| Última edição: 12/07/21 - 12:34

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Filme de cineasta brasileiro é aplaudido por 15 minutos em Cannes

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“A recepção foi de um calor maior do que o calor de Fortaleza”, disse Karim Aïnouz, cearense à frente do longa Marinheiro das Montanhas

Foto: Divulgação/ Reprodução / Rogerio Resende

O novo filme do diretor brasileiro Karim Aïnouz, Marinheiro das Montanhas, foi aplaudido por 15 minutos após sua exibição no Festival de Cannes. O longa participou do evento em sessão especial.

“O que eu poderia esperar mais de um filme do que esse tipo de recepção? Foi um calor maior do que o calor de Fortaleza”, declarou o diretor ao G1.

Foto: Divulgação/ Reprodução / Rogerio Resende

A produção é um diário de viagem filmado na primeira visita de Aïnouz à Argélia, país onde o pai dele nasceu, e conta com registros do passeio, filmagens caseiras, fotografias de família e arquivos históricos.

Durante o filme, o cineasta relembra a história de amor de seus pais, discute a guerra pela independência argelina e pontua os contrastes entre a região de Cabília, no país africano, e Fortaleza, cidade natal do diretor e de sua mãe, Iracema.

“Marinheiro das Montanhas é um filme íntimo, talvez seja o meu primeiro filme. O filme que sempre sonhei em fazer e que só consegui realizar muitos anos depois”, disse ao público antes da exibição.

Walter Salles e Karim Aïnouz no Festival de Cannes — Foto: Soraya Ursine/Divulgação
Foto: Soraya Ursine/Divulgação

“Essa história de amor entre os meus pais habitou meu imaginário desde que eu me entendo por gente e de alguma forma transformá-la em filme foi o que me levou para o cinema”, continuou.

O filme é uma produção da VideoFilmes, com coprodução da Globo Filmes e distribuição da Gullane.

Foto: Thomas Lohnes/Getty Images

Esta não é a primeira vez que Karim Aïnouz participa do evento francês, um dos mais importantes do cinema mundial. Além de ter ganhado o prêmio de Melhor Filme da mostra Um Certo Olhar em 2019 com A Vida Invisível, ele também exibiu em Cannes seu primeiro longa, Matame Satã (2002), e O Abismo Prateado (2011).

O diretor tem uma forte conexão com o Distrito Federal. Ele estudou arquitetura e urbanismo na Universidade de Brasília (UnB). Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, ele falou sobre vida profissional e deu detalhes de sua ligação com a capital.

(Fonte: Metrópoles)