundo o vereador, deixar o partido significa também abandonar a cadeira na Casa Plínio Amorim.

Agora o que resta é aguardar esses "fatos novos" que o vereador garantiu que vai apresentar.

Foto: Nossa Voz


Câmara de Petrolina: Pauta da sessão de hoje (19) tem projetos, requerimentos e indicações

por Redação Nossa Voz 19 de Fevereiro de 2019 às 08:09

Na sessão desta terça-feira (19) na Câmara de Vereadores de Petrolina-PE estão previstos na pauta requerimentos, algumas indicações, um projeto de lei pra denominação de praça pública no bairro Jardim Maravilha e um projeto de decreto que concede título de cidadã petrolinense a jornalista Mônia Ramos.

Entre os requerimentos destaque para a solicitação da vereadora Cristina Costa (PT) que pede informações sobre a ação da Guarda Civil de Petrolina no Restaurante Popular, onde agentes usaram spray de pimenta para conter e retirar do local um cidadão alcoolizado. Esse caso foi levado à Tribuna pela vereadora na sessão da última quinta-feira e, inclusive, a prefeitura do município informou que a situação está sendo apurada. 

O vereador Gilmar Santos também encaminhou ao prefeito Miguel Coelho (PSB) e o Secretário de Planejamento e Gestão Administrativa, Plínio Amorim um requerimento para que sejam prestadas informações sobre as obras paradas no município com discriminação dos valores gastos e previsão de término ou de retorno dos trabalhos.

Foto: Reprodução Internet