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Calendário PIS-Pasep 2018-2019: começa pagamento de abono para nascidos em outubro

por Gabriela Canário 18 de Outubro de 2018 às 14:47
categoria: Nacional

Começa a ser pago nesta quinta-feira (18) o abono salarial PIS do calendário 2018-2019, ano-base 2017, para os trabalhadores da iniciativa privada nascidos em outubro. No caso do Pasep, que é pago para servidores públicos por meio do Banco do Brasil, o pagamento começa para quem tem final da inscrição 3. O PIS é pago na Caixa Econômica Federal.

De acordo com o calendário, os nascidos nos meses de julho a dezembro receberão o PIS ainda no ano de 2018. Já quem nasceu entre janeiro e junho receberá o PIS no 1º trimestre de 2019. Em qualquer situação, o recurso ficará à disposição do trabalhador até 28 de junho de 2019, prazo final para o recebimento.

O valor do abono varia de R$ 80 a R$ 954, dependendo do tempo em que a pessoa trabalhou formalmente em 2017.

Segundo o Ministério do Trabalho, ao todo, serão pagos R$ 18,1 bilhões para 23,5 milhões de trabalhadores.

Tabela PIS 2018-2019 — Foto: Reprodução

Tabela PIS 2018-2019 — Foto: Reprodução

Tabela Pasep 2018-2019 — Foto: Reprodução

Tabela Pasep 2018-2019 — Foto: Reprodução

Quem tem direito

Tem direito ao abono salarial quem recebeu, em média, até dois salários mínimos mensais com carteira assinada e exerceu atividade remunerada durante, pelo menos, 30 dias em 2017. É preciso ainda estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter os dados atualizados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), ano-base 2017.

Trabalhadores da iniciativa privada retiram o dinheiro na Caixa Econômica Federal, e os servidores públicos, no Banco do Brasil. É preciso apresentar um documento de identificação e o número do PIS/Pasep.

No caso do PIS, para quem é correntista da Caixa, o pagamento é feito 2 dias antes do restante dos outros trabalhadores. Já no caso do Pasep, o crédito em conta para correntistas do Banco do Brasil será efetuado a partir do 3º dia útil anterior ao início de cada período de pagamento.

Valor depende dos meses trabalhados

O valor do abono é associado ao número de meses trabalhados no exercício anterior. Portanto, quem trabalhou um mês no ano-base 2017 receberá 1/12 do salário mínimo. Quem trabalhou 2 meses receberá 2/12 e assim por diante. Só receberá o valor total quem trabalhou o ano-base 2017 completo.

Por exemplo, se o período trabalhado foi de 12 meses, vai receber o valor integral do benefício, que é de um salário mínimo (R$ 954). Se trabalhou por apenas um mês, vai receber o equivalente a 1/12 do salário (R$ 80), e assim sucessivamente.

Rendimentos do PIS

De acordo com a Caixa, quando o saque do PIS não é efetuado, o valor é incorporado ao saldo de quotas. Ao final do exercício financeiro (28 de junho), após a atualização do saldo, os rendimentos são disponibilizados para saque no novo calendário. Os rendimentos variam conforme o saldo existente na conta do PIS vinculada ao trabalhador.

Para saber se tem direito e como sacar

Para sacar o abono do PIS, o trabalhador que possuir Cartão do Cidadão e senha cadastrada pode se dirigir aos terminais de autoatendimento da Caixa ou a uma casa lotérica. Se não tiver o Cartão do Cidadão, pode receber o valor em qualquer agência da Caixa, mediante apresentação de documento de identificação.

Informações sobre o PIS também podem ser obtidas pelo telefone 0800-726-02-07 da Caixa. O trabalhador pode fazer uma consulta ainda no site www.caixa.gov.br/PIS, em Consultar Pagamento. Para isso, é preciso ter o número do NIS (PIS/Pasep) em mãos.

Os servidores públicos que têm direito ao Pasep precisam verificar se houve depósito em conta. Caso isso não tenha ocorrido, precisam procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações sobre o Pasep podem ser obtidas pelo telefone 0800-729 00 01, do Banco do Brasil.

Abono salarial 2017-2018

Está aberto ainda o prazo de saque do abono salarial do calendário 2017-2018, ano-base 2016. Os trabalhadores poderão retirar o dinheiro até 30 de dezembro.

Quase 2 milhões de trabalhadores não sacaram o benefício, o que corresponde a 7,97% do total de pessoas com direito ao recurso, segundo o Ministério do Trabalho. O valor ainda disponível chega a R$ 1,44 bilhão.

Tem direito ao abono salarial ano-base 2016 quem estava inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos; trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2016 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos; e teve seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).


Defesa pede ao STF para anular indiciamento de Temer pela Polícia Federal

por Gabriela Canário 18 de Outubro de 2018 às 08:45
categoria: Nacional

A defesa de Michel Temer pediu nesta quarta-feira (17) ao Supremo Tribunal Federal para anular o ato de indiciamento do presidente pela Polícia Federal.

A PF indiciou Temer e mais 10 pessoas por integrarem um suposto esquema que atuou para beneficiar empresas do setor portuário, envolvendo a edição de um decreto, em troca de propina (leia detalhes mais abaixo).

Os advogados do presidente pediram a "a imediata decretação da nulidade do indiciamento" por considerarem que a PF usurpou a competência do Supremo ao indiciar sem autorização do tribunal.

"Chamou a atenção a decisão da autoridade policial de proceder diretamente o indiciamento do requerente, sem qualquer autorização de vossa excelência, ou mesmo pedido neste sentido por parte a Douta Procuradoria Geral da República, usurpando a competência exclusiva desta Suprema Corte", diz o documento enviado ao STF.

Para a defesa, "está claro, pois, que a autoridade polícial não dispõe de competência para formalização de ato de indiciamento contra o requerente, o qual, por isso mesmo, deve ser tornado sem efeito de forma imediata".

Em 2007, o plenário do STF decidiu que a polícia não poderia indiciar autoridades com foro. Em 2016, o ministro Teori Zavascki chegou a suspender o indiciamento do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) feito pela PF.

Defesa diz que não há elementos contra Temer

Segundo os advogados, o relatório da PF tem mais de 800 páginas e, por isso, a defesa "ainda não teve tempo de analisar o seu inteiro teor".

Mas destaca que "o senhor presidente da República não praticou qualquer dos delitos que lhe foram atribuídos e que, seguramente, não há elementos suficientes para justificar a conclusão lá exposta".

Indiciamento

No relatório, a Polícia Federal afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) haver indícios de que o presidente praticou os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Temer é alvo de um inquérito aberto no passado para investigar supostas irregularidades na edição de um decreto sobre o setor de portos.

A suspeita é que o decreto foi editado para favorecer empresas específicas que atuam no porto de Santos (SP), o que o presidente sempre negou.

Entre outros pontos, a Polícia Federal afirma ter identificado repasses de R$ 5,6 milhões para Temer entre 2000 e 2014, além de repasses de R$ 17 milhões em propina ao MDB.

G1


Imposto de Renda 2018: Receita paga 5º lote de restituições nesta segunda

por Gabriela Canário 15 de Outubro de 2018 às 09:07
categoria: Nacional

A Secretaria da Receita Federal paga nesta segunda-feira (15) as restituições referentes ao quinto lote do Imposto de Renda de Pessoas Físicas de 2018. Este lote também inclui restituições residuais de 2008 a 2017. As consultas foram liberadas no último dia 5.

CONSULTE O SITE DA RECEITA

Ao todo, serão pagos R$ 3,3 bilhões para 2.532.716 contribuintes. Desse valor total, R$ 3,157 bilhões referem-se ao quinto lote do IR de 2018, que contemplará 2.459.482 contribuintes.

Do valor total de restituições, a Receita Federal informou que R$ 171 milhões referem-se aos contribuintes idosos, com mais de 60 anos, ou com alguma deficiência física, mental ou moléstia grave, além daqueles cuja maior de renda seja o magistério.

Depois dos idosos, contribuintes com deficiência física, mental, moléstia grave ou cuja principal fonte de renda seja o magistério, que têm prioridade no recebimento das restituições, recebem os contribuintes que enviaram a declaração no início do prazo, sem erros, omissões ou inconsistências, se tiverem direito a ela.

A Receita Federal recebeu 29.269.987 declarações do Imposto de Renda dentro do prazo legal neste ano, número acima da expectativa inicial de receber 28,8 milhões de declarações em 2018.

Malha fina

A Receita Federal informou que está notificando, por meio de cartas, cerca de 383 mil contribuintes que caíram na malha fina do 2018, para cobrar débitos no valor de R$ 300 milhões.

Nos últimos anos, a omissão de rendimentos foi o principal motivo para cair na malha fina, seguido por inconsistências na declaração de despesas médicas.

Para saber se está na malha fina, os contribuintes podem acessar o "extrato" do Imposto de Renda no site da Receita Federal no chamado e-CAC (Centro Virtual de Atendimento).

Para acessar o extrato do IR é necessário utilizar o código de acesso gerado na própria página da Receita Federal, ou certificado digital emitido por autoridade habilitada.

Após verificar quais inconsistências foram encontradas pela Receita Federal na declaração do Imposto de Renda, o contribuinte pode enviar uma declaração retificadora. Quando a situação for resolvida, o contribuinte sai da malha fina e, caso tenha direito, a restituição será incluída nos lotes residuais do Imposto de Renda.

G1


Ministro Lewandowski autoriza Lula a conceder entrevista para Folha de S.Paulo

por Gabriela Canário 29 de Setembro de 2018 às 12:31
categoria: Nacional

Diário de PE

O ministro do STF Ricardo Lewandowski autorizou o ex-presidente Lula a conceder entrevista para a Folha de São Paulo. O petista está preso desde 7 de abril, na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba após ter sido condenado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso triplex, investigação no âmbito da Lava Jato.

A Folha da Manhã (Grupo Folha) e a colunista Mônica Bergamo haviam requerido uma realização de entrevista jornalística com Lula, na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. O ex-presidente teria concordado 'expressamente' com o encontro. 

No entanto, o pedido foi negado pela 12ª Vara Criminal Federal de Curitiba alegando que 'não há previsão constitucional ou legal que embase direito do preso à concessão de entrevistas ou similares'. Além de suposta ilegitimidade dos reclamantes para o auto. O jornal argumentou ao STF que o entendimento da Vara afronta decisão da corte na ADPF 130, que discutiu a Lei de Imprensa.

A decisão assinada, nesta manhã, por Lewandowski ajuiza a reclamação em favor da empresa Folha de São Paulo, comunicando ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região que a jornalista, acompanhada dos equipamentos necessários à captação de aúdio, vídeo e fotojornalismo, tenha acesso ao e-presidente Lula, caso seja de seu interesse.



Confira o documento:

 








 

 








 

Desemprego recua para 12,1% em agosto, mas ainda atinge 12,7 milhões de pessoas, diz IBGE

por Gabriela Canário 29 de Setembro de 2018 às 12:25
categoria: Nacional

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 12,1% no trimestre encerrado em agosto, mas ainda atinge 12,7 milhões de brasileiros, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foi a quinta queda mensal seguida e trata-se da menor taxa de desemprego registrada no ano.

O contingente de desempregados é 4% menor que o registrado no trimestre encerrado em maio (529 mil pessoas a menos). Já na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, quando havia 13,1 milhões de desempregados no país, a população desocupada caiu 3,1% (menos 406 mil pessoas).

O resultado ficou ligeiramente melhor do que a média das expectativas de 26 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, que apontava uma taxa de 12,2%.

A população ocupada cresceu 1,3% (mais 1,2 milhão de pessoas) em relação ao trimestre móvel anterior, atingindo 92,1 milhões de brasileiros. Em relação ao mesmo trimestre de 2017, houve alta de 1,1% (mais 1 milhão de pessoas).

 

"Esse seria um quadro favorável se o aumento da ocupação não viesse acompanhado de informalidade... ainda apresenta vagas de baixa qualidade", destacou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.

 

Os dados do IBGE mostram que a queda da taxa de desemprego tem sido puxada não por empregos com carteira assinada, e sim por vagas informais, pelo trabalho por conta própria ou doméstico.

Número de desalentados segue recorde

O número de desalentados (que desistiram de procurar emprego), que havia batido recorde no mês passado, se manteve estável em 4,8 milhões, segundo o IBGE. Em 1 ano, entretanto, a alta é de 13,2% (mais 555 mil pessoas).

 

"A Pnad mostra que o número de pessoas na fila do desemprego nos últimos dois anos vem aumentando. Uma parcela da população se cansa dessa fila e desiste de procurar”, destacou Azeredo.

 

O contingente fora da força de trabalho também se manteve estável no trimestre encerrado em agosto. O número de brasileiros que nem trabalham nem procuram emprego segue no patamar recorde de 65,5 milhões, um aumento de 1 milhão em 1 ano.

Trabalho sem carteira é o que mais cresce

O número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (33 milhões) cresceu 0,6% (mais 193 mil pessoas) na comparação com o trimestre de março a maio, mas caiu 1,3% (-444 mil pessoas) ante o mesmo trimestre de 2017.

O número de trabalhadores sem carteira assinada (11,2 milhões) também ficou estável em relação ao trimestre anterior e subiu 4% (mais 435 mil pessoas) em relação ao mesmo trimestre do ano passado.

Já a categoria dos trabalhadores por conta própria (23,3 milhões) cresceu 1,5% em relação ao trimestre anterior e aumentou 1,9% (mais 437 mil pessoas) na comparação anual.

A categoria dos empregadores (4,4 milhões de pessoas) apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, houve alta de 5,2%, representando um adicional estimado de 220 mil pessoas.

Na semana passada, o Ministério do Trabalho informou que o Brasil gerou em agosto 110.431 empregos com carteira assinada, o melhor resultado para o mês nos últimos cinco anos.

No acumulado do ano, segundo o governo, foram criadas 568,5 mil vagas formais. No entanto, o cenário é de lentidão do mercado de trabalho e incertezas diante de uma atividade econômica que não consegue engrenar em um ritmo intenso.

Candidatos formaram filas quilométricas em busca de emprego em Fortaleza. — Foto: Alessandro Torres

Candidatos formaram filas quilométricas em busca de emprego em Fortaleza. — Foto: Alessandro Torres

Número recorde de subocupados

A taxa de subutilização ficou em 24,4% no trimestre de junho a agosto, se mantendo perto da estabilidade em relação ao trimestre de março a maio de 2018 (24,6%), o que significa que ainda falta trabalho no país para 27,5 milhões de brasileiros.

Veja o que são considerados trabalhadores subutilizados e quantos estavam nessa condição no trimestre encerrado em julho:


  • 12,7 milhões de desempregados: pessoas que não trabalham, mas procuraram empregos nos últimos 30 dias

  • 6,7 milhões de subocupados: pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais;

  • 8,1 milhões de pessoas que poderiam trabalhar, mas não trabalham (força de trabalho potencial): grupo que inclui 4,8 milhões de desalentados (que desistiram de procurar emprego) e outras 3,3 milhões de pessoas que podem trabalhar, mas que não têm disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.

A contribuição da queda do número de desempregados foi praticamente eliminada pelo aumento do número de pessoas subocupadas por insuficiênia de horas trabalhadas, que cresceu 5,3% em 3 meses, ou seja, um adicional de 338 mil pessoas. Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado houve alta de 8,9% (mais 548 mil pessoas).

Segudo Azeredo, o número de pessoas que trabalham menos de 40 horas e querem trabalhar mais (6,7 milhões) é o número mais alto da série do IBGE, iniciada em 2012.

Coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo — Foto: Carlos Brito/G1

Coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo — Foto: Carlos Brito/G1

Crescimento do trabalho doméstico

O número de trabalhadores domésticos, estimado em 6,3 milhões de pessoas, cresceu 2,7% (165 mil a mais) em 3 meses. Em 1 ano, a alta é de 3,1% (191 mil a mais).

 

"O trabalho doméstico, que é um indicador da economia em tempos de crise, da falta de oportunidade no mercado de trabalho, volta a subir - e agora com o rendimento em queda. Ou seja, há mais trabalhadores domésticos no Brasil, mas com menos renda”, avaliou Azeredo.

 

Por grupamentos de atividade, outros destaques na comparação com o trimestre de março a maio foram: agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (3,0%, ou mais 252 mil pessoas), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,3%, ou mais 361 mil pessoas) e Serviços domésticos (2,5%, ou mais 154 mil pessoas).

Na comparação anual, houve aumento categorias: administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (3,0%, ou mais 473 mil pessoas) e outros serviços (5,8%, ou mais 260 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Renda estagnada

O rendimento médio real do trabalhador foi estimado em R$ 2.225 no trimestre de junho a agosto, apresentando segundo o IBGE estabilidade frente ao trimestre de março a maio de 2018 (R$ 2.216) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.196). A massa de rendimentos (R$ 199,9 bilhões) também permaneceu estagnada.


Toffoli toma posse como presidente do STF

por Karine Paixão 14 de Setembro de 2018 às 07:12
categoria: Nacional

O ministro Dias Toffoli afirmou nesta quinta-feira (13), em discurso de posse na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) que o Judiciário não é "mais nem menos" que os demais poderes, com os defendeu a harmonia e o respeito mútuo.

Toffoli comandará o STF pelos próximos dois anos, acumulando também o cargo de presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O ministro Luiz Fux tomou posse como vice-presidente.

"Não somos mais nem menos que os outros poderes. Com eles e ao lado deles, harmoniosamente, servimos ao povo e à nação brasileira. Por isso, nós, juízes, precisamos ter prudência", afirmou.

Indicado para o STF em 2009 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Toffoli é considerado pelos colegas um bom gestor e um ministro de perfil conciliador.

No discurso de posse, nesta quinta-feira, Dias Toffoli afirmou que o Supremo é um órgão "moderador dos conflitos políticos, sociais e econômicos".

Na fala, o ministro também refletiu sobre o atual momento do país.

"Não estamos em crise, estamos em transformação", afirmou

Citando o psicanalista Jorge Forbes, Toffoli disse que "o líder atual é o melhor articulador das diferenças e não o guia de um caminho único".

"O poder tem sua função na pluralidade. O poder que não é plural é violência", concluiu.

Para Toffoli, os tribunais também devem ser plurais, compostos por juízes com concepções de mundo e direito diversas.

"Em um colegiado não existem vencedores e vencidos nem vitórias nem derrotas. Existe o plural. Existe o outro, que sou eu também", disse.

Dias Toffoli é o mais jovem ministro a assumir a presidência do Supremo.

 

Ética

Ao defender o diálogo, o novo presidente do STF defendeu a ética "intersubjetiva", que "se preocupa com o próximo, mesmo que ele pense, aja e viva diferentemente de nós".

Falou ainda em "afetividade, sensibilidade, empatia, gentileza e cordialidade com o próximo" porque, quando a política falha, disse, resta "a autoridade da Constituição e do Direito".

Para Toffoli, é preciso "conectar cada vez mais com o outro" e "viralizar a ideia do mais profundo respeito ao outro, da pluralidade e da convivência harmoniosa de diferentes opiniões, identidades, formas de viver e conviver uns com os outros".

"Essa é a essência da democracia", afirmou.

 

Segurança jurídica

No discurso, o ministro também defendeu a segurança jurídica. Para isso, afirmou, o Judiciário deve ser "socialmente responsável" e agir com "eficiência, transparência e responsabilidade".

Citando Cazuza, disse que o Judiciário precisa solucionar conflitos em "tempo tolerável".

"É dever do Judiciário pacificar os conflitos em tempo socialmente tolerável. Porque o tempo, 'o tempo não para', já dizia Cazuza. É a hora e a vez da cultura da pacificação, da harmonização social, do estímulo às soluções consensuais, à mediação e à conciliação. Hora de valorizar entendimento e diálogo. Modernização, dinamismo e interatividade", afirmou.

 

Transparência

O ministro também aproveitou o discurso para dizer que juízes e tribunais devem prestar contas das atividades, dando publicidade aos atos e informação, favorecendo instrumentos de fiscalização.

Para o novo presidente do STF, é necessário que haja previsibilidade e coerência das decisões judiciais.

Na avaliação do ministro, as decisões judiciais devem "verdadeiramente" chegar à sociedade "e não apenas aos atores processuais". Aproveitou, então, para elogiar a TV Justiça, dizendo que a transmissão dos julgamentos permite o "escrutínio público".

"A TV Justiça adentrou o lar das famílias brasileiras. Julgamentos televisionados. Decisões submetidas não apenas aos controles recursais, mas ao escrutínio público", afirmou.

No início do discurso, Toffoli fez um breve histórico do país, começando a fala em defesa da educação, como caminho para a "construção da cidadania".

 

Cármen Lúcia

Num dos últimos trechos do discurso, Dias Toffoli disse que vai dar continuidade e aperfeiçoar o trabalho da antecessora, Cármen Lúcia, no combate à violência, especialmente no ambiente doméstico.

"O Judiciário não pode fechar os olhos à epidemia de violência contra crianças e adolescentes. Não podemos compactuar com a impunidade!", disse.

Acrescentou, em seguida, que é uma luta a ser travada não só pelo Judiciário, mas pelas famílias, pelos educadores e por setores de comunicação.

Na sequência, Dias Toffoli conclamou autoridades e profissionais de diversas áreas ao diálogo, com debate plural e democrático.

"Antes de tudo somos todos brasileiros! [...] O Brasil é maior que o Estado. [...] Que todos - independentemente de profissão, gênero, cor, crença, ideologia política e partidária, classe social - estejamos juntos na construção de um Brasil mais tolerante, mais solidário e mais aberto ao diálogo", completou.

Ao final, agradeceu aos colegas, membros do Ministério Público, advogados, servidores, jornalistas e autoridades.

Bastante emocionado, homenageou os parentes, disse ser "caipira, de sangue latino, de alma não cativa" e rogou a Nossa Senhora Aparecida que lhe abençoe. (G1)


Jair Bolsonaro passa por nova cirurgia em SP; candidato passa bem

por Gabriela Canário 13 de Setembro de 2018 às 09:32
categoria: Nacional

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, passou por uma nova cirurgia na noite desta quarta-feira (12), segundo o Hospital Albert Einstein, onde o candidato está internado desde sexta (7)após ser vítima de uma facada durante ato de campanha em MG.

O procedimento durou cerca de 1 hora e terminou por volta das 23h30. Segundo os médicos, a nova intervenção foi bem-sucedida e o candidato passa bem. Ele passou a madrugada sem náusea nem dores. Bolsonaro foi levado para o mesmo leito onde estava antes da cirurgia e voltou a ter o protocolo de cuidados de UTI. Um novo boletim médico deve ser divulgado por volta das 10h desta quinta.

Carlos Bolsonaro, um dos filhos do candidato, fez na manhã desta quinta um post nas redes sociais sobre a cirurgia.Na noite de quarta, o hospital informou que o quadro clínico de Bolsonaro evoluiu para um quadro de "distensão abdominal progressiva e náuseas" e precisou passar por uma tomografia no abdômen. O exame identificou presença de aderência obstruindo o intestino delgado. Segundo o hospital, a solução do problema era cirúrgica.

Em uma das três perfurações sofridas no intestino delgado, formou-se uma fístula, um pequeno orifício, que provocou inflamação e gerou o quadro de aderência, que é uma obstrução intestinal.

De acordo com médicos especialistas, a aderência (ou a união de dois tecidos do corpo) ocorreu em decorrência da cicatrização interna em áreas que sofreram incisão cirúrgica, no caso, a realizada após a facada.

A aderência foi causada pela inflamação decorrente do trauma e dificultou a passagem de alimentos pelo intestino.

Na cirurgia, as fístulas foram suturadas e as aderências foram liberadas.

“Ele teve um corte, perdeu muito sangue, é normal que o intestino fique muito dilatado. Com o passar dos dias, vai melhorando. Provavelmente, piorou nas últimas 18 horas, o que levou a essa distensão, provavelmente uma alça intestinal se juntou, ficou muito próxima à outra, com um quadro que a gente chama de obstrução intestinal", disse Alfredo Guarischi, médico especialista em grandes cirurgias à GloboNews.

Pelo Twitter, o filho de Bolsonaro, Flavio Bolsonaro, se pronunciou sobre a nova cirurgia e disse que o estado de saúde dele ainda é grave.

O presidente do PSL, Gustavo Bebiano, disse que Bolsonaro vinha sentindo muitas dores desde terça-feira à noite e chegou a vomitar.

"Infelizmente, o capitão passou a noite ontem muito mal, em função da alimentação via oral que foi reiniciada. Passou o dia muito mal hoje, muito enjoado, com muitas dores no abdômen", disse Bebiano. "Os médicos estranharam um pouco porque, até aqui, o quadro, apesar de ser grave, ele vinha enfrentando de uma maneira muito positiva".

Carlos Bolsonaro, outro filho do candidato, lamentou a necessidade da nova cirurgia e disse que provavelmente a alta, prevista para daqui a 7 ou 10 dias, terá que ser adiada.

Bolsonaro sofreu um atentado na última quinta-feira (6) e foi atingido por uma facada durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Ele precisou passar por cirurgia após sofrer lesões nos intestinos delgado e grosso e foi encaminhado para o hospital em SP no dia seguinte.

Visita de ministro

Nesta quarta, o candidato recebeu a visita do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Sérgio Etchegoyen. Segundo a assessoria de Etchegoyen, o ministro veio a São Paulo na terça para uma agenda privada e decidiu ver o candidato.

O general não falou com a imprensa. A assessoria do GSI não informou o que foi conversado, mas afirmou que se tratou de uma visita de cortesia. O Palácio do Planalto confirmou que o ministro levou uma mensagem do presidente Michel Temer (MDB) desejando pronta recuperação.

Na manhã de quarta, Bolsonaro participaria da série de entrevistas do G1 e da CBN com os presidenciáveis, mas, por causa da internação, ele não pôde comparecer ao estúdio da rádio em São Paulo.

G1


Bolsonaro tem 'condições clínicas estáveis', diz boletim médico

por Gabriela Canário 11 de Setembro de 2018 às 09:16
categoria: Nacional

Um Boletim médico do Hospital Albert Einstein, divulgado no início da noite desta segunda-feira (10), informa que Jair Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PSL, permaneceu durante o dia em "condições clinicas estáveis".

Ainda de acordo com o Hospital, Bolsonaro realizou fisioterapia, caminhada e exercícios respiratórios, sem apresentar dor.

"O paciente não apresenta febre ou outros sinais de infecção e permanece em tratamento clínicointensivo. Mantém jejum oral, recebendo nutrientes por via endovenosa."

O presidenciável está internado desde sexta-feira (7) no hospital na Zona Sul de São Paulo se recuperando de uma facada levada durante ato de campanha no Centro de Juiz de Fora (MG), na tarde de quinta (6).

Mais cedo, o Hospital informou que Bolsonaroe estava sem sinais de infação e que deverá passar por nova cirurgia posteriormente.

A realização da operação, considerada de grande porte, já estava prevista para depois que o candidato tiver alta. Segundo médicos ouvidos pela reportagem, a cirurgia só deve acontecer daqui a dois meses. Nesse meio tempo, Bolsonaro seguirá com a bolsa externa ligada à barriga.

O boletim médico afirma que, passados quatro dias após o ferimento, o estado do candidato "ainda é grave e permanece em terapia intensiva".

"O paciente permanece ainda com sonda gástrica aberta e em íleo paralítico (paralisia intestinal), que ocorre habitualmente depois de grandes cirurgias e traumas abdominais. Ontem, havia uma movimentação intestinal ainda incipiente e que persiste do mesmo modo hoje", acrescenta o documento, assinado pelos médicos Antônio Luiz Macedo, cirurgião; Leandro Echenique, clínico e cardiologista; e Miguel Cendoroglo, diretor superintendente do hospital.

Foto postada por filho de Jair Bolsonaro mostra candidato em poltrona do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, fazendo sinais de armas (Foto: Reprodução/Twitter/Flavio Bolsonaro)

Foto postada por filho de Jair Bolsonaro mostra candidato em poltrona do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, fazendo sinais de armas (Foto: Reprodução/Twitter/Flavio Bolsonaro)

O comunicado acrescenta que Bolsonaro permanece "recebendo o suporte clínico, cuidado de fisioterapia respiratória e motora, e alimentação exclusivamente parenteral (endovenosa)".

No último boletim, divulgado no fim da tarde de domingo, foi informado que o candidato tinha "leve anemia, em decorrência do sangramento inicial".

Na tarde de sábado (8), Flávio Bolsonaro, um dos filhos do presidenciável, postou nas redes sociais uma foto do pai em uma poltrona na UTI. Na imagem, ele aparece fazendo sinal de armas com as mãos.

Questionado na porta do hospital sobre o gesto, outro filho do candidato, Eduardo Bolsonaro, disse que o sinal já é uma marca registrada do pai devido à sua posição contra o desarmamento. Eduardo disse também que não vê nada de prejudicial no gesto ou algo que possa gerar violência.

Segundo a cúpula do Einstein, os principais riscos que serão monitorados são pneumonia (pois o candidato ficou muito tempo em choque e perdeu cerca de 2 litros de sangue) e infecção (por causa do vazamento de massa fecal na cavidade abdominal).

A previsão de internação é de sete a dez dias. A retomada das atividades só deve ocorrer após 20 dias.

Bolsonaro estava internado na Santa Casa de Juiz de Fora, em Minas Gerais, onde passou por uma cirurgia após o ataque que sofreu (entenda a operação ao final da reportagem).

A transferência foi feita via aérea, em um avião UTI, na manhã de sexta, até Congonhas. De lá, o candidato foi levado pelo Helicóptero Águia, da Polícia Militar paulista, até o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual e vizinha do hospital. Uma ambulância do próprio Einstein o levou do palácio ao centro médico.

Do G1


Agressor de Bolsonaro disse em depoimentos que achava que seria morto após atentado

por Gabriela Canário 10 de Setembro de 2018 às 07:03
categoria: Nacional

Após o atentado contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro, o Fantástico mostra como estão as investigações e responde: quem é o agressor, Adélio Bispo de Oliveira? E por que ele fez isso?

Nossa equipe conversou com pessoas que estavam no momento do ataque, com a família de Adélio e com pessoas que conheceram e conviveram com ele. Uma mulher que o conheceu há 24 anos em Santa Catarina revela que ele lhe dizia que ouvia vozes.

Nos depoimentos à Polícia Federal, Adélio Bispo disse que acreditava que, depois do atentado, seria fuzilado pela polícia, e que não sairia vivo.

G1


Nova pesquisa do Ibope aponta cenários opostos para o PT

por Gabriela Canário 21 de Agosto de 2018 às 08:07
categoria: Nacional

Além dos números da CNT/MDA, o Ibope também apresentou uma nova pesquisa nesta segunda-feira (20) para a corrida presidencial. Porém, neste caso, com dois cenários. O primeiro com todos os candidatos registrados oficialmente no TSE. O segundo considerando a impugnação da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - condenado em segunda instância pela Justiça Brasileira. Neste cenário, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, é listado como substituto.



O primeiro quadro traz basicamente o mesmo resultado da CNT/MDA, onde Lula segue na liderança com ampla vantagem sobre o segundo colocado. O petista tem 37% contra 18% de Jair Bolsonaro (PSL). Abaixo dos dois, um bloco com quatro candidatos tecnicamente empatados: Marina Silva (Rede) com 6%, Ciro Gomes (PDT) com 5%, Geraldo Alckmin (PSDB) também 5% e Álvaro Dias (Podemos) com 3%. Eymael (DC), Guilherme Boulos (PSol), Henrique Meirelles (MDB) e João Amoêdo (Novo) alcançam 1%. 



Já no cenário sem Lula, fica evidente que a transferência de votos para Fernando Haddad ainda não foi assimilada pela maior parte dos eleitores do ex-presidente. Haddad aparece com apenas 4% das intenções de voto, na 5ª posição. A liderança é assumida por Jair Bolsonaro com 20%. Chama a atenção o crescimento de Marina Silva, que dobra seu índice de intenção de votos e chega a 12%, seguida de perto por Ciro Gomes com 9% e Geraldo Alckmin com 7%. Os demais candidatos não apresentam alteração em seus números. 



A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de São Paulo. A margem é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.