asdasdasdasd

Superlotado, Hospital Universitário recebe mais vítimas de acidentes que instituições metropolitanas

por Gabriela Canário 12 de Junho de 2018 às 16:23
categoria: Saúde

Referência no atendimento a traumas na região, o Hospital Universitário, em Petrolina, registrou, apenas nos primeiros quatro meses deste ano, mais de 2.500 acidentes, sendo que, aproximadamente ¾ desse total possuem envolvimento com motocicletas. Em 2017, foram 7.841 no total. Mensalmente, são cerca de 650 pacientes atendidos na instituição.

E, o que há de elevado em número de atendimentos, fica faltando de suporte em nível de espaço, equipamentos e quantidade de profissionais para isso. Mais de 600 dos colaboradores da área de saúde, entre médicos e enfermeiros, desdobram-se em turnos para dar conta de uma demanda que está acima da capacidade operacional, chegando a 160%. De acordo com a chefe da Unidade de Vigilância, Daniely Figueiredo, o Hospital Universitário atende um número mais elevado que instituições maiores da região metropolitana do estado. Ela explica que o HU, em Petrolina, é o único a utilizar o Sistema de Informação de Notificações de Agravo dos Acidentes de Transportes Terrestres.

“São unidades sentinelas que fazem essas notificações, sendo que em Recife são os de grande [porte]. Dentre os 17 [hospitais] no estado de Pernambuco, somos os que mais tem notificação de transporte e quando a gente vai comparar isso em relação aos Hospitais da região metropolitana, nós somos os que temos menos leitos. Juntando pelo menos três ou quatro hospitais da região metropolitana, eles tem dez vezes mais leitos do que a gente e, independente desse quantidade de leitos deles ser maior, a gente continua recebendo muito mais vítimas de acidentes”, explicou Figueiredo.

O Hospital Universitário possui, atualmente, 141 leitos em atividade. Entretanto, 12 leitos de UTI estão bloqueados, por conta do número insuficiente de profissonais. O órgão atende pacientes de mais de 50 municípios e se encontra com toda a infraestrutura de suporte à vida (nas Salas de Emergência e Unidade de Tratamento Intensivo) totalmente ocupada e sobrecarregada. “É impossível. A gente se desdobra”, desabafou Figueiredo. Agora, em vésperas de Festejos de São joão na cidade, o caso pode ser ainda mais grave. “A gente tem uma intensificação porque os acidentes aumentam e a gente tenta reforçar a logística dentro do próprio hospital e com a rede”, completou.