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Trabalhadores dos Correios paralisam atividades a partir desta segunda (12) por tempo indeterminado

por Redação Nossa Voz 12 de Março de 2018 às 08:57
categoria: Cotidiano

Nesta segunda-feira (12) começa a greve nacional dos trabalhadores e trabalhadoras da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), uma forma de protesto da categoria contra a arbitrariedade patronal, que quer colocar na conta dos funcionários o resultado financeiro de anos de má gestão. A paralisação começa à 0h e segue por tempo indeterminado.

O grito desta greve será contra a retirada de pais e mães dos trabalhadores e trabalhadores da cobertura do plano de saúde dos Correios, o Postal Saúde. Essa “estratégia” corta do benefício os genitores que tiverem renda de até 1,2 salário mínimo (o que corresponde a R$ 1.435,50), obrigando-os a migrar para outra assistência ou arcar com mensalidades que ficarão em torno de R$ 1,2 mil.

Somado a isso, a empresa ainda quer impor a implantação de mensalidades e coparticipações em procedimentos e exames cujos custos seriam desproporcionais ao próprio salário pago aos funcionários que ocupam cargos como carteiro, operador de transporte e transbordo (OTT), atendente e suporte, que representam mais de 90% da força de trabalho nos Correios.

Se tais propostas forem implantadas, os salários desses trabalhadores e trabalhadoras, que já são os menores do funcionalismo público federal, serão ainda mais achatados, reduzidos a níveis nunca antes vistos. O caminho é óbvio: sem que a renda familiar comporte a despesa com saúde, trabalhadores e familiares ficarão sem a assistência. 

A empresa precisa explicar como um trabalhador cujo rendimento bruto é de R$ 1.600 (passando a menos de R$ 1.200 após descontos) poderá arcar com R$ 800 ao mês. Como suprir a família  com os menos de R$ 400 restantes? E se decidir não desassistir aos pais, a renda ficará negativa.

Como demonstrado, o que se discute nesta greve não é que a categoria não quer arcar com as despesas do plano, mas o valor do salário não dá condições reais de pagá-lo.

MOBILIZAÇÃO

Os ecetistas de Pernambuco atenderam ao chamado e decidiram,em assembleia no último dia 1° de março, endossar o posicionamento dos SINTECTs de todo o País, e das federações (FENTECT/FINDECT) e aderir à mobilização. A diretoria do SINTECT-PE reforça a importância da participação de todos e que precisamos ficar em alerta, pois ameaças aos nossos direitos permanecerão. Os próximos alvos serão os vales alimentação/refeição.

ENCAMINHAMENTOS

Na segunda (12), haverá piquetes nas unidades pela manhã. À tarde, a concentração da categoria será na sede do SINTECT-PE, no Recife, e nas subsedes do Agreste do Sertão, respectivamente em Caruaru e em Petrolina.