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Governo do Estado falha no credenciamento do Hospital Dom Tomás junto ao Ministério da Saúde

por Karine Paixão 12 de Março de 2019 às 12:22
categoria: Cotidiano

Diante da falta de recursos, a Apami segue com o atendimento restrito a população. Atualmente, apenas o atendimento pediátrico foi mantido e segue graças as doações feitas pela população. Enquanto isso, a burocracia e a insensibilidade permanecem por parte do Governo do Estado, que se limita apenas a enviar notas à imprensa através da sua assessoria alegando estar em dias com os repasses para a instituição previstos pela Secretaria Estadual de Saúde. Porém há equívocos presentes nessa declaração.

Segundo o presidente da Apami, Augusto Coelho, os serviços prestados pela entidade que é a principal mantenedora do Hospital Dom Tomás – unidade que atende gratuitamente pacientes com câncer da região – em janeiro ainda não receberam o devido pagamento da SES. Os procedimentos referentes a pactuação com a Secretaria Estadual de Saúde geram um impacto financeiro em torno de R$ 800 mil por mês.

Após conversar com o secretário André Longo, o deputado estadual Lucas Ramos (PSB) entrou em contato com a redação do Nossa Voz informando que “O secretário esteve reunido com representantes da APAMI para ajustar o convênio que permitirá ao Hospital Dom Tomás o recebimento de R$ 600 mil por mês para atendimento em oncologia. Mas para que o Estado possa realizar esses pagamentos, é necessário que o Hospital seja credenciado pelo Governo Federal através do Ministério da Saúde, o que ainda não aconteceu”.

Porém, houve no dia 22 de novembro de 2018 a visita do então ministro de saúde da época, Gilberto Occhi, e na ocasião, ele e o ainda secretário de Saúde de Pernambuco, Iran Costa, anunciaram a habilitação do Hospital Dom Tomás como Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON), além de quatro leitos de UTI adulto na unidade.

De acordo com Augusto Coelho, naquele mesmo dia, Iran Costa assegurou que toda a tramitação estaria finalizada até 31 de dezembro, o que não aconteceu. A nova gestão da SES, hoje chefiada por André Longo, não reconheceu as ações empreendidas por Costa e novas fiscalizações estão previstas para viabilizar o credenciamento junto ao Ministério da Saúde. “Burocracia é um palavrão. Para você ter uma ideia, encaminhamos um ofício para a Secretaria de Saúde que demorou 45 dias para ser respondido. Ele passou pela análise 18 secretarias antes de ser devolvido. E sabe do que tratava esse ofício? Um médico oncologista que tinha um tempo ocioso. A Apami solicitou que ele atendesse no hospital (Dom Tomás). Depois de 45 dias tramitando, o pedido foi negado”, relatou Coelho.

 

Enquanto isso quem perde é a população. Segundo as informações repassadas por Iran Costa, na sua última vista a Petrolina como secretário de saúde, após a habilitação do Hospital Dom Tomás junto ao MS, a unidade passa a receber, anualmente, recursos federais no valor de R$ 6,383 milhões, sendo R$ 559 mil destinados aos leitos de UTI e R$ 5,824 milhões para a atuação como serviço de UNACON. Por ano, o Governo do Estado vai investir R$ 4,974 milhões na unidade em recursos oriundos exclusivamente do tesouro estadual. Mas por enquanto, conta com apenas com a solidariedade da população sertaneja para dar continuidade aos atendimentos.

 

Como ajudar

 

Segundo o site da Apami, é possível fazer depósitos na conta da instituição. Empresas também podem doar:

 

Banco do Brasil

Agência: 0963-6

Conta 1010-3

CNPJ: 10.730.125/0001-20

Associação Petrolinense de Amparo à Maternidade e a Infância – APAMI

 

Telemarketing:

Ligue para 87 3864 2594

 

Empresa Amiga

Para saber mais, ligue para:

(87) 3862-8650 | 3862-8654

 

Além disso é possível doar parte da restituição do Imposto de Renda. Saiba mais clicando aqui.