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Com Ruy Wanderley fora da liderança Aero Cruz faz planos

por Karine Paixão 9 de Março de 2018 às 09:34

Numa conversa definitiva com o prefeito Miguel Coelho, ocorrida na última segunda-feira (05), o vereador Ruy Wanderley entregou a liderança da bancada de situação. O parlamentar já vinha demonstrando insatisfações sobre a falta de espaço para atuação e as constantes fofocas feitas por assessores que acompanham as sessões e pelos próprios colegas de legislatura. Na sessão desta quinta-feira (08), Wanderley ao justificar tal decisão alegou a necessidade de cuidar do seu partido, o PSC e da sua pré-candidatura a deputado estadual, mas não deixou de alfinetar os integrantes do seu grupo político. 

“Fui convocado para uma missão e vamos trabalhar para que a gente possa fortalecer o partido no Sertão e em todo o Estado”, destacou. 

Ruy acredita que foi uma experiência enriquecedora principalmente para identificar quem realmente é amigo e quem finge amizade pela frente e apunhala os companheiros pelas costas. “Foi uma experiência muito positiva em relação a essa liderança. Eu nunca tinha tido a oportunidade de ocupar esse tipo de espaço na Câmara, foi proveitosa, aprendemos muito, tivemos a experiência. Sabemos com que a gente pode contar, de forma cada colega se comporta em público e por trás, nos bastidores, então a gente sabe realmente quem são os colegas com quem a gente pode confiar e aqueles para quem devemos olhar com olhos muito atentos. Fuxico, leva e traz não cabe a mim enquanto líder. A minha função é representar o prefeito aqui na Câmara, defender o governo, ouvir tanto da situação quanto da oposição. Não é minha função tratar de vaidade de ninguém não”. 

Com a saída de Ruy Wanderley, já é dado como certo que o vereador Aero Cruz deve assumir a liderança da situação. Questionado sobre a atuação, o parlamentar explica que aguarda a decisão do prefeito Miguel Coelho, mas revela já ter um plano de atuação traçado na defesa do governo. “A nossa preocupação, no caso de vir assumir é exatamente isso, que a gente possa ter uma conversa e um alinhamento. Como você falou, tem a questão de ego, ciúme, cada um tem um temperamento. É bom que a gente sente e que a gente converse, agora que a gente deixe bem claro que se é da bancada, é da bancada. Tem que acompanhar o governo, trabalhar junto com o governo. Se não é da bancada paciência. Temos que nos articular. A nossa preocupação se vier a ser o líder é justamente isso, diminuir os rachas dentro do grupo, que não é novidade para ninguém que houve vários rachas”.

Ciente de que seu nome traz algumas resistências dentro do grupo, Aero manda recado. “Não quero ser o líder de mim mesmo, tenho que ser o líder da bancada, temos que sentar, conversar e deixar bem claro que é situação é situação, é oposição, é oposição”.