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Lobista levou esquema de fraude em licitação de PE para Maranhão

por Simone Marques 8 de Fevereiro de 2018 às 13:00
categoria: Policial

No cumprimento dos mandados de prisão da Operação Torrentes II, deflagrada nesta quinta-feira (8), foi preso o pastor evangélico Daniel Pereira da Costa apontado pela Polícia Federal como lobista responsável por levar o esquema de fraude em licitação no estado de Pernambuco para o Maranhão. Daniel já havia sido preso na primeira fase da Operação, mas estava em liberdade por conta de pagamento de fiança. Ele tinha uma extensa ficha criminal, incluindo os crimes de assalto a banco e estelionato, pelos quais chegou a cumprir 10 anos de prisão no Complexo Penitenciário do Curado. 

Além de Daniel, foram alvos de mandado de prisão prevetiva em Pernambuco os empresários Ricardo José de Padilha Carício, Ítalo Henrique Silva Jaques, já presos no Cotel desde a deflagração da Torrentes I, em novembro do ano passado, e Rafaela Carrazone da Cruz Gouveia Padilha, que estava sob monitoramento por meio de tornozeleira eletrônica. 

Empresários pernambucanos são suspeitos de integrar um esquema de corrupção perpetrado pelo Corpo de Bombeiros do Maranhão em operações contra uma forte seca que atingiu o Estado entre 2013 e 2014. As suspeitas começaram após a deflagração da primeira fase da Torrentes, em novembro do ano passado, quando agentes da Secretaria da Casa Militar do governo de Pernambuco foram investigados por desvios de verba pública.

Uma das empresas vencedoras da licitação de fornecimento de material para o auxílio dos municípios da Mata Sul atingidos pelas cheias em 2010 e 2017 em Pernambuco, JFW Empresarial, também foi contratada no estado do Maranhão, dessa vez para minimizar os efeitos da seca no estado entre 2013 e 2014. Constava nos contratos o fornecimento de cestas básicas 160 mil filtros de água. 

Um dispositivo permite que outros órgãos possam aderir à contratos de empresas que venceram procedimentos licitatórios com o poder público. Por isso, o grupo de militares do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão foi orientado pelo lobista para aderir ao processo. 

De acordo com a Polícia Federal, os contratos somavam um valor de R$ 10 milhões, tendo sido desviados pelo menos R$ 8 milhões, através de superfaturamento e não execução. Os indícios de superfaturamento foram encontrados ao se constatar que os contratos firmados entre as empresas e o Corpo de Bombeiros do Maranhão apresentavam valores 30% mais altos do que os preços convencionais de mercado.(JConline)