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Paz e amor selam aprovação do orçamento, mas situacionista manda recado ao prefeito: "Não tem mais do que reclamar”

por Karine Paixão 6 de Dezembro de 2017 às 09:40


Num clima de paz e amor a Câmara de Petrolina aprovou a Lei Orçamentária Anual por unanimidade na sessão desta terça-feira (05). Segundo o presidente da Comissão de Finanças, Ronaldo Silva, esse entendimento veio após uma reunião da bancada de situação quando os estes parlamentares externaram sua insatisfação com o corte de mais de 180 emendas das 339 elaboradas. Silva então voltou atrás, liberou as propostas feitas pelos colegas sob a condição de que as emendas propostas pela oposição também passassem pelo crivo da esmagadora maioria do Legislativo Municipal. 

“Como presidente da Comissão de Finanças eu meti a faca e cortei várias nas emendas de todos os vereadores porque tem rubricas que não se pode retirar dinheiro, mas  alguns vereadores com aquela fofoca e você sabe como é política e quem vereadores mesmo que vivem disso, de futricas, de procurar problemas para o parlamento. Mas me  procuraram, marcaram uma reunião na casa e eu vim com a minha simplicidade, que temos que saber reconhecer o que é  bom para a sociedade. Tinham essas emendas e eu cortei mais de 180 delas e fizemos um acordo para que todas as emendas fossem aprovadas, tanto da oposição quanto da situação”, detalhou o vereador. 

Porém, mesmo com a paz selada entre as bancadas, um assunto ainda gerou desconforto. A emenda de autoria do vereador Gabriel Menezes foi a única vetada pela comissão de finanças e solicitava a redução do percentual de remanejamento desse orçamento sem passar pela avaliação da Câmara de Petrolina dos 40% aprovados anteriormente na Lei de Diretrizes Orçamentárias, para 20%. Com um orçamento estimado em R$ 819,8 milhões em 2018, o prefeito Miguel Coelho poderá remanejar  R$ 329 milhões, da forma que desejar, para as áreas da gestão, sem passar pelo Legislativo. O oposicionista autor da proposta de redução criticou. “As 3338 emendas hoje aprovadas, cada uma com R$ 100 mil, totalizando R$ 34 milhões. Toda a Casa está apresentando emendas que não significam 5% do orçamento para 2018”, calculou.

A emenda de Menezes foi reprovada por 17 votos a 5 e assim os governistas mantiveram os 40% para remanejamento livre dos recursos na ordem de R$ 329 milhões.
A vereadora Cristina Costa foi mais uma a criticar o que ela chamou de cheque em branco para o prefeito, mas foi coerente em elogiar a postura da bancada de situação que não rejeitou as propostas feitas pela oposição. A esperança da petista é que esse clima de paz e amor prossiga em 2018. “Isso me chamou a atenção e eu tenho que elogiar. A postura do Executivo mudou, está ouvindo mais, dialogando, pela postura da própria base. Reconheço que o diálogo e a mudança de postura da situação por ser maioria e a gente minoria achar que tem que passar com o trator por cima, isso já mostra um novo momento na Câmara”. 

E diante do sucesso na aprovação do Orçamento para 2018, o vereador Ronaldo Silva mandou um recado para o prefeito Miguel Coelho. Diante de uma previsão orçamentária de  819,8 milhões e uma margem de remanejamento de R$ 329 milhões livre do crivo da Câmara Municipal, Silva aconselhou o prefeito a trabalhar para cumprir suas promessas de campanha. “Vamos ver, o prefeito vai ter orçamento para trabalhar e não tem mais do que ele reclamar”.