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Odacy Amorim justifica apoio a Paulo Câmara: 'meu partido decidiu pela aliança'

por Gabriela Canário 24 de Setembro de 2018 às 12:17
categoria: Eleições 2018

Com dois mandatos como Deputado Estadual pelo Partido dos Trabalhadores, Odacy Amorim tenta, agora, um voo mais alto e quer ocupar uma cadeira na Câmara Federal. Antes disso, ele colocou o nome à disposição para uma disputa pelo Governo de Pernambuco, mas o plano não decolou. “Eu sou uma pessoa que sigo a vida com disciplina. Eu sempre fiquei só enquanto esperava por outras lideranças. Mas nós não encaramos a política como forma de ganhar a vida. Colocamos o nosso nome ao governo [do estado], mas não recebemos respaldo do partido. Agora a missão é deputado federal e dará certo se Deus quiser”, justificou o petista.

A obediência ao partido, inclusive, fez com que, agora, Odacy Amorim apoie o projeto de reeleição do atual governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB). Ele explica que não é de responsabilidade dele – que não votou em Câmara nas últimas eleições – o que foi ou deixou de ser feito, mas que o Partido dos Trabalhadores “decidiu pela aliança política”. Ele ainda reconhece que “as disputas têm prejudicado Petrolina”, e, por isso, quer “discutir e apresentar propostas”. “Esse é um momento difícil e nós estamos aqui para defender políticas para o povo”, limitou-se.

Falta de apoio, ele explica, sempre foi um problema para o candidato, que forma agora uma “casadinha” com a esposa Dulcicleide Amorim (PT) para deputada estadual. “Eu tinha pouco apoio político e se dependesse disso eu estaria abatido. Mesmo sem o apoio político, nós vamos ter uma votação expressiva. Estou muito animado. Estou comprometido com bandeiras de luta. O Nordeste é um grande cenário e queremos apresentar propostas de energias renováveis”, explicou Odacy.

Dentre as bandeiras de luta, o petista disse que brigará, caso eleito na Câmara Federal, pela irrigação e desenvolvimento dos assentamentos no estado de Pernambuco. “Eu quero ser o Deputado da Irrigação. Quero avançar no projeto, protegendo o Rio e cuidando do Rio. Saber o que é possível fazer para os assentamentos no entorno. Eu vou defender a construção de um Plano Diretor para todos os 600 mil hectares de assestamentos em Pernambuco. Eu vou trabalhar para fortalecer o elo entre Pernambuco e o Governo Federal”, pontuou o candidato.

Além desses projetos, ele disse que atuará no na recuperação de estradas e defenderá um transporte público de qualidade. Ele ainda propôs, no que tange à educação, monitoramento eletrônico nas escolas. “Tenho vontade de fazer muito.Quero ser um Deputado Federal do povo porque a forma de fazer a política é fazendo. Precisamos aumentar a renda do povo e diminuir os custos”, acrescentou Odacy Amorim.


Paulo Câmara culpabiliza governo Temer por falta de investimentos em Pernambuco

por Gabriela Canário 24 de Setembro de 2018 às 11:15
categoria: Eleições 2018

Em entrevista ao programa Nossa Voz, o atual governador de Pernambuco e candidato à reeleição, Paulo Câmara (PSB) culpabilizou a gestão do presidente da República, Michel Temer (MDB) por falta de investimentos em diversas áreas no estado, principalmente no tocante quando à saúde pública, por, segundo ele, “divergências políticas”. Com isso, ele explica, muitos projetos ficaram inacabados, como por exemplo a construção do Hospital da Mulher em Petrolina.

“Nós tivemos restrições. O Governo Federal, por questões políticas, não concedeu o acesso a nenhuma operação de crédito para investir em obras que precisam ser feitas. Nós tivemos que fazer projetos com recursos próprios. A saúde tem que ser feita em três níveis: federal, estadual e municipal. Só que Pernambuco está gastando três vezes mais do que gastava há 10 anos. O Hospital da Mulher está em nosso planejamento e não foi feito por perseguição desse presidente Temer”, explicou o governador.


Compesa

Um outro desafio do candidato à reeleição é a briga traçada entre a Compesa e a Prefeitura de Petrolina. Esta, inclusive, já manifestou o interesse para que outra empresa atue no abastecimento de água e tratamento de esgotos na cidade. Para Paulo Câmara, que garante que o Governo do Estado tem um contrato até 2027 com o município, o rompimento prejudicará a população, principalmente nos distritos próximos.


“Nós fizemos mais do que estava no contrato. Um investimento de mais de 50 milhões de reais e a Compesa tem buscado melhorar os serviços oferecidos. Nós temos obras em andamento porque saneamento é saúde pública, vamos continuar a fazer e temos o compromisso de deixar Petrolina 100% saneada. A retirada vai prejudicar porque vai ter que ressarcir o estado. A gente está aberto ao diálogo e queremos sentar na mesa e ver os interesses da população. Estamos dispostos a trabalhar por uma Petrolina com mais água e saneada”, garantiu Paulo Câmara.

Privatização da Chesf

Ainda sobre abastecimento de água, Paulo Câmara mostrou-se contra a privatização dos serviços oferecidos pela Chesf. “Entendemos que o Rio da Integração tem papel fundamental para o futuro do Nordeste na questão do abastecimento de água e entendemos que muita gente vive dele. É um patrimônio do povo e por isso sempre fomos contrário à privatização do Chesf porque privatizá-la é privatizar o Rio. Conversamos com o Haddad e o que rio precisa é de revitalização. Fazer o que precisa ser feito, mas jamais vendê-lo”, defendeu o governador.

Relação com o PT

Durante um ato de campanha no Recife, o candidato a presidência da república Fernando Haddad (PT) foi vaiado ao citar o nome de Paulo Câmara e dos familiares de Eduardo Campos, Renata e João Campos. Esse fato chamou a atenção e deixou a dúvida se o governador conseguiu consolidar plenamente uma aliança com o PT de Pernambuco após a retirada da candidatura de Marília Arraes.

Sobre o episódio, ele disse que o momento “teve uma simbologia importante porque Pernambuco sempre apoiou Lula e não seria diferente com Fernando Haddad”. O governado inclusive garantiu que o que foi visto no momento “foram atos isolados e isso não diminui nada. O PT vai ser um, grande parceiro para governar pernambuco. Vai ser meia dúzia de pessoas que vai diminuir o ato, essa galera da turma do Temer”, finalizou. 


Em Juazeiro e Petrolina, Haddad fala em avanços na educação e revitalização do Rio São Francisco

por Gabriela Canário 23 de Setembro de 2018 às 14:20
categoria: Eleições 2018

O candidato à Presidência da república, pelo Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad, fez campanha política em Juazeiro, na Bahia, e na cidade vizinha, Petrolina, em Pernambuco. Dos dois lados da Ponte Presidente Dutra, o ex-ministro da Educação no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacou a chegada da Universidade do Vale do São Francisco – a Univasf – e defendeu ainda a revitalização do Rio São Francisco.

O candidato foi recebido por Militantes na cidade baiana, onde fez um breve discurso no Vaporzinho localizado na Orla Nova da Cidade. Acompanhado dos governadores de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); da Bahia, Rui Costa (PT) e do estado do Piauí, Welington Dias (PT); ele lembrou de uma visita ao lado de Lula, enfatizando que a implantação da Univasf nas duas cidades abriu oportunidades para todos, principalmente a classe mais pobre que pode ingressar no ensino superior federal.

“Já tem mais de 10 anos que estive aqui com o presidente Lula. Foi uma época de ouro ao acesso à educação superior de qualidade. Quatro milhões de brasileiros filhos de trabalhadores e trabalhadores puderam entrar nas universidades. Quase que não era comum o acesso à educação no século 20. A gente tem que continuar educando nossa gente, porque com educação e trabalho tudo se desenvolve. Não vamos investir em ódio e intolerância. É isso que o Brasil está pedindo”, destacou.

Fernando Haddad foi acompanhado por uma multidão que foi a pé até Petrolina, onde o candidato concluiu o discurso dele na Concha Acústica, no Centro da Cidade. Na oportunidade, o petista fez críticas ao pronunciamento do vice de Bolsonaro, General Mourão (PRTB), quando o mesmo disse sobre a delinquência que, segundo ele, é resultado de mães e avós que criam filhos sozinhas. “Se tem uma mãe sozinha, nós vamos cuidar. Temos que respeitar porque 46% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres. Ela carrega nas costas duas ou três jornadas de trabalho. Nós não temos direito de deixar ninguém para trás”, enalteceu.

O presidenciável destacou ainda o Velho Chico como fonte de vida e renda, enaltecendo a importância de manter vivo o Rio da Integração Nacional. “Não vamos parar de investir no rio. Não é só levar água para os outros estados, é cuidar das nascentes. Porque se não cuidar das nascentes, o rio vai morrer. É preciso ter consciência ambiental, é preciso ter consciência educacional de que a gente precisa continuar educando a nossa gente”, destacou Haddad.


Em grupo de Whatsapp, Gabriel Menezes comenta a expulsão de Lóssio: “Cavou para alavancar a esposa”

por Karine Paixão 22 de Setembro de 2018 às 10:27
categoria: Eleições 2018

Após a notícia da expulsão do ex-prefeito e candidato ao governo do estado Júlio Lóssio do partido Rede Sustentabilidade, o vereador e candidato a deputado estadual, Gabriel Menezes (PSL), fez uma análise contundente sobre os motivos que levaram o ex-aliado a declarar apoio ao presidenciável pelo PSL, Jair Bolsonaro. Classificando a suposta manobra como “canalhice”, Menezes apontou que Lóssio buscou uma “saída honrosa” por não conseguir alavancar a candidatura a governador, alcançando o papel de vítima injustiçada.

"Não vamos cair nessa esparrela de Julio Lóssio não porque isso aí é mais uma canalhice que infelizmente a gente tem o desprazer de acompanhar nessa política sebosa desse país e infelizmente no nosso município e no nosso Estado. Júlio Lóssio não é candidato a governador pelo PSL porque não quis porque recebeu vários convites e eu sou testemunha disso. O que ele está agora é uma saída honrosa, ele cavou essa expulsão declarando apoio de alguns candidatos que apoiam Bolsonaro aqui no Estado, dizendo que tinha o apoio desses mesmos candidatos ele cavou essa expulsão pela Rede Sustentabilidade que é o partido da candidata a presidente Marina Silva. Ele cavou porque não está conseguindo alavancar sua candidatura a governador, a campanha não decola", destacou.

Ainda de acordo com Gabriel, além da saída estratégica da disputa, o ex-prefeito de Petrolina também tentaria conseguir o apoio dos apoiadores de Bolsonaro para eleger sua esposa, Andréa Lóssio, candidata a deputada estadual. "Ele já viu e quer com isso colar a imagem da esposa dele junto com os bolsonaristas de Pernambuco. Ele quer alavancar a esposa dele nessa campanha. Eu digo isso com conhecimento de causa porque o conheço".

No mesmo áudio, Gabriel Menezes ainda reforça que Lóssio teve a chance de disputar ao Governo do Estado pelo mesmo partido do presidenciável, mas não acreditou na aceitação do deputado federal durante a corrida presidencial. "Então Júlio Lóssio não é candidato do PSL porque não quis, porque não acreditou em Bolsonaro, eu sou testemunha. Ele cavou essa expulsão e agora está tentando pregar essa história de bom moço que está sendo expulso porque recebe apoio dos Bolsonaristas. Não caiamos nessa esparrela, isso aí é oportunismo, isso aí é canalhice pura", classificou.


Rede expulsa Julio Lossio e pedirá retirada da candidatura ao governo

por Karine Paixão 22 de Setembro de 2018 às 09:02
categoria: Eleições 2018

A Executiva Nacional da Rede Sustentabilidade decidiu, por unanimidade, na noite desta sexta-feira (21) a expulsão do ex-prefeito de Petrolina Julio Lossio, candidato ao governo de Pernambuco pela sigla. Segundo o Blog do Jamildo, o partido vai pedir ainda o cancelamento do registro da candidatura do agora ex-filiado. A decisão vem após o ex-prefeito ter respondido a um processo disciplinar como consequência da aliança com os apoiadores do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) no Estado.

“A decisão foi tomada após análise da defesa apresentada pelo político, que respondeu a processo ético disciplinar interno por realizar aliança não aprovada em Convenção Eleitoral com partido político adversário. O ato praticado pelo ex-filiado é infidelidade partidária de acordo com a Lei das Eleições (Lei 9.504/1997) e a Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/95), e ainda viola os princípios e valores da REDE Sustentabilidade”, diz a nota do partido divulgada no site.

Em nota enviada por sua assessoria de imprensa, Lossio disse que ainda não foi notificado da decisão. Ele não esteve na reunião que decretou sua expulsão já que esteve em agenda de campanha em Petrolina, no Sertão do Estado. Foi representado por seus advogados. O ex-prefeito chamou de “manifestação opressiva e antidemocrática” a decisão do partido, a qual disse não ter respeitado, segundo ele, a ampla defesa e o devido processo legal. O político que se filiou à Rede neste ano disse que vai continuar a sua campanha “normalmente até a decisão da Justiça Eleitoral”.

“Confio no Poder Judiciário e tenho convicção de que esse ato arbitrário será revisto pelo Egrégio Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco. Os partidos políticos não podem pregar a democracia da ‘porta pra fora’ e funcionar com uma ditadura da ‘porta pra dentro’. A democracia intrapartidária exige respeito aos direitos fundamentais dos filiados, tal como previsto na nossa Constituição”, diz em nota o ex-prefeito.

Com 3% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha, Julio Lossio aparece em terceiro lugar na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas atrás do senador Armando Monteiro Neto (PTB), com 31%, e do governador Paulo Câmara (PSB), com 35%. Enquanto Armando Monteiro ainda não anunciou quem apoiará na eleição presidencial, Paulo Câmara pede votos para os ex-prefeito Fernando Haddad (PT). Nessa quarta-feira (19), o candidato participou do anúncio oficial do apoio do coronel Luiz Meira (PRP), candidato a deputado federal, e do empresário Gilson Neto (PSL) à sua postulação.

Os dois são aliados de Jair Bolsonaro e queriam montar um palanque para o presidenciável do PSL em Pernambuco. O coronel Meira chegou a lançar sua pré-candidatura ao governo do Estado e Gilson Neto ao Senado, mas os seus partidos rifaram as postulações. O PRP optou por apoiar o atual governador e o PSL preferiu se aliar a Armando.

Lossio esperava com o apoio conseguir votos do eleitorado de Bolsonaro e somar aos dos eleitores da ex-senadora Marina Silva (Rede), a quem reforçou que continuava a apoiar. Em Pernambuco, o capitão do Exército tem 17% das intenções de voto atrás de Fernando Haddad, que lidera com 26%, segundo último levantamento do JC/Ibope/TV Globo divulgado nessa terça-feira (18). Já Marina Silva, que antes liderava, aparece com 8% atrás do ex-governador Ciro Gomes (PDT), com 12%. A candidata da Rede vem apresentando a mesma tendência de queda registrada nas pesquisas nacionais.

Confira a nota de Lossio na íntegra

“Apesar de ainda não ter sido notificado da decisão, em relação à publicação feita no site da REDE Sustentabilidade, venho esclarecer:

A legislação garante que um filiado a partido político somente pode ser expulso por processo disciplinar em sejam garantidos o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal.

Contudo, numa manifestação opressiva e antidemocrática, a REDE decidiu pela minha expulsão sumária, sem nenhum respeito a essas sagradas garantias constitucionais.

A campanha seguirá normalmente até a decisão da Justiça Eleitoral, quem efetivamente tem competência para dar a palavra final sobre o tema e deliberar sobre eventual pedido de cancelamento de registro de candidatura.

Confio no Poder Judiciário e tenho convicção de que esse ato arbitrário será revisto pelo Egrégio Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco.

Os partidos políticos não podem pregar a democracia da “porta pra fora” e funcionar com uma ditadura da “porta pra dentro”. A democracia intrapartidária exige respeito aos direitos fundamentais dos filiados, tal como previsto na nossa valorosa Constituição.

Julio Lossio

Candidato a Governador de Pernambuco”


Alckmin e Rabelo estarão no Recife amanhã (21)

por Neya Gonçalves 20 de Setembro de 2018 às 16:06
categoria: Eleições 2018

A UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – recebe, nesta sexta-feira, 21 de setembro, no Recife, o candidato à presidência do Brasil, Geraldo Alckmin (PSDB), e, representando o também presidenciável Álvaro Dias, o vice da chapa do PODE, Paulo Rabelo.  Os postulantes vão tratar sobre a distribuição das cargas tributárias do país e discutir políticas para pessoas com deficiência, respectivamente. As discussões visam promover debates sobre os temas propostos, afim de que os participantes, além de escutarem as propostas, possam interagir e fazer questionamentos e sugestões.

Alckmin chega ao Recife na data que marca do Dia da Pessoa com Deficiência. Para a ocasião, o médico e candidato, vai abordar o tema das Políticas para Pessoas com Deficiência, quando terá um encontro com mães e responsáveis por crianças e adolescentes com microcefalia e outras doenças raras. O elegível do PSDB estará acompanhado pelo deputado federal Bruno Araújo, deputada estadual Terezinha Nunes e a deputada estadual em São Paulo Mara Gabrilli.

Em frente ao auditório do bloco C, onde o elegível fara sua explanação, será montada uma sala de acolhimento. Durante a palestra, estudantes dos cursos de Saúde da UNINASSAU ficarão responsáveis pelas crianças para que seus pais possam participar do debate e discutir as necessidades que enfrentam.

Paulo Rabelo, candidato à vice-presidência pelo Podemos, tem como tema: “Investimento para todos - a Salvação do Nordeste Brasileiro segundo a constituição”. A problemática implica na distribuição da carga tributária brasileira. A Constituição Federal estabelece no seu artigo 165, § 7º, que os investimentos federais, em cada região, devem ser feitos proporcionais à população das regiões. O Nordeste tem 27,8% (Censo-2010) da população brasileira e só recebe 6,85% dos investimentos da União.

Complementando a pauta em debate, Rabelo participará de um ato simbólico em frente ao impostômetro que está instalado no bloco B da UNINASSAU, quando, em manifesto, pedirá pela redistribuição correta dos recursos arrecadados, como manda a constituição. O candidato fará uma comparação e exposição do que se é recebido e o que é devido no Impostômetro em Percentual e de forma numérica.


Maurício Randes diz ser terceira via, nega acordo e afirma que chegará ao segundo turno: “Pesquisa já errou muito”

por Karine Paixão 20 de Setembro de 2018 às 11:55
categoria: Eleições 2018

Apresentando-se como uma terceira via em meio a uma disputa polarizada entre o governador Pulo Câmara (PSB) e o senador Armando Monteiro, Maurício Rands (PROS) nega tocar uma candidatura de fachada e acredita no crescimento das adesões do eleitorado na reta final, chegando ao segundo turno. Em entrevista ao Nossa Voz na manhã desta quinta-feira (20), o advogado, que esteve fora do cenário político desde que renunciou ao mandato de deputado federal em 2012 por discordar da condução do PT (partido ao qual pertencia) nas eleições municipais daquele ano, relevou ter a pretensão inicial de disputar ao Senado, mas aceitou o desafio de encabeçar a majoritária proporcionando um palaque para o presidenciável Ciro Gomes (PDT) em Pernambuco. 

“A política de Pernambuco precisa mudar, o pernambucano está desanimado, está atemorizado, mal atendimento na saúde pública, não está contente com os rumos do Estado, mas também, parte da população espera uma alternativa que não seja uma guinada a uma posição conservadora, uma volta às práticas do passado. As pessoas percebem que a política foi ao fundo do poço e preferem uma alternativa que está sendo colocada em meio a duas grandes estruturas. A candidatura do atual governador e a candidatura do senador Armando, mas nós estamos começando nos conectar com a população que quer uma política diferente feita por pessoas comuns, sem essas super coligações que depois de eleitas cobram um preço, um loteamento da máquina pública e o desperdício de recursos que podem ser canalizados para projetos de infraestrutura, segurança, educação e lazer”, detalhou. 

 

Segundo Rands, a rifada de Marília Arraes da disputa pelo Governo de Pernambuco, mudou seus planos. “Essa manobra autoritária do PT e PSB de tirar Marília teve o objetivo também de negar o tempo e a coligação do PSB à candidatura de Ciro Gomes e aí eu fui chamado. A princípio fui convidado a disputar uma vaga no Senado, mas depois da violência de retirar a candidatura de Marília, fizeram o apelo para que eu aceitasse o desafio da candidatura a governador”. 

O candidato também garante não se intimidar com os números apontados pelas pesquisas de intenção de voto, ressaltando a expectativa de seguir para o segundo turno. “Tenho a convicção de que estamos no caminho certo, fazendo uma campanha austera, campanha dizendo a verdade, usando os meios tecnológicos e participando de programas importantíssimos como o Nossa Voz. Vamos sim crescer na reta final e no momento certo. O eleitor não vai deixar que pesquisa decida por ele, até porque pesquisa já errou muito. Errou na Inglaterra, errou na eleição do maluco do Trump, nos EUA, errou nas recentes eleições extraordinárias aqui no Brasil, no Tocantins, Amazonas e Cabo Frio”.

Rands também minimizou a permanência de filiados do seu partido e do PDT com quem está coligado no governo Paulo Câmara. “O fato de ter alguns militantes, que não são muito do PROS, são do PDT, que continuam no governo é a comprovação de que não sou coronel do asfalto, que não posso mandar nas pessoas e se tem uma ou outra que participa do governo eu não tenho o poder de obrigá-las a pedir desligamento”. 

Ao analisar a atual administração estadual, Maurício Rands destacou a falta de protonismo de Câmara, crítica já feita pelos integrantes da frente de oposição Pernambuco vai Mudar. “Estou colocando uma alternativa, demonstrando onde o governo atual erra, onde é insuficiente, perdeu protagonismo político, segue muito na lógica burocrática, é um governo que não soube criar um Pernambuco ambiente, atrativo para os negócios e investimentos. É um governo muito cadenciado, uma cadência lenta, muito burocrático. Então estou apresentando uma alternativa de superação desse governo insuficiente para os pernambucanos”, classificou. 


Candidato à reeleição, Fernando Filho comenta valores elevados de doações para campanha: 'pessoas que se identificam'

por Gabriela Canário 20 de Setembro de 2018 às 10:52
categoria: Eleições 2018

Candidato à reeleição pelo Democratas, o Deputado Federal Fernando Filho recebeu do partido o valor de R$ 840 mil para gastos com a campanha. O restante do total de recursos recebidos, declarados no valor de R$ 1.422.428,00, foi adquirido através de doações de pessoas físicas. Algumas doações individuais alcançam, inclusive, a marca de R$ 100 mil reais, totalizando R$ 652.428,00.

De acordo com o candidato, tudo está conforme prevê a legislação eleitoral e que são provenientes de “pessoas que se identificam e reconhecem o trabalho” dele enquanto político. “Eu tive a oportunidade de mostrar o meu trabalho ao longo desse período e fiz o pedido de doação. As doações foram feitas conforme manda a legislação eleitoral em vigor no país. Elas [pessoas contribuintes] não têm nada a esconder e eu também não. A gente tem pessoas que se dispõem a ajudar”, explicou.

Reforma da Previdência – pela continuidade dos Direitos Adquiridos

Sobre o fato de o governo Temer tentar, desde o ano passado, aprovar a reforma da previdência, sendo que, depois de vários adiamentos, a previsão é que ela seja apreciada no plenário da Câmara dos Deputados após as eleições, Fernando Filho disse que é preciso, sim, uma modificação, mas disse ser contra a retirada dos direitos que já foram adquiridos. “Sou contra mexer nos direitos do trabalhador rural, tirar o direito de quem tem direito adquirido, mexer no benefício continuado da previdência. [É preciso] fazer uma medida que garanta que quem está aposentado continue recebendo. Esse debate precisa ser feito de forma correta. O que vamos defender é que ela [reforma] tem que preservar os direitos adquiridos pelas pessoas”, destacou o deputado.

A favor de empresas autossuficientes

No período em que Fernando Filho foi Ministro de Minas e Energia foi instituída a política de preços da Petrobras onde os reajustes acontecem com maior frequência, inclusive diariamente, refletindo sobretudo o preço internacional e o câmbio. Desde o início da nova metodologia, o preço da gasolina nas refinarias acumula alta de 69,62%. Em contrapartida, o político defende o lucro alcançado pela estatal sob sua gestão à frente do Ministério de Minas e energia. Entretanto, para ele, é preciso que as empresas sejam autossuficientes e que o Governo se preocupe com outras prioridades do país. “Eu defendo empresa estatal que possa se virar sozinha. Papel do Governo não é cuidar de empresa de energia, de empresa de exploração. Papel do governo é cuidar da saúde e educação. Eu defendo um estado eficiente”, explicou.

'Disciplinamento do Governo'

Como Deputado Federal, Fernando Filho votou a favor da chamada “PEC do congelamento”, a PEC 241 (proposta de emenda a constituição), que impõe limite ao gasto público. Segundo o político, a medida não vai desdobrar-se em resultados negativos e que esta é uma forma de “disciplinar [os gastos] do Governo”. “Tem muito gasto dentro do Governo e a gente está procurando crescer os investimentos dentro da realidade porque uma hora a conta chega. É preciso disciplinar o governo”, enalteceu.


Pesquisa Datafolha em PE: Paulo Câmara, 35%; Armando Monteiro, 31%

por Gabriela Canário 20 de Setembro de 2018 às 08:58
categoria: Eleições 2018

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (20) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto para o governo de Pernambuco: 

Os candidatos Paulo Câmara e Armando Monteiro estão empatados tecnicamente.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo”. É o terceiro levantamento Datafolha realizado depois da oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral.

No levantamento anterior, feito de 4 a 6 de setembro, os percentuais de intenção de votos eram os seguintes:


  • Paulo Câmara (PSB): 34%

  • Armando Monteiro (PTB): 25%

  • Julio Lossio (Rede): 2%

  • Maurício Rands (PROS): 2%

  • Ana Patrícia Alves (PCO): 1%

  • Simone Fontana (PSTU): 1%

  • Dani Portela (PSOL): 1%

  • Branco/nulo: 26%

  • Não sabe: 6%

Sobre a pesquisa desta quinta-feira, 20


  • Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos

  • Quem foi ouvido: 1.232 eleitores de 50 municípios de Pernambuco, com 16 anos ou mais

  • Quando a pesquisa foi feita: 18 e 19 de setembro

  • Registro no TSE: PE-09351/2018

  • O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro

Espontânea

Na modalidade espontânea da pesquisa Datafolha (em que o pesquisador somente pergunta ao eleitor em quem ele pretende votar, sem apresentar a relação de candidatos), o resultado foi o seguinte:


  • Paulo Câmara (PSB): 19%

  • Armando Monteiro (PTB): 13%

  • Outros: 10%

  • Branco/nulo/nenhum: 19%

  • Não sabe: 39%

Rejeição

A Datafolha também mediu a taxa de rejeição (o eleitor deve dizer em qual dos candidatos não votaria de jeito nenhum). Nesse item, os entrevistados puderam escolher mais de um nome, por isso, os resultados somam mais de 100%. Veja os índices:


  • Simone Fontana (PSTU): 33%

  • Dani Portela (PSOL): 32%

  • Paulo Câmara (PSB): 31%

  • Julio Lossio (Rede): 31%

  • Ana Patrícia Alves (PCO): 30%

  • Maurício Rands (PROS): 29%

  • Armando Monteiro (PTB): 23%

  • Rejeita todos/não votaria em nenhum: 10%

  • Votaria em qualquer um/não rejeita nenhum: 1%

  • Não sabe: 9%

Simulações de segundo turno

• Paulo Câmara (PSB): 42% x 39% Armando Monteiro (PTB) (branco/nulo: 15%; não sabe: 4%)

A Datafolha também ouviu eleitores em Pernambuco a respeito da disputa para o Senado.

G1 PE


Rede decide nesta quinta-feira se Julio Lóssio será expulso do partido

por Gabriela Canário 20 de Setembro de 2018 às 07:50
categoria: Eleições 2018

Comandado por Marina Silva, a Rede Sustentabilidade deu um prazo de 24 horas para que o candidato ao governo pelo partido em Pernambuco, Julio Lóssio, apresente defesa e explique porque fez aliança com pessoas ligadas ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que tem as propostas contestadas por Marina. Segundo o coordenador geral e porta-voz nacional da Rede, Pedro Ivo, há indícios de que Lóssio cometeu infidelidade partidária e, por isso, pode ser expulso da legenda e ter o registro de candidatura cancelado. Pedro Ivo é considerado braço direito de Marina Silva e falou com o Diario de Pernambucopor telefone. Ele ressaltou que há material publicitário de Lóssio - nas redes sociais, na imprensa, em vídeos e carros – que mostram o postulante ao cargo de governador ao lado de Bolsonaro.  



Questionado se a eventual expulsão não prejudicaria o palanque de Marina em Pernambuco, Pedro Ivo respondeu: “Tem coisas que estão acima da eleição. Se vai ter candidato não, vamos ver depois da defesa dele. Mas a Rede segue a democracia. Além dele descumprir a legislação eleitoral, não é cabível uma aliança com um grupo com o qual a Rede não está coligado e que não defende como princípio a democracia. Mas não posso antecipar a decisão porque ele vai apresentar a defesa dele”, declarou. Pedro Ivo frisou que a reunião da executiva será na noite de hoje, a partir das 20h, e deve reunir cerca de 25 pessoas.   



A notificação enviada pela Rede a Lóssio leva também a assinatura da coordenadora geral e porta-voz da Rede nacionalmente, Laís Alves Garcia. Tanto ela como Pedro Ivo consideraram um retrocesso democrático o apoio recebido por Lóssio por bolsonaristas, como o coronel Luiz Meira, que faz dobradinha com a esposa do candidato, Andrea Lóssio (Rede), para concorrer a uma vaga de deputado federal, enquanto ela vai disputar um cargo para a Assembleia Legislativa.  



Um trecho da nota diz o seguinte: “A Executiva Nacional da Rede Sustentabilidade solicita a V.Sa. manifestação, no prazo de 24 (vite e quatro) horas sobre os fatos mencionados, que configuram possível violação do Estatuto da Rede Sustentabilidade, em que há indícios de infidelidade partidária. Esclarecemos que a não manifestação pode ensejar abertura de processo disciplinar e consequente expulsão do quatro partidário e o cancelamento do registro de candidatura ao governo do estado de Pernambuco”. 



No lançamento da candidatura de Luiz Meira, Lóssio disse que, na Rede, há infiltrados que defendem a candidatura do governador Paulo Câmara e querem voltar ao governo. De acordo com ele, no PT, quem fazia jogo duplo era chamado de queijo do reino. Na rede, é “laranja-lima”. Em texto, Lossio desafabou e a reportagem mostra alguns trechos. “Infelizmente, parte dos integrantes da Rede gostariam que nossa campanha fosse algo apenas para fazer papel coadjuvante e servir ao projeto do PSB. Eles tinham cargos no governo e parecem querer voltar aos braços do Palácio das Princesas (…) Infelizmente, eles perceberam que esse apoio do Coronel Meira e simpatizantes dele e da candidatura de Bolsonaro podem nos levar ao segundo turno e eles têm pavor em contrariar o Palácio das Princesas”. Em outro momento, o candidato critica. “Não aceito ser cabresto. No Rio, a Rede pode apoiar Romário que tem outro presidente. No Acre, nosso senador Randolfe caminha com o DEM que vota em Alckmin. Aqui em Pernambuco, eu, que voto em Marina não, posso receber apoio?”

Diário de PE