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Gilmar Mendes rejeita pedido de Eduardo Bolsonaro contra prorrogação da CPMI das Fake News

por Milena Pacheco 30 de Abril de 2020 às 13:18
categoria: Política

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), rejeitou a ação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para impedir a prorrogação da CPMI das Fake News no Congresso Nacional, informa o jornal Folha de S. Paulo. O colegiado é presidido pelo senador baiano Angelo Coronel (PSD).

No pedido, Eduardo havia alegado que o colegiado tem atuado de forma “orquestrada” contra os deputados aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O filho de Bolsonaro também acusa Coronel (PSD-BA) de aprovar requerimentos “em bloco e a toque de caixa, deixando de garantir os direitos regimentais e negando os deputados da base aliada ao governo seu direito ao contraditório”.

Gilmar Mendes, por sua vez, não atendeu à solicitação e mencionou a importância da comissão, criticada pela família do chefe do Executivo, para desvendar crimes cometidos na internet. Afirmou ainda que os fatos investigados pelo Legislativo estão relacionados a dois inquéritos abertos pelo Supremo: um para investigar a disseminação de notícias falsas na internet e outro para apurar as manifestações a favor da intervenção militar

“Essas investigações são de vital importância para o desvendamento da atuação de verdadeiras quadrilhas organizadas que, por meio de mecanismos ocultos de financiamento, impulsionam estratégias de desinformação, atuam como milícias digitais, que manipulam o debate público e violam a ordem democrática”, frisou ​.

​Na ação, Eduardo pedia para o STF impedir a prorrogação da CPMI, o que já ocorreu. De acordo com o deputado, o colegiado estaria atuando de maneira “orquestrada” contra parlamentares da base do governo.

Quando apresentou a ação, Eduardo Bolsonaro havia alegado que a prorrogação estava “na iminência de ocorrer”. Isso, porém, já se concretizou.

Criada em setembro do ano passado, inicialmente a CPMI teria vigência de 180 dias para apurar “ataques cibernéticos que atentassem contra a democracia e o debate público”. No início de abril, porém, o Congresso estendeu por mais 180 dias a comissão, que poderá funcionar até outubro.

Em seu despacho, Gilmar Mendes destacou que a decisão não “fixa a validade de todo e qualquer ato” da CPMI, mas destaca a importância dessas apurações. (Com informações Bahia.Bahia/Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)


Cristina Costa rebate nota de repúdio da Secretaria de Educação

por Milena Pacheco 29 de Abril de 2020 às 11:13
categoria: Política

Vários professores contratados através de processo seletivo que tiveram seus contratos reincididos no início do ano pela prefeitura, não conseguiram fazer o cadastro para receber auxílio emergencial porque, segundo eles, seus contratos ainda constam efetivados para o governo federal.

A polêmica levou a vereadora Cristina Costa, presidente da comissão de educação na Câmara de Petrolina, reunir-se com representantes da categoria e com a secretária-executiva de gestão de pessoas da Secretaria Municipal de Educação, Maria Helena dos Santos.

Embora tenha existido a conversa, a Secretária de Educação não gostou da atitude de Cristina, por ter afirmado que os professores estariam sendo prejudicados por falta de informações do setor de pessoal da prefeitura, e enviou uma nota repudiando a atitude da vereadora.

“Não é verdade. Maria Helena, nossa Secretária Executiva de Gestão de Pessoas, recebeu a excelentíssima Vereadora hoje as 10:00 da manhã, atendendo um pedido do também Vereador Sr. Aero. Na reunião, a Vereadora foi informada sobre os contratos temporários que foram encerrados por força de lei, por terem completado 02 (dois) anos, com a relação nominal e o período de vencimento de cada um dos contratos. E que todos os dados foram informados, em tempo hábil, para o INSS, por meio da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais), SEFIP e FGTS. Maria Helena entregou ainda, uma planilha com a relação nominal de todos os contratos temporários encerrados em fevereiro, mostrando que estava tudo devidamente regularizado junto aos Órgãos Federais (INSS-SEFIP eFGTS). Exigimos que a nobre Vereadora se retrate, em respeito aos agentes políticos e servidores públicos que sempre a receberam com deferência e respeito”.

Cristiane, presidente da Associação de Professores de Petrolina, reforça que todos os contratos continuam ativos. Segundo ela, a nota não condiz com a verdade. “A secretária de educação sempre com desculpas, e buscando colocar a culpa em outros órgãos o que é de responsabilidade dela. A secretaria como contratante, quando o destrato do contrato é feito, tem que informar tanto ao INSS, como ao RAIS, que o trabalhador não tem mais vínculo, e aí acharam que a gente nunca ia descobrir isso, e quando a gente viu que o auxílio está sendo negado aí estão dizendo que não é de responsabilidade deles”

A vereadora Cristina Costa, não gostou do posicionamento da secretária de educação que segundo ela, nem compareceu a reunião. De acordo com a parlamentar os mais de 500 professores que estão com os contratos encerrados, não conseguem acesso à secretária porque ela se nega a repassar informações. “Essas informações não constam no RAIS e nem na previdência do trabalho, me estranha essa nota e mostra desconhecimento e despreparo da secretária da educação, independente de ser oposição, eu nunca denunciei uma inverdade, eu jamais faria politicagem com isso. Eu exijo respeito. Tenho três mandatos, moro em Petrolina, então que ela desarme-se coloque o pé no chão, como autoridade que tem compromisso com a educação que ela não se resguarde atrás de funcionário, e participa de reuniões”.

Cristina finalizou reforçando que os professores estão prejudicados por não constar uma atualização cadastral no RAIS, do Ministério de Economia, Secretaria Especial de Previdência e Trabalho. (Fonte: Blog Nossa Voz/Foto: Arquivo Nossa Voz)


Bolsonaro nomeia André Mendonça para a Justiça e Ramagem para a PF

por Milena Pacheco 28 de Abril de 2020 às 09:19
categoria: Política

Os decretos com as nomeações são publicados no Diário Oficial

André Luiz de Almeida Mendonça e Alexandre Ramagem Rodrigues são nomeados ministro da Justiça e Segurança Pública e diretor-geral da Polícia Federal (PF), respectivamente. Os decretos assinados pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, estão publicados no Diário Oficial da União desta terça-feira (28). André Mendonça passa a ocupar o comando do ministério com a saída de Sergio Moro e Alexandre Ramagem a chefia da PF no lugar de Maurício Valeixo.

André Mendonça, de 46 anos, é natural de Santos, em São Paulo, advogado, formado pela faculdade de direito de Bauru (SP). Ele também é doutor em estado de direito e governança global e mestre em estratégias anticorrupção e políticas de integridade pela Universidade de Salamanca, na Espanha; é pós-graduado em direito público pela Universidade de Brasília.

É advogado da União desde 2000, tendo exercido, na instituição, os cargos de corregedor-geral da Advocacia da União e de diretor de Patrimônio e Probidade, dentre outros. Recentemente, na Controladoria-Geral da União (CGU), como assessor especial do ministro, coordenou equipes de negociação de acordos de leniência celebrados pela União e empresas privadas.

Alexandre Ramagem, que exercia o cargo de diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), é graduado em direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Ingressou na Polícia Federal (PF) em 2005 e atualmente é delegado de classe especial. Sua primeira lotação foi na Superintendência Regional da PF no estado de Roraima.

Em 2007, ele foi nomeado delegado regional de Combate ao Crime Organizado. Ramagem foi transferido, em 2011, para a sede do PF em Brasília, com a missão de criar e chefiar Unidade de Repressão a Crimes contra a Pessoa. Em 2013, assumiu a chefia da Divisão de Administração de Recursos Humanos e, a partir de 2016, passou a chefiar a Divisão de Estudos, Legislações e Pareceres da PFl.

Em 2017, tendo em conta a evolução dos trabalhos da operação Lava-Jato no Rio de Janeiro, Ramagem foi convidado a integrar a equipe de policiais federais responsável pela investigação e Inteligência de polícia judiciária no âmbito dessa operação. A partir das atividades desenvolvidas, passou a coordenar o trabalho da PF junto ao Tribunal Regional Federal da 2ª Regional, com sede no Rio de Janeiro.

Em 2018, assumiu a Coordenação de Recursos Humanos da Polícia Federal, na condição de substituto do diretor de Gestão de Pessoal. Em razão de seus conhecimentos operacionais nas áreas de segurança e Inteligência, assumiu, ainda em 2018, a Coordenação de Segurança do então candidato e atual presidente da República, Jair Bolsonaro. 

(Fonte: Agência Brasil/Foto: José Cruz/Agência Brasil)


Sergio Moro confirma saída do Ministério da Justiça

por Milena Pacheco 24 de Abril de 2020 às 13:16
categoria: Política

Anúncio foi feito em pronunciamento nesta manhã

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, pediu demissão do cargo, deixando o governo do presidente Jair Bolsonaro após quase 16 meses à frente da pasta. Ao anunciar sua decisão, Moro lamentou ter que reunir jornalistas e servidores do órgão em meio à pandemia do novo coronavírus para anunciar sua saída, mas esta foi “inevitável e não por opção minha”.

Em um pronunciamento de 38 minutos, Moro afirmou que pesou para sua decisão o fato de o governo federal ter decidido exonerar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Maurício Valeixo. O decreto de exoneração foi publicado hoje (24), no Diário Oficial da União. É assinado eletronicamente pelo presidente Jair Bolsonaro e por Moro, e informa que o próprio Valeixo pediu para deixar o comando da corporação.

O ministro, no entanto, afirmou que não assinou o decreto e que o agora ex-diretor-geral da PF não cogitava deixar o cargo. “Não é absolutamente verdadeiro que Valeixo desejasse sair”. Para o ministro, a substituição do diretor-geral, sem um motivo razoável, afeta a credibilidade não só da PF.

“O grande problema desta troca é que haveria uma violação da garantia que me foi dada quando aceitei o convite para ingressar no governo, a garantia de que eu teria carta branca. Haveria interferência na PF, o que gera um abalo na credibilidade. Minha e do governo. E também na PF, gerando uma desorganização que, a despeito de todos os problemas de corrupção dos governos anteriores, não houve no passado”, disse Moro. 

Moro também destacou que disse ao presidente que não tinha problema nenhum em trocar o diretor-geral da PF, mas que isso deveria ser feito com base em um motivo relacionado ao desempenho do ocupante do cargo. "Eu sempe disse ao presidente  que não tinha nenhum problema em trocar o diretor-geral, mas precisava de uma causa relacionada a uma insuficiência de desempenho, a um erro grave. No entanto, o que eu vi durante todo o período, é que o trabalho é bem feito", avaliou o ministro. 

Moro resssaltou que ontem conversou com o presidente sobre a possibilidade de mudança no comando da PF e que falou sobre impactos negativos relacionados à decisão. "Falei que isto teria um impacto para todos, que seria negativo, mas para evitar uma crise [política] durante uma pandemia, sinalizei: 'presidente: então vamos substituir o Valeixo por alguém que represente a continuidade dos trabalhos'”, contou o ministro, revelando que chegou a sugerir o nome do atual diretor-executivo da PF, Disney Rosseti, que é servidor de carreira da corporação. 

O então ministro disse ainda que o presidente tem preferências por outros nomes. "me disse, mais de uma vez, expressamente, que queria ter [na direção-geral da PF] uma pessoa do contato pessoal dele, para quem ele pudesse ligar, colher informações, que pudesse colher relatórios de inteligência. Este, realmente, não é o papel da PF”, disse Moro.

Repercussão

Ontem (23), tão logo surgiram as primeiras informações de que Bolsonaro cogitava substituir Valeixo, entidades de policiais federais se manifestaram. Em nota conjunta, a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) e a Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (Fenadepol) afirmaram que as recorrentes trocas no comando da corporação afetam sua estabilidade e credibilidade.

“O problema não reside nos nomes de quem está na direção ou de quem vai ocupá-la. Mas sim, na absoluta falta de previsibilidade na gestão e institucionalidade das trocas no comando”, afirmam as entidades. “Nos últimos três anos, a Polícia Federal teve três Diretores Gerais diferentes. A cada troca ou menção à substituição, uma crise institucional se instala, com reflexos em toda a sociedade que confia e aprova o trabalho de combate ao crime organizado e à corrupção.”

Já após a confirmação da exoneração de Valeixo, a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) manifestou-se “surpresa” e “preocupada”. “É preocupante que o Executivo lance mão de sua prerrogativa de trocar o comando da PF sem apresentar motivos claros para isso. Trata-se de um episódio que gera perigoso precedente e cria instabilidade para a atividade do órgão. A Polícia Federal é uma instituição de Estado e deve seguir, com autonomia e rigor científico, em sua missão de combater o crime doa a quem doer.” (Fonte: Agência Brasil/Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)


Urgente: Sérgio Moro pede demissão após Bolsonaro anunciar troca de chefe da PF

por Milena Pacheco 23 de Abril de 2020 às 15:09
categoria: Política

O ministro da Justiça, Sergio Moro, pediu demissão do cargo nesta quinta-feira (23), depois de ser informado pelo presidente Jair Bolsonaro sobre a mudança na diretoria-geral da Polícia Federal. A informação é da Folha de S.Paulo.

De acordo com o jornal, o presidente tenta reverter a decisão do ex-juiz. A chefia da PF é ocupada por Maurício Valeixo, escolhido por Moro para o cargo.

Bolsonaro tenta trocar o comando da corporação desde o ano passado. O motivo é o interesse em ter controle total sobre a atuação da polícia. (Fonte: Bahia.Ba/Foto: Marcello Camargo/Agência Brasil)


Toffoli se manifesta e diz não haver solução fora da democracia

por Milena Pacheco 20 de Abril de 2020 às 17:27
categoria: Política

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, rompeu o silêncio sobre a ida do presidente Jair Bolsonaro às manifestações contra a democracia no último domingo (19). Em videoconferência com representantes de entidades de diferentes setores, o ministro afirmou que autoritarismo e fundamentalismo são “nefastos”.

“Neste momento, é bom sempre relembrar a importância que essas seis instituições tiveram na redemocratização do país, no processo constituinte. Não é possível admitir qualquer outra solução que não seja dentro da institucionalidade, do Estado democrático de Direito, da Democracia”, disse Toffoli.

O presidente do STF se referia à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), à Comissão Arns, à Associação Brasileira de Imprensa (ABI), à Academia Brasileira de Ciências e à Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, a declaração de Toffoli foi feita um pouco antes de a Procuradoria-Geral da República (PGR) informar que solicitou abertura de inquérito para apurar as manifestações.

Os atos foram chamados de “fatos em tese delituosos envolvendo a organização de atos contra o regime da democracia participativa brasileira”. Bolsonaro não é alvo do inquérito porque, até então, não há indícios de que ele participou da organização dos atos.

No último domingo (15), Jair Bolsonaro esteve no ato contra o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, em Brasília. Diante do Quartel-General do Exército, subiu na caçamba de uma caminhonete e fez discurso inflamado para seguidores. Entre suas falas, Bolsonaro pregou o fim da “patifaria”, numa referência à “velha política”.

A declaração provocou reações nos três Poderes. Ministros do Supremo repudiaram o ato. Políticos classificaram a atitude de Bolsonaro como “incentivo à desobediência” e “escalada antidemocrática”. (Fonte: Bahia.Ba/Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil)


FBC alfineta PSB e diz estar aberto para dialogar com Lucas Ramos

por Milena Pacheco 17 de Abril de 2020 às 09:37
categoria: Política



Em entrevista ao Nossa Voz na manhã desta quinta-feira (16), o Senador Fernando Bezerra Coelho comentou sobre as movimentações políticas que colocaram o partido PODEMOS, no campo da oposição em Petrolina.

Como já foi noticiado, o deputado Lucas Ramos (PSB), pré-candidato a prefeito da cidade, orientou seus aliados que migrariam para o PSB, a filiarem-se ao PODEMOS, visando um apoio nas eleições 2020. Apoio esse, que já foi reforçado pelo presidente do diretório municipal, Sargento Quirino.

O emedebista, que sempre manteve um alinhamento com a cúpula nacional do PODEMOS, comentou sobre a decisão do partido de apoiar a oposição. 

“Eu que eu posso afirmar é que a sigla é dirigida pelo deputado Carlo Teobaldo, que de fato atendendo a um apelo feito de Lucas Ramos transferiria o partido para o sargento e a gente entende. Agora a gente está sempre aberto ao parlamentar que merece o nosso respeito, quem sabe nessa confusão que está instalada dentro do PSB, se o deputado se dispuser a um diálogo com Miguel as portas estarão sempre abertas”, ponderou.

Fonte: Blog Nossa Voz


Lula elogia ‘resistência’ do Nordeste na crise e diz que país não merece Bolsonaro

por Milena Pacheco 17 de Abril de 2020 às 09:21
categoria: Política

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (16) que a criação do Consórcio Nordeste foi uma decisão acertada dos nove governadores da região e definiu o bloco como uma tentativa de resistência à “colonização imperial” do Palácio do Planalto. O grupo é coordenado pelo chefe do Executivo baiano, o petista Rui Costa.

Ao criticar as recentes investidas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contra governadores, Lula exaltou as ações dos gestores diante da pandemia, dentre as quais a compra conjunta de insumos e equipamentos de saúde, além da contratação de cientistas para traçar estratégias de enfrentamento à Covid-19.

“Eu quero dar parabéns aos governadores do Nordeste, porque a criação do consórcio foi uma obra extraordinária. Vamos juntar os iguais e vamos tentar encontrar uma saída”, declarou Lula em entrevista à rádio Metrópole.

“Desde a Proclamação da República, ou melhor, desde que acabou a exploração do ouro, o Nordeste foi ficando pra trás, ficando pra trás, ficando pra trás. É preciso que a gente torne o Brasil uma nação equânime, ou seja, todo mundo tem que ser tratado em igualdade de condições”, disse.

“Quando as pessoas diziam: ‘Ah, mas o Lula gostava muito do Nordeste’. Gostava, não. Gosto do Nordeste e acho que tudo o que a gente fizer pra transformar o Nordeste numa região igual a região Sul nós temos que fazer”, acrescentou Lula.

Na avaliação do ex-presidente, apesar das dificuldades, o estado baiano tem se destacado em sua forma de atuação. “Eu fico muito feliz de ver o companheiro Rui ser o coordenador disso e a Bahia ser um estado ponta de lança no enfrentamento. Com muita dificuldade, porque a verdade é essa.”

‘Brasil não merecia Bolsonaro’

Ao falar sobre o comportamento de Bolsonaro na disputa eleitoral de 2018, Lula relativizou o termo “democraticamente” e afirmou que o Brasil não merecia tê-lo como presidente.

“Sinceramente, acho que o Brasil não merecia ter o presidente que a gente tem. A gente sempre diz que ele foi eleito democraticamente. Eu respeito muito essa questão da democracia. Mas achar que ele foi eleito democraticamente é apenas uma meia verdade. A outra meia verdade foi o papel de alguns meios de comunicação na eleição dele. A verdade é que ele não foi eleito no debate, não teve coragem de participar de um debate”, afirmou o ex-presidente.

“Mesmo quando ele teve a facada, ia dar entrevistazinha acertada pra Record, entrevistazinha acertada pra Bandeirantes, pra quem interessava a ele. Além das fake news. [Foi] Uma eleição resultado de uma mentira monstruosa contada nesse país e que continua”, disse Lula. 

(Fonte: Bahia.ba/Foto: Daniel Ferreira/Metrópoles)


Mandetta diz que troca na Saúde deve se concretizar entre ‘hoje ou amanhã’

por Milena Pacheco 16 de Abril de 2020 às 13:39
categoria: Política

O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta disse nesta quinta-feira (16) que a pasta deve ter mudanças nas próximas horas. “Devemos ter uma situação de troca no ministério que deve se concretizar hoje ou amanhã”, disse o ministro, segundo o portal UOL.

Desde o início da semana fala-se na saída do ministro do cargo devido ao desgaste na relação com o presidente Jair Bolsonaro. Ele já teria comunicado a saída à sua equipe.

“Eu sou a peça menor dessa engrenagem, eu escolhi muito bem a minha equipe”, completou ao explicar que o trabalho de combate continuará independente de quem assuma o seu cargo.

Segundo a reportagem, as afirmações foram feitas pelo ministro durante um debate online com especialistas sobre a Covid-19, promovido pela Iniciativa FIS (Fórum Inovação Saúde), que reúne lideranças da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, Fiocruz, UFF, UFRJ, Academia Nacional de Medicina, entre outros.

O debate reuniu André Medici, economista de saúde; Denise Santos, CEO do hospital Beneficência Portuguesa, de São Paulo; Henrique Salvador, presidente da Rede Mater Dei de Saúde; e Margareth Dalcolmo, pneumologista docente da Fiocruz.

Ainda segundo o UOL, em diversos momentos, Mandetta fez referências às divergências com o governo Bolsonaro.

“O mundo terá que ter grandes cabeças que vão ter que encontrar um equilíbrio. Fazer um novo mapeamento das dependências que nós criamos dos sistemas de saúde. Quem olha o vírus sozinho vai errar porque ele ataca a educação, a economia, a Olimpíada, porque ele se impõe. (…) Mas nós não sabemos ainda todos os efeitos. Não sabemos nem quem será o ministro da Saúde amanhã”, disse Mandetta.

Críticas a leigos e fake news

Ele ainda criticou as fakes news sobre tratamentos para o novo coronavírus e o uso político da comunicação.

“Quanto mais baixa a formação, mais terreno fértil pela má comunicação, mas isso é diferente da má comunicação política, onde aquele que não concorda com a opinião é massacrado”, disse o ministro, relatou a publicação do UOL.

Mandetta citou o descontentamento também com o fato de discussões técnicas estarem ocorrendo com integrantes do governo que não entendem do assunto.

“Estava numa reunião com ministros falando sobre remédios para o coronavírus e todos leigos tentando convencer outros leigos”, disse o ministro ao citar uma conversa com integrantes do governo sobre remédios para o tratamento da Covid-19. (Fonte: Bahia.Ba/Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)


Líder do governo no senado, FBC defende isolamento social para combate ao coronavírus

por Milena Pacheco 16 de Abril de 2020 às 11:13
categoria: Política

Em entrevista ao programa Nossa Voz nesta quinta-feira (16), o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), destacou medidas adotadas pelo governo no enfrentamento à covid-19. O emedebista admite que o Brasil pode viver a maior crise econômica de sua história e pode perder R$ 75 bilhões de suas receitas.

Uma das medidas eficazes para ele, é o Auxílio Emergencial, o chamado Corona Voucher. Um benefício financeiro destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e tem por objetivo fornecer proteção emergencial no período de enfrentamento à crise causada pela pandemia do Coronavírus – COVID 19.

Outra ação que foi destacada pelo senador, foi a nova medida provisória com regras para redução de salário, de jornada laboral ou a suspensão de contratos formais de trabalho por até dois meses na tentativa de mitigar os efeitos econômicos no mercado de trabalho provocados pela pandemia de coronavírus. O Governo bancará parte dos salários reduzidos, mas só até o teto do seguro-desemprego, que vai de um salário-mínimo até um máximo de 1813,03 reais.

A polêmica que permeia dentro do governo, protagonizada pelo Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e o presidente Jair Bolsonaro, também foi questionada ao senador. A cerca da divergência entre os dois, no que é mais eficaz para evitar um colapso, já que ministro defende o isolamento social em contramão ao presidente que defende o isolamento vertical, ele analisa “que a partir da entrevista de Mandetta concedida ao Fantástico, criou-se se um clima de perecibilidade a cerca da manutenção do ministro”, mas torce que as regras de isolamento social sejam mantidas, já que essa foi a medida adotada por praticamente todos os países.

“O que a gente precisa é observar que a preocupação do governo Bolsonaro também é importante. De um lado é necessário realizar a quarentena, é preciso também estudar regras de flexibilização assim que o pico da pandemia for alcançado. São duas posições. Eu pessoalmente me alinhei com a posição do presidente do senado e pelas lideranças do senado, no sentido de que é importante a gente goste ou não, é preciso nos mantermos em isolamento social até que se reduza os casos”, opinou. (Fonte: Blog Nossa Voz)