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Presidente da Compesa culpa a Prefeitura por obras inacabadas e diz que Miguel Coelho quer privatizar saneamento

por Karine Paixão 12 de Março de 2018 às 11:39
categoria: Cotidiano

Com áreas de saneamento incompletas, Petrolina tem pontos em que a rede de esgoto está em colapso. A população amarga vários transtornos com o retorno da água utilizada retornando através do vaso sanitário dentre outros pontos nas residências. E segundo o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Roberto Tavares, esse problema está longe de ser resolvido. Culpando o processo movido pela Prefeitura de Petrolina que busca encerrar o contrato de concessão de tratamento de água e esgoto com a Compesa, Tavares reforçou em entrevista ao programa Nossa Voz desta segunda-feira (12) ter os recursos necessários para finalizar as bacias do Dom Avelar e Antônio Cassemiro, mas estes não serão aplicados enquanto “essa insegurança jurídica” permanecer. 

“São obras que foram iniciadas há muitos anos pela Prefeitura de Petrolina e nunca foram concluídas. Então essas obras causam transtorno para a população e não são obras da Compesa. A gente queria resolver isso. Nós inclusive, no último dia útil do ano, conseguimos um empréstimo junto a Caixa Econômica Federal do FGTS de R$ 38 milhões para fazer as obras nessas bacias. Nós não começamos essa licitação ainda por conta dessa discussão na Justiça com a Prefeitura. Estou aguardando a decisão do prefeito Miguel porque nós tínhamos pactuado que iríamos atrás desse empréstimo, conseguimos o empréstimo, mas com insegurança jurídica não dá para a gente continuar e fazer essas obras”, ponderou.

Com uma arrecadação anual fixada entre R$ 6 milhões e R$ 7 milhões em Petrolina, a Compesa quer manter a prestação do serviço da cidade assegurando a possibilidade de captação de recursos públicos para a execução de ampliação de sistemas. “Nós entendemos que a privatização do saneamento em Petrolina não é o melhor caminho. Nós entendemos que há recursos públicos disponíveis, nós capitamos R$ 38 milhões, estou com o contrato assinado com a Caixa à disposição para usar esses recursos em Petrolina e nós entendemos que o povo de Petrolina tem que saber o que é uma privatização e o que é uma parceria público privada. No caso, se for feita a privatização em Petrolina, o privado vai querer tirar o lucro só de Petrolina. Então essa é uma coisa diferente”, analisou. 

Roberto Tavares também aproveitou o tema para alfinetar o grupo político do prefeito Miguel Coelho (PSB) e criticando o movimento de privatização da Eletrobrás, encabeçado pelo ministtro de Minas e Energia, Fernando Filho (sem partido). “A gente acha que não é caminho que o Brasil deve seguir e sim o caminho das parcerias para que a gente possa ampliar os investimentos e olhar o Estado como um todo. Nós temos Petrolina que é muito importante, mas não achamos que devemos ter uma tarifa diferente em Petrolina, que fica na beira do rio mais barata e uma tarifa mais alta em Rajada, porque o povo de Rajada tem o mesmo direito que o povo de Petrolina, o povo de Afrânio também tem o mesmo direito. Se a gente for cobrar a água pelo custo que ela tem, a gente vai ter tarifas diferente e entendemos que devemos ter uma tarifa única e queremos continuar os investimentos em Petrolina. Estamos preparados para isso”.