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Mãe e padrasto são indiciados por estupro e morte de bebê em Bezerros

por Adriana Rodrigues 11 de Abril de 2018 às 16:00
categoria: Policial


O padrasto e a mãe de um bebê de apenas um ano e meio foram indiciados por estupro de vulnerável. Segundo a polícia, o homem teria abusado da criança nessa segunda-feira (09) em Bezerros, Agreste do Estado. Horas depois do crime, a criança foi levada a uma unidade de saúde onde foi constatada sua morte.

De acordo com o delegado Humberto Pimentel, responsável pelo caso, o padrasto, de 29 anos, estuprou o bebê durante a tarde, quando a mãe, de 28, saiu de casa para buscar seus outros dois filhos na creche.

“Ao chegar em casa, a mãe encontrou a criança passando mal e vomitando. O rapaz estava fora de casa, como se nada tivesse acontecido, enquanto a criança desfalecia no sofá. O padrasto lavou a própria roupa e trocou a fralda e a cueca da criança, coisa que nunca fazia”, relatou o delegado. O acusado nega o crime. O casal estava junto há apenas um mês e três dias.

Somente durante o banho do menino a mãe constatou que havia sangue nas partes íntimas da criança. Segundo o delegado, o bebê permaneceu passando mal das 17h à 0h, quando só então foi levada ao Hospital de Bezerros, já em óbito. Segundo a mãe da vítima, o padrasto não permitiu que ela levasse a criança ao médico.

De acordo com o delegado, a mãe teria omitido a real história até a emissão do resultado do laudo do Instituto Médico Legal (IML), quando fotos das lesões encontradas no bebê foram mostradas a ela. De acordo com o laudo, a criança apresentava ruptura anal, machucados e uma perfuração no intestino, que ocasionou sangramento.

”Se a mãe tivesse socorrido a criança seria apenas uma autuação. Mas ela está sendo autuada pelo crime de estupro também, por ter sido omissa. Ao suspeitar da situação ela não socorreu a criança nem chamou a polícia. O hospital que percebeu os sinais de estupro e chamou a polícia”, afirmou o delegado Humberto Pimentel.

Autuados

Mãe e padrasto foram autuados por “estupro de vulnerável qualificado com resultado morte”. Ambos podem pegar até 30 anos de prisão. De acordo com a polícia, o padrasto não tem antecedentes criminais. Eles serão apresentados em audiência de custódia nesta quinta-feira (10) no fórum de Caruaru, também no Agreste.