asdasdasdasd

Bispo convoca fiéis a colaborar com restauro do Palácio e evita comentar sobre shopping popular

por Karine Paixão 23 de Março de 2018 às 12:23
categoria: Religião

Contando com a presença dos representantes das paróquias que pertencem a Diocese de Petrolina, integrantes da comunidade leiga da Igreja Católica, órgãos de imprensa e vários colaboradores, foi lançada na manhã desta sexta-feira (23) a Campanha de Restauro do Palácio Diocesano. Apresentada pelo bispo Dom Francisco Canindé Palhano, a mobilização envolve a captação de recursos através da venda de bilhetes de sorteio do cinco motocicletas de diversos modelos. As cartelas já começaram a ser distribuídas entre os presentes que prometeram se empenhar para a obra seja iniciada. Três arquitetos se voluntariaram a elaborar e executar o projeto, com a promessa de manter toda a estrutura original. 

“Na verdade, tudo já foi iniciado quando os arquitetos se colocaram a disposição para gratuitamente dar os passos necessários para fazerem os pré-projetos e os projetos serem aprovados e o começo de verdade já aconteceu e agora de maneira oficial com esse lançamento que nós fizemos”, revelou Dom Francisco em entrevista ao Nossa Voz.

Questionado sobre a construção de um shopping popular no terreno do Palácio Diocesano, o bispo de Petrolina limitou-se numa breve resposta. “Nós agora estamos falando do restauro”. A equipe que vai elaborar o projeto assumiu a missão de preservar a arquitetura original. “Esse é um novo grupo que vai pensar e pensar com muito critério para fazer efetivamente o melhor. O projeto, a propósito se chama restauro. E o que é um restauro? É aquilo que nos volta para o original. Claro que nós vimos a situação como é que está e nós queremos a janela no mesmo lugar, uma janela tratada, enfim, que possa preservar aquilo que é de verdade essa beleza arquitetônica”. 

Sobre a possibilidade de abrir o Palácio Diocesano para visitação após o término da obra, Dom Francisco explica que isso ainda não foi definino. “Ainda não foi pensado nada disso. Estamos cuidando do restauro do Palácio que é uma residência. Então como é que nas nossas residências acontecem as visitas? De forma muito restrita porque tem a intimidade da família, como no Palácio tem a intimidade de todos que vão morar aqui como o bispo, seus assessores, secretário, entendeu? Funciona desse jeito. Por enquanto nós estamos preocupados em dar esse primeiro passo que é pensar que é construir esse restauro. Isso para nós é o mais importante”, destacou. 

Integrante da equipe de restauro, o arquiteto Sílvio Maniçoba explica que antes de iniciar a parte prática do projeto é necessário catalogar toda a estrutura. “Essa é a segunda vez que nós nos reunimos. Mas já temos uma linha inicial que seria fazer o cadastro de todo o prédio, de toda área externa e em cima desse cadastro, através de pesquisas, documentos, fotos, conversar com as pessoas antigas, a gente montar ou traçar como começaremos essa obra física. Já sabemos mais ou menos o que tem que ser feito”. 

Mesmo estando na parte embrionária, Maniçoba revela os pontos que já foram definidos. “Pensamos, por exemplo, os aposentos do bispo, dos padres que virão morar no Palácio, já pensamos   na implantação de um elevador que não choque com a fachada, com o exterior. Embutir toda essa parte de ar condicionado e instalações elétricas que foram feitas durante os anos. Tudo tem que ser muito bem cuidado. Talvez a grade lateral que antigamente existia no Palácio para ter uma visão melhor da esquina na Pacífico da Luz. Tudo é preliminar, é o segundo encontro nosso, mas a gente já está com uma linha bastante definida quanto a isso”. 

Os custos, segundo o arquiteto, ainda não podem ser repassados. “É muito difícil prever um orçamento porque cada ação a gente vai descobrindo coisas e fica muito difícil definir de quanto seria esse custo”. 

Mas o profissional reforça o empenho em realizar a obra de forma atisfatória. “É uma nova equipe. Fomos convocados por Dom Francisco e aí nos colocamos nós três, Estênio Nune e Doroteia, então estamos abertos. Somos uma comissão e teremos que convocar engenheiros porque vai mexer com estrutura, temos que envolver as pessoas de um modo geral que possa contribuir, colaborar de maneira geral. É um trabalho de doação e é muito orgulho da gente poder participar desse restauro do Palácio”, reforçou.