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Situação diz que audiência pública é desnecessária e oposição questiona: “Tem medo?”

por Karine Paixão 22 de Fevereiro de 2019 às 12:20

Um requerimento formulado pelos integrantes da bancada de oposição da Câmara Municipal que propunha a convocação de uma audiência para detalhar e debater o processo de concessão dos serviços de água e esgoto em Petrolina, que está em debate para renovação do sistema praticado na cidade, seja por municipalização ou privatização, agitou a sessão desta quinta-feira (21).
 
Alegando que seria uma atuação político partidária, o líder da situação Aero Cruz orientou sua bancada que votasse contra. A oposição tentou convencer os vereadores da importância de abrir um novo debate sobre o tema. Cristina Costa inclusive lembrou os colegas de que Câmara Municipal não é extensão da Prefeitura. “Câmara de Vereador é um pode autônomo e independente do Executivo e harmônico com o Executivo. (…) A gente vai rasgar aqui a nossa autonomia, o nosso papel de legislador? Eu vou ter que engolir de goela a baixo o projeto de Lei do Executivo porque não podemos debater com a população?”

A parlamentar foi rebatida por Maria Elena, que afirmou tratar-se de um exagero da oposição, que desvalorizaria o trabalho feito pela Prefeitura Municipal. “(…) Aqui não estou criticando a oposição e sim os exageros da oposição e nesse caso eu considero um exagero. (…) Primeiro exagero: descredenciar, desvalorizar, menosprezar as reuniões convocadas porque simplesmente foram convocadas pelo Poder Executivo, como só quem tivesse tradição e fizesse boas audiências, boas intervenções seria a oposição. Primeiro equívoco. Então auto lá oposição, quando quiserem aqui desvalorizar aquilo que se faz com transparência”. 

Ronaldo Cancão também enquadrou a audiência como desnecessária e apontou o ex-deputado estadual, Odacy Amorim como o responsável pelo caos no saneamento na cidade. “É muito fácil posar do bom moço, todo esse caos que está instalado na Compesa, quem fez o acordo em 1998 foi o ex-prefeito Odacy Amorim. (…) Ele que negociou com o ex-governador Eduardo Campos, recebeu valores para continuar estadual (a concessão de saneamento)”.

Aero Cruz, justificou a derrubada do requerimento argumentando que os oposicionistas estiveram em sua maioria, ausentes das discussões propostas pela prefeitura e estariam propondo a audiência para politizar uma questão administrativa. “Já tiveram as plenárias na cidade, a audiência pública, dos vereadores de oposição, participou apenas o vereador Gilmar. Os vereadores de oposição não foram para as audiências, não foram para a plenária pra depois chegar aqui colocando requerimento como palanque político”. 

Ao rebater o líder da situação, Paulo Valgueiro questionou qual seria o medo dos situacionistas em levar o tema para ser debatido com a população. “A gente tem propriedade (para falar) porque estávamos extremamente bem representada a bancada de oposição na audiência pública quando o vereador Gilmar foi nos representar, naquele momento, naquela discussão. Discussão que nem houve, foi mais um monólogo porque a população, os vereadores, os comunitários que estavam lá presentes não direito a voz, não podiam fazer perguntas aqueles engomadinhos que estavam no auditório da Fundação Nilo Coelho. (…) A gente tem interesse em discutir com a população de Petrolina, nós não nos escondemos da população de Petrolina, a bancada de oposição gosta do cheiro de povo, diferente da situação que quer ter uma redoma, que ser se isolar da população”.